sexta-feira, 19 de março de 2010

França/Marrocos 2010 - dia 16 (Tânger - Gibraltar) - parte 3

2010/03/19

Terminado o descanso para uma loura, o meu tio decidiu ir dar repouso ao corpo no hotel. Ainda estávamos a meio da tarde e, para mim, isso era impensável: há que andar, há que ver, há que aproveitar. Decidi ir mesmo até ao fim da Main Street, onde há uma praça de algum tamanho com várias zonas de comes e bebes. Não parei em nenhuma por preferir continuar a ver a "cidade". Passei debaixo dos pequenos túneis de acesso (aquilo era a praça principal da zona fortificada) e resolvi ir conhecer os quarteirões mais modernos.

A área mais recente de Gibraltar é suficientemente desinteressante para não ser um ponto turístico mas, ao mesmo tempo, suficientemente interessante para valer uma volta, numa lógica de "queimar tempo". Percorri uma rua inteira até chegar mesmo àquela ponta do território onde se viam, ao longe barcos perto de Algeciras.

As ruas tinham pouco ou nenhum movimento e comecei o caminho de regresso, passando pelo moderno hospital local. Também ali se ouvia mais Castelhano do que Inglês e não é difícil imaginar os vizinhos do território tentando aproveitar um sistema de saúde que deve ser superior ao que têm na sua terra natal.

Claramente, todos aqueles quarteirões são os de crescimento da habitação de luxo, tal é o aspeto dos edifícios e o tipo de carros que passam. Há também uma espécie de hipermercado (à escala local). Nota-se igualmente um maior número de jovens convivendo na rua pelo que a animação noturna de Gibraltar deve estar localizada por ali.

Quando já estava perto do centro, virei à esquerda e fui ver a marina, zona onde também está um casino. É um sítio agradável, com esplanadas e restaurantes como se espera em semelhante local. Também havia pouco movimento e aproveitei para passear por um dos pontões admirando os barcos atracados. Lá mesmo no fim estava a uma distância do começo da pista do aeroporto que não excedia os duzentos metros. Pensava eu nisto quanto um avião aterrou, ali pertinho.

Resolvi voltar para o hotel fazendo, no entanto, uma volta grande que me levou a alguns sítios por onde tinha passado de manhã, quando entrámos em Gibraltar. Reentrei na rua principal e segui-a até ao descanso do hotel. Este estava bastante quente, resultado do excesso de alcatifas e de uma possível má ventilação mas isso não me incomodou por aí além já que estava bem cansado de caminhar

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