quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fronteira expresso


Na primeira vez que fui a Macau ainda o aeroporto não estava construído e quem lá quisesse ir tinha de voar até Londres, daí até Hong Kong e, finalmente, apanhar o barco para a Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal (ufa...)


À chegada, eu já sabia ter à minha espera um familiar que, na altura, ocupava um lugar de destaque nas forças de segurança do território. Desembarcado no terminal portuário de Macau, dei comigo nas habituais bichas que se formam para as formalidades próprias das fronteiras. Um pouco mais à frente, vejo calmamente alinhados (e distantes um do outro) o Nicolau Breyner e o Francisco Pinto Balsemão.

Enquanto esperava a minha vez de mostrar o passaporte, vejo chegar o meu familiar, com as naturais demonstrações de alegria que a situação exigia. Abraços e beijos e... toca a andar que as filas são só para os outros. Conduzido, passei à frente de toda aquela gente até chegar à cabina onde um agente chinês da PSP controlava os passaportes.

- Está aqui o passaporte ...
- aaahhh
- Vá lá...
- aaah
- Eh pá, está bem isso tudo
- Siiimm....
- Vá, toca a andar

Melhor do que isto nem com o passaporte eletrónico...

Sem comentários:

Enviar um comentário

Textos relacionados