domingo, 4 de dezembro de 2011

A fruta da terra


2008/12


Uma das grandes graças de ir à ilha da Madeira é apreciar a flora local, muito diferente daquela que vemos no continente. Quem diz flora, diz fruta e, para encontrar esta última, nada melhor do que dar um pulo até ao mercado municipal do Funchal.

Subindo ao segundo piso (ou primeiro andar, ou aquilo que está acima do rés-do-chão), somos confrontados com um festival de cor e formas "exóticas" que nos cativa imediatamente. Não fosse o facto de tudo aquilo ter um ambiente de "caça ao turista", e o prazer de passear, mexer e provar ainda seria muito maior.

"Venha cá, prove, venha, venha!" - é um bocado como passear nalgumas zonas de restauração e ter os empregados de menu na mão a tentarem fazer-nos entrar. Detesto-o em Lisboa e detesto-o em qualquer lado, quer me ofereçam bitoques ou maracujás.

De qualquer forma, posta de parte a irritação pelo assédio, resta-nos ainda deleitar a vista no mosaico colorido que as bancas constituem: há verde, amarelo, vermelho, laranja, roxo, castanho, preto e mais qualquer coisa ainda. O ar é fresco e a curiosidade levar-me-ia a comprar um pouco de tudo se não fosse, precisamente, não poder mostrar muito interesse. São feitios...

Quando estive na Madeira, guardei para o último dia a compra de fruta local. Aproveitei uma ida ao Machico para entrar numa discreta frutaria onde esperava encontrar as "estranhas" frutas que tinha visto no Funchal. Achei que, para além do interesse gastronómico, também eram uma ótima prenda para levar para Lisboa e andei à volta no estabelecimento tentando encontrar muitas coisas de cujos nomes já não me lembro. Apenas arranjei umas anonas (enormes, como cá não se vê) e o "tomate inglês". Quando estava a pagar, perguntei à empregada se não tinha nada daquelas coisas que havia no Funchal. A resposta, dada com um sorriso divertido foi: "Isso são coisas para os Ingleses!".

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