quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cinema na Irlanda


2005/05

Em Kilkenny (leia-se câlquèni),na Irlanda, fiquei duas noites. As atrações da localidade não eram muitas: um bonito parque com um castelo/palácio de belos interiores, uma igreja antiga com uma das características torres em forma de "foguetão" que enxameiam a paisagem irlandesa, uma rua com prédios antigos coloridos e, tirando isso, pouco mais restava que fosse verdadeiramente digno de destaque. À noite, então, era a pasmaceira.

Decidi ir ao cinema para matar o tempo. A preços que só chegariam a Lisboa vários anos mais tarde, fui duas noites às fitas. O choque foi tremendo. Habituado a criticar os meus compatriotas por falarem no escuro do cinema ou por fazerem demasiado barulho com as pipocas, eu não estava preparado para a maneira irlandesa de ver cinema. Basicamente, o espetador local levanta-se várias vezes durante a fita - para ir à casa de banho, para ir buscar comida, para ir esticar as pernas -, fala durante a sessão e passa o tempo a comer e a beber. Se não fosse aquele relaxamento que sentimos quando estamos de férias e que nos predispõe a sermos condescendentes com os outros (sobretudo no estrangeiro), eu acho que teria tido um ataque de nervos.

Após a "pancada" que foi a primeira noite nas fitas (onde vi uma comédia qualquer da qual pouco percebi), resolvi proteger-me na segunda incursão ao cinema de Kilkenny: fui para um lugar isolado e que era o assento dos namorados (era de corpo e meio). O descanso foi tanto que, embalado por uma daquelas chuchadeiras da "nova" Guerra das Estrelas, dormi o tempo quase todo. Eles que ruminassem, passeassem e bebessem à vontade que eu não estava nem ali...

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