domingo, 7 de março de 2010

França/Marrocos 2010 - dia 4 (Aix-en-Provence - Marselha - Arles)

2010/03/07

A despedida de Aix-en-Provence

O dia acordou nublado em Aix-en-Provence mas sem que ameaçasse chuva. Fiz-me apressadamente ao caminho, tentando repetir, a pé, o trajeto do autocarro, no dia anterior. Ao fim de um ou dois quarteirões, por acordo entre o esquecimento e a vontade, tomei rumo diferente, entrando por uma rua ainda não conhecida, ladeada de pequenas casas e prédios com bom gosto.

Passado algum tempo, e com o relógio assegurando-me uma boa folga relativamente à partida do comboio, chego à estação ferroviária onde decido não ficar ainda e ir antes matar o tempo restante com uma voltinha pelo centro da cidade, ali bem próximo.

Mais umas fotos às ruas adjacentes, panorama da rotunda e, claro, ao Cours Mirabeau. Um indivíduo com algum ar de vagabundo aproxima-se com ar de quem vai pedir esmola. Diz-me algo e, por vontade palerma de atalhar a conversa, respondo-lhe em Português com um ainda mais palerma "não compreendo". Tiro e queda: é italiano? Não... Espanhol? Não... Fala Inglês? Adeus, adeus, digo eu já irritado comigo mesmo pela situação imbecil em que me meti. O homem não insiste enquanto eu me afasto em direção à Avenue des Belges onde julgo haver uma ligação ao local onde está a estação da SNCF. Pelo caminho, aproveito para fotograr alguns pormenores interessantes de edifícios.

Encontrada uma passagem para a zona da estação, entro na sala de espera desta para logo levar com o característico cheiro de haxixe. No local apenas se encontram, dispersos, alguns jovens indivíduos magrebinos, com o habitual mau ar que quase todos ostentam nestas paragens gaulesas. Dispensando o cheiro e a companhia, dou uma voltinha pela estação onde encontro, a alguns metros dali, um pequeno espaço com máquinas de venda de bilhetes e bebidas e um acesso - fechado -, à bilheteira. O sítio parece ter sido escolhido por alguns passageiros "europeus" para esperarem pelo transporte: não há cheiros esquisitos nem pessoal com mau aspeto e ainda há um segurança.

Um casal pergunta-me qualquer coisa relativa a bilhetes e, mal termino a resposta, aparece o "vagabundo" de há pouco. Antes que alguém me pergunte mais alguma coisa e eu me veja na estúpida situação de falar Francês na cara do homem (que talvez quisesse, apenas, saber onde era a estação), saio da sala e vou aproveitar o fresquinho da manhã no exterior.

Os comboios onde vou viajar são modernos e, como tudo aqui, estão cheios de referências às entidades regionais. A França parece ser um país onde a regionalização está bem entranhada. Por todo o lado se vêem dísticos, cartazes, placas aludindo à região disto, subregião daquilo, "departamento" de não sei o quê e tudo de uma forma que, por vezes, quase chega a ser ostensiva, fazendo uma pessoa pensar se, afinal, está em França ou numa miscelânea de microestados.


Passagem por Marselha

O meu destino é Arles - uma cidade que se anuncia como tendo importantíssimos vestígios romanos -, mas, como não há comboios diretos entre Aix e Arles, tenho de ir, primeiro, até Marselha e aí, então, apanhar outro "quim". Nada que me chateie porque as ligações entre os "pousos" são, obviamente, coisa interessante.

O trajeto para Marselha é agradável sem que seja propriamente bonito. Vêem-se alguns pontos que talvez mereçam uma visita, passa-se por uma cidade de maior tamanho cujo nome não fixo mas, basicamente, o que chama a atenção é uma cadeia montanhosa à esquerda - quando a linha se torna paralela à costa -, uma espécie de arriba contínua que vai muito para além de Marselha. Do lado direito, o mar anuncia-se por entre instalações portuárias e pequenas localidades.

