sexta-feira, 13 de julho de 2012

Itália / Eslovénia / Áustria - parte 5 (Veneza)

Campanário e basílica de São Marcos
2012/05/25

O campanário de São Marcos

A Praça de São Marcos é dominada por uma espécie de sentinela de vermelho vestida e que é o campanário da basílica. Separado desta, constitui uma atração por si mesmo, quer pelo seu aspeto, quer pela possibilidade que dá aos turistas de a ele subirem e verem Veneza lá de cima.

O campanário que hoje vemos é uma reconstrução, já que o original ruiu há muito tempo. Mas que isso não nos faça ver na réplica qualquer coisa de menor. Para o comum dos visitantes, tudo ali passa como genuíno e mesmo que a nossa atenção fosse desviada por estas trivialidades "enciclopédicas", rapidamente nos focaríamos de novo no monumento ao ver a sua bonita "base" esculpida. E a verdade é que temos algum tempo para o fazer pois a bicha para entrar ainda pode demorar um pouco.

Enquanto se espera pelo momento de pagar os oito euros do ingresso e apanhar o elevador para o topo (sim, não se vai a pé...), pode-se apreciar todo o movimento à nossa volta. Na altura em que lá cheguei, a indústria turística local já carburava em pleno, com a praça invadida por uma multidão de visitantes - a solo ou em grupo -, e que, como seria de esperar, de uma forma mais ou menos caótica, cirandavam de cabeça levantada apreciando os monumentos. Veneza é daqueles sítios onde, em qualquer momento, podemos tirar uma espécie de fotografia da Humanidade, tal é a diversidade de pessoas que por ali andam.

Tomado o elevador e "desembarcado" no miradouro (como se chama o sítio onde ficam os sinos de um campanário?), o visitante tem como missão "embebedar" a vista com as diversas vistas da cidade. Sim, porque, para cada lado por onde se olhe (e são, pelo menos quatro), Veneza mostra-nos uma face variada mas sempre monumental. Um mar de casario ocre entrecortado pelo azul das águas e por torres e campanários estende-se pelo horizonte mais próximo para gáudio de todos aqueles que empunhem uma máquina fotográfica. Quem está acompanhado faz-se fotografar com a cidade como fundo; quem está só tira o dobro das fotografias...

Veneza vista do alto do campanário
A gente ali é muita e, por vezes, é preciso fazer fila para chegar aos parapeitos e captar uma imagem melhor. Ouvem-se muitas línguas, levam-se alguns encontrões, e o fluxo de pessoas que chegam confunde-se com aquelas que partem numa alegre confusão ainda aumentada por aquelas que se entretêm com a pequena loja de recordações ali existente. Não há limite de tempo de permanência naquela zona mas o movimento acaba por nos saturar e aliar-se à noção do muito que ainda temos pela frente para nos fazer alinhar na fila para descer.

O campanário de São Marcos não estava na minha primeira lista de visitas a fazer em Veneza mas a verdade é que, depois de lá ter estado, fiquei com a ideia de que é um sítio essencial onde ir. O preço que se paga - não deixando de ser "puxadote" -, acaba por não pesar na consciência quando nos vem à memória a paisagem a que só lá de cima se tem acesso.

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