terça-feira, 21 de abril de 2009

Islândia 2009 - dia 1 (Lisboa-Londres)

2009/04/21

Viajar nas companhias de baixo custo obriga a um exercício de comparação e escolha dos melhores horários (i.e., os mais baratos). Normalmente, o que dá mais jeito é logo de manhã ou ao fim do dia. Neste segundo caso, podemos partir de férias no fim de um dia de trabalho e, se é bem verdade que os meus nervos já sofreram bastante com esta "partilha", também não é menos verdade que se ganha um período precioso. Chega-se à hora de dormir e, no outro dia, acorda-se logo pronto para passear.

Baixo-custo, para mim, tem sempre querido dizer EasyJet. Com a honrosa excepção da utilização da Ryanair para ir à Irlanda, há já uns bons anos que os meus voos na Europa são pintados de laranja.

Desta vez, no aeroporto da Portela, não me mandam descalçar. Curiosamente, será o único dos quatro voos que farei onde isso não acontece (imagine-se o trabalhão de tirar umas botas da tropa)...

As duas horas e uns trocos que dura a viagem para Londres passam muito lentamente e nem a leitura do guia turístico que comprei para preparar a viagem (não me ajeito com PDF's), consegue entreter-me ou fazer esquecer-me da falta de espaço.

Num dos momentos que a tripulação guarda para tentar vender perfumes e outros bens de "qualidade a baixo preço", o assistente de bordo resolve entreter os passageiros com uma divertida apresentação dos perfumes. Toda a gente acha graça e bate palmas, no fim. Por momentos, deu para esquecer o desconforto.

O avião chega, finalmente, ao aeroporto de Gatwick (onde eu nunca tinha ido). No terminal das chegadas, a polícia faz-se notar, ostentando enormes metralhadoras. É um mundo diferente, este...

Agora, há que ir apanhar o comboio para a estação de London Bridge. O dito chega a horas e leva pouquíssima gente. A viagem não tem graça porque pouco se vê através da janela (devia ter ido lá mais para trás, para onde se sentou uma atraente mulata vinda de Lisboa...).

Chegado a Londres, venço em pouco tempo os quinhentos metros que separam a estação de comboios da recepção do albergue onde sempre tenho ficado na antiga Londinium. Como de costume, o bar no R/C tem bastante gente a emborcar cerveja e há movimento um pouco por todo o lado. As duas St. Cristopher's Inn da Borough St. (Village e Orient Expresso) não são, decididamente, locais para quem procura muito descanso mas são uma boa escolha em termos de localização e, apesar de, originalmente, eu pretender experimentar a versão da zona de Hammersmith, a verdade é que a noção da impossibilidade de chegar a horas decentes à cama me fez alterar a reserva para a Orient Expresso. Do mal, o menos e até se deu o caso de o quarto onde fiquei ser sossegado.

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