A chegada a Marselha faz-se com um misto de curiosidade e apreensão. Na preparação das férias fui bombardeado com informação na internet chamando a atenção para os perigos da velha Marsilia e, inclusivamente, apelando a que as pessoas não pusessem lá os pés, tais eram as agruras por que passavam os turistas. Os comentários deixados numa série de sites de viajantes por gente que, claramente, detestou a cidade e os seus habitantes, fizeram-me tornar mais vigilante do que habitualmente sou e foi com uma disposição de "olhos bem abertos!" que saí da carruagem.

A primeira impressão: onde raio estão os mafiosos? - o ambiente parecia ser perfeitamente normal.

Começo a passear pela grande estação, apreciando os seus pormenores mais antigos, vendo as montras das lojas e descobrindo entre elas um MacDonald's o que, atendendo à enormíssima fome com que estava, teve o mesmo efeito de alguém gritar, em pleno deserto, "água!!!".

Vista de Marselha a partir da estação central
Salvo o estômago com um saboroso hamburguer em pão especial acompanhado de queijo italiano, decido sair da estação para ver Marselha. Foi uma ótima surpresa já que a gare se encontra num local alto e está rodeada de uma esplanada que serve de miradouro. À minha frente tinha um bonito bilhete postal, com a cidade espraiando-se pelo horizonte e, lá ao fundo, um monte rompendo abruptamente o casario, com uma igreja destacando-se no topo.

Tiro algumas fotografias à paisagem e às estruturas da estação.

Para descer às ruas circundantes, há uma escadaria monumental ladeada de elegantes estátuas e candeeiros mas deixo-me ficar cá em cima. Mais uma vez, olho à volta e pergunto: onde está o mau ambiente que, segundo os internautas, começava logo em força ali mesmo? Não é, certamente, a presença de um ou outro "mitra" que contamina todo o espaço...

O período de espera entre os comboios vai-se esgotando e chega a altura de embarcar para Arles. Neste momento, o ambiente altera-se. A carruagem onde entro está repleta de famílias magrebinas (é errado dizer "árabes"), aproveitando para merendar enquanto o comboio não parte e jovens homens com grandes sacos de viagem. O cenário parece, decididamente, muito pouco europeu, mesmo atendendo à presença de alguns grupos de brancos. Começo a pensar se aquela rapaziada toda, alguma dela com ar de poucos amigos, será tropa?

Procuro o meu lugar no meio da confusão e, ao chegar ao dito, está lá um "árabe" (vá lá, só para variar o termo), com o mesmo ar de militar em licença de fim-de-semana que todos os outros tinham. Digo-lhe que aquele é o meu lugar e ele prontamente mo cede (aparentemente, ninguém ali ligava aos lugares). Ensaio um "é sempre assim, não é?", sorrindo, mas apenas tenho como resposta uma delicada indiferença. O sujeito vai procurar outro lugar mas acaba por se sentar ao meu lado. À volta, é o ambiente que se espera: sacos e mochilas, galhofa, gente que circula. Penso para mim mesmo: isto também faz parte da viagem.


Próxima paragem: Arles

O caminho para Arles, durante uns bons quilómetros, é exatamente igual ao do final da vinda de Aix-en-Provence pelo que não me desperta grande interesse. Concentro a minha atenção no pessoal que me circunda. O rapaz ao meu lado tem bom ar, e não parece ir com mais ninguém. Do outro lado do corredor, quatro brancos falam e riem, um deles com ar de quem podia sair de um filme de ação, sério e contido, apenas perdendo a máscara para se rir de alguma piada.

O revisor percorre a carruagem confirmando a minha suspeita: tudo aquilo são militares. Aproveito para reparar na identificação do meu "companheiro": é de ascendência magrebina, pois claro, o ar não engana, e está vestido com a farda principal na fotografia do bilhete de identidade. Daí a poucas paragens, todo aquele pessoal sai, sem que me tenha apercebido do nome da localidade.

