terça-feira, 25 de outubro de 2011

As máquinas de venda

2003/04

No Japão existe um fenómeno que só seria possível num país com um elevadíssimo grau de civismo: as máquinas de vendas (ou, como gostam de dizer os palermas com a mania de que são modernaços: as máquinas de vending).

Para qualquer lado para onde nos viremos, ao fim de alguns metros encontramos um conjunto de máquinas nas quais nos é possível comprar latas de café, latas de sumo, garrafas e garrafões (!) de cerveja, comida, etc. Em Tóquio, sobretudo, a presença destas úteis máquinas é avassaladora e nunca damos por nós com necessidade de uma bebida e sem ter onde a comprar.

A única coisa que faz concorrência às máquinas de venda é os minimercados (ou lojas de conveniência). Estes, têm uma implantação tão intensa que é praticamente impossível passar numa rua onde não haja, pelo menos, um, dois... ou três.

Quando andei pela terra do sol nascente, lembro-me de que aquilo que eu mais comprava nas máquinas era café. É que a sofisticação local vai ao ponto de as máquinas venderem latas de café... quente. Diga-se, de passagem, que a bebida não era propriamente uma maravilha e que, mesmo mudando de marca, o sabor continuava a ser um bocado "artificial" mas, por ¥120 (na altura, o equivalente a 180$00, ou seja, uns atuais € 0,90), era possível reconfortarmo-nos quando nos apetecesse e ainda variarmos entre uma série de tipos de café à disposição.

Recordo-me de que a marca que dominava o mercado era a Georgia, pertencente ao grupo Coca-Cola.

Não se viam máquinas avariadas ou vandalizadas...

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