sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um molho para lisboetas


A única vez em que tive algum tipo de formação profissional paga pela empresa em que trabalho foi em Braga. Como se não bastasse o prazer de viajar até à capital do Minho, ainda por cima o evento dava-se num encantador hotel precisamente no ponto mais turístico da cidade: o Bom Jesus.

No dia anterior, quando estávamos a caminho, resolvi levar o colega que me acompanhava a jantar ao Porto. Porque as tradições são para cumprir, quisemos comer uma francesinha e eu lembrei-me de um agradável restaurante, de seu nome "Poema de Pedra" e que fica na zona antiga da cidade, a caminho da Alfândega. O sítio tem graça pelo seu ar granítico e pela envolvente urbana.

Mandámos vir as francesinhas (que, ali, têm uma forma retangular) e lá fomos jantando. A meio da refeição, o meu colega diz-me que gostava que a sua fosse mais picante. Chamei o empregado e pedi-lhe o condimento, notando-lhe um leve trejeito de incredulidade. O meu colega tratou da sua francesinha e, quase terminada esta, voltou a comentar que gostava delas bem picantes.

Quando um outro empregado, de passagem, nos perguntou se estava tudo bem, gracejei aludindo ao "pouco" picante. Com um ar gozão, o empregado olhou para nós e disse "A sério?! Olhe que eu tenho ali um molho especial para lisboetas!...".

O meu colega não o quis experimentar...

Sem comentários:

Enviar um comentário

Textos relacionados