Começo a chegar a Arles. As primeiras impressões não são grande coisa. O comboio pára sem que eu me consiga aperceber se é uma paragem técnica ou para sair, mesmo. No sítio onde estou não vejo placas e tenho dificuldade em ver o cais. Vou até ao fim da carruagem e abro a porta. É mesmo para sair, e à queima.

A estação de Arles é desengraçada, "moderna" e meramente funcional. Como acontece sempre que chego a algum local, há aquele momento de desorientação inicial. Reparo num posto de turismo: está fechado. Procuro um mapa da terra: não há. Vou à casa-de-banho: o acesso está vedado. Saio da estação. Está frio. À minha frente tenho uma zona que é um misto de parque de estacionamento e estação de camionagem. Esta, a verdadeira estação - diz um aviso no local -, está a ser construída logo ali ao lado. Meto-me pelo caminho mais óbvio. Mais à frente, um aviso indica o centro da cidade. Ótimo.

Chego a uma rotunda onde vejo uma muralha com dois torreões. No meio, um corte foi feito para deixar passar a estrada. No mesmo local, reparo numa zona de apoio para autocaravanas, com casa-de-banho, água e eletricidade grátis. É o típico espaço de entrada numa cidade de província.

Ao passar pela muralha, viro à direita ao perceber que há um caminho junto ao rio. Assim é mais fácil seguir o mapa que levo gravado no PDA. O caminho é elevado, quase parecendo um caminho-de-ronda de uma muralha, permitindo uma boa vista da outra margem e fotografias bonitas. Reparo em edifícios antigos junto a onde vou e a máquina fotográfica começa a trabalhar a bom ritmo. Pormenores, pormenores, sempre pequenas coisinhas que vale a pena guardar em imagem.

Começa a cair um granizo esquisito. É suave, desce delicadamente e não nos "ataca". Será neve? A única vez que vi neve cair foi há mais de vinte anos e, sinceramente, não me lembro do espetáculo. O "granizo" passa.

Ao fim de algum tempo e com o apetite já bem aberto para as belezas da cidade, chego ao hotel onde iria ficar duas noites. Na internet, aquilo parecia ser uma coisa moderna, cheia de design. A entrada não desilude. Na receção, aproveito para perguntar à simpática funcionária sobre a hipótese de neve. Talvez... não se sabe, responde-me.

O quarto onde fico, se bem que confortável, não tem nada a ver com um "design hotel". É a velha história da cassete promocional. Não fico triste por isso até porque escolhi o hotel não tanto pelas suas características mas mais porque não tinha muito mais hipóteses. Preparo-me para ir passear e em alguns minutos já me despeço da rececionista. Ao abrirem-se as portas é a alegria, está a nevar!

Os flocos caem de forma suave mas fazendo-se já notar as acumulações nos arbustos. Parto em direção ao centro da cidade, que fica a cerca de 500m de onde estou, seguindo o caminho indicado no mapa que trouxe da receção do hotel. Dos muitos monumentos existentes na cidade (conhecida pelo património romano) escolho como primeira visita os Alyscamps (que é como se diz, em Provença, "Campos Elíseos". Trata-se de uma alameda ladeada dos dois lados por túmulos antigos e que acaba numa igreja agora abandonada. O espaço é misterioso e, ao mesmo tempo, bucólico, tendo sido desde sempre um local de passeio para a população da cidade. Infelizmente, ao chegar vejo que está encerrado. Aproveito, no entanto, para apreciar o já bonito cenário proporcionado pela neve cobrindo os túmulos.

Dirijo-me para a zona central da cidade, o seu coração ancestral. Subo uma rampa que me leva até uma igreja bem antiga mas que, novamente, se encontra encerrada. Um pouco desiludido, embrenho-me pelas ruas tipicamente provençais, descobrindo ainda outra igreja (sim, fechada) e muitas ruas de aspeto castiço. De repente, por entre um espaço, noto o coliseu romano - que me havia incrivelmente escapado anteriormente. Sinto uma excitação igual à que tinha sentido em Verona (Itália), da primeira vez que tinha tido oportunidade de "tocar" num destes míticos edifícios. Circundo-o até encontrar a entrada e verificar que, para minha grande alegria, o monumento está aberto.

Informo-me dos passes turísticos disponíveis e compro um que me dá entrada em cinco atrações, tendo uma de ser um museu. O preço não é nada de especial e certamente que compensa largamente. Começo a visita ao coliseu. Este continua a ser usado para espetáculos, nomeadamente touradas, pelo que, para além da conservação enquanto património, também há o cuidado extra de o manter funcional. Isto verifica-se, por exemplo, nas bancadas sobrepostas às originais. O espaço é aquilo que se imagina: uma arena oval rodeada de bancadas. Há ainda três torres imponentes. A neve começa a cair com força e os flocos aumentam bastante. O amarelo da arena começa a esbranquiçar e as bancadas já estão cobertas de branco.

O casario de Arles, visto do topo do anfiteatro romano
Do cimo do "coliseu", a vista é muito bonita, abrangendo o velho casario da cidade. De vez em quando tenho de retirar a muita neve que se acumulanomeu cachecol. O frio não incomoda e a roupa não ensopa com a neve da mesma maneira que com a chuva. Apesar de por vezes parecer que estou a ser atacado pela neve, nunca há uma sensação de desconforto.

Termino a visita ao coliseu e volto a percorrer as ruelas, numa mistura de Deus-dará com rumo definido. Sei onde quero chegar mas não me importo muito com o caminho...

Acabo por ir dar à praça da Câmara Municipal, local onde há vários pontos de interesse: o Hôtel de Ville (a CM), o criptopórtico por baixo daquela, uma igreja transformada em galeria de arte, a catedral da cidade e o convento adjacente. Ao meio, um obelisco rompe a nudez da placa central onde dois ou três bancos estão, a esta altura, "pintados" de branco. Escolho como primeira visita o criptopórtico. A entrada para este está a um canto do pátio central do Hôtel de Ville. Uma salinha pequena, muito confortável serve de receção. Depois disto, é a descida ao passado, feita por uma estreita passagem que vai dar a uma primeira sala onde é possível notar, logo ali, uma sobreposição de espaços. Daqui, desce-se mais uma escada e entra-se num local mágico: uma enormíssima arcada em U circundada de um espaço da largura de uma rua, de onde, por vezes, há passagens para túneis que se interligam. Pedaços de colunas e marcos aglomeram-se nos cantos. O ar está tão carregado de humidade que, nos primeiros cinquenta metros, a minha máquina fotográfica não conseguia tirar qualquer foto minimamente decente. Após passar uma barreira imaginária, tudo volta ao normal.

Estou debaixo de terra, num imenso espaço onde sou a única pessoa que por ali anda, contemplando as poderosas bases do antigo Fórum Romano onde em tempos remotos talvez se aglomerassem mercadores, prostitutas e gente que ia saber as últimas novidades. Não é possível ficar indiferente à força do local. Percorro todos os seus cantos com a alegria de uma criança que descobre um novo mundo, cheio de sombras reais e mistérios inventados.

Quando volto à superfície, é o contraste absoluto: a escuridão subterrânea dá lugar a uma praça renovada. No tempo em que eu tinha estado visitando o criptopórtico, a neve havia coberto completamente a Place de la République.

Escolho prosseguir o meu passeio visitando o claustro de Saint-Trophime. Aqui, pela primeira vez, o meu passe turístico é marcado o que imediatamente despertou em mim o bichinho da trafulhice ao pensar que talvez pudesse visitar todos os locais de interesse sem necessitar de um novo passe (e assim acabei por fazer). O "claustro" (um convento, melhor dizendo) é o típico espaço gótico, com as suas salas, esculturas, etc. O ponto alto desta visita foi, certamente, o estar aberta uma porta que dava acesso a um terraço por cima do claustro propriamente dito, o que, combinado com o manto de neve constituía um cenário muito bonito que apenas este visitante parece ter sabido aproveitar.

Ao sair do convento, dedico algum tempo à visita da igreja ao lado (parte do complexo) e que é a catedral da cidade. O seu ponto de maior interesse, no entanto, está no exterior e é um "painel" escultórico.

O próximo ponto no roteiro era o museu da cidade, dedicado ao passado romano. Este museu está nos arredores o que, aqui, quer dizer um ou dois quilómetros do hotel onde fiquei. Um quarto de hora a partir do centro da cidade e estaria lá.

Fiz o caminho com calma, parando n vezes para observar os efeitos da neve sobre os edifícios, carros, mesas de esplanada, etc. A coisa estava a tornar-se num nevão e notava-se claramente um retraimento da cidade (que já de si parecia pouco movimentada). Após chegar à zona do hotel, encostei-me à estrada junto ao rio e continuei na direção do museu que já não estava nada longe. A neve já tinha uma altura suficiente para dificultar um pouco a caminhada. À minha esquerda, um grande campo aberto era o sítio onde em tempos tinha estado o circo romano do qual apenas restam umas pedras das fundações, juntinho ao museu.

Uma vez dentro do museu romano notava-se alguma azáfama. Até ao momento, era, claramente, o local mais concorrido da cidade. Procuro a receção e faço tenção de comprar um bilhete (ou usar o passe). A alma quase me caiu aos pés quando o abichanado funcionário me informou (com um ar peneiroso) de que o museu iria ser encerrado por causa da neve! Achei aquilo uma parvoíce até porque as pessoas que ali estavam tinham vindo de automóvel e as estradas estavam ótimas (certamente muito melhores do que o caminho para os peões!!!) mas não me cabia reclamar tendo, então, perguntado pelo horário do dia seguinte. Bom...no dia seguinte o museu também estaria fechado porque os funcionários iriam fazer greve devido à não prorrogação de alguns contratos. A cara de desconsolo que fiz deve ter sido tal que o outro funcionário ali presente (igualmente abichanado e afetado) me disse para aproveitar e ir ver uma sala onde estavam as melhores peças. Não perdi um segundo e fui ver a sala principal de uma exposição temporária que tinha como peça de maior destaque um belíssimo busto de Júlio César. Deixei-me estar ali (e eu muitas outras pessoas) até ao ponto em que não era mesmo mais possível continuar.

O caminho de regresso ao centro de Arles foi feito em total segurança, ainda que sob forte neve, ruminando sobre a fragilidade de uma sociedade que, por tão pouco, fecha logo as portas...

A hora era má. Tarde demais para ir ver mais alguma atração, cedo demais para ir para o hotel. O tempo, esse era bom demais para estar encafuado num local e, ao mesmo tempo, começava a ser incomodativo estar ao ar livre. Que fazer? Optei pelo sacrifício do conforto e continuei a palmilhar as ruas da cidade já que, afinal de contas, era para isso que ali estava.

Ruas, fachadas, fotografias... e tudo de uma cidade aparentemente adormecida pela neve. Mais tarde, confirmaria a existência de um estado de exceção para as localidade do sul, menos habituadas a estes fenómenos típicos do frio. É só direitos, esta gente!...

Por volta das 19h, apertado pelo cansaço e pela fome, resolvi voltar "a casa", passando primeiro numa pizzaria onde comprei o jantar. E ali fui eu, com uma pizza acabada de fazer nas mãos, rumo ao hotel onde, uma vez chegado, me banqueteei com 3/4 do pitéu enquanto mordi os lábios para não ir ao caríssimo minibar buscar uma cerveja. Para fim de dia, foi o que se arranjou.

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