domingo, 20 de janeiro de 2013

Itália / Eslovénia / Áustria - parte 12 (Veneza)

Um "vaporetto" no Grande Canal
2012/05/26

Chegou o dia de me fazer ao mar ou, pelo menos, à laguna. O meu terceiro dia em Veneza estava reservado à visita de três das muitas ilhas "ancoradas" na zona. A saber: Murano, Burano e Torcello.

Os transportes públicos em Veneza são caros. Refiro-me aos barcos, os famosos vaporetti (plural de vaporetto), que asseguram a vez dos vulgares autocarros existentes nas cidades "continentais". A verdade é que, a menos que queiramos ir a nado de uma ilha para outra, não nos resta outra hipótese que não seja embarcar num destes transportes. Há sempre a hipótese de alugar um táxi mas, nem vale a pena dizer que o preço é muito maior, certo?

Quanto custa uma viagem num vaporetto? Bom, naquele dia, o preço era de seis euros. Uma exorbitância, portanto. Felizmente para o turista, a transportadora local disponibiliza vários passes que, a partir de três viagens, se tornam essenciais como forma de poupar dinheiro. Comprei, portanto, um título válido por doze horas que me custou dezoito euros. Como eu iria fazer, pelo menos, cinco viagens, a coisa compensava largamente.

A carreira para a ilha de Murano (famosa pela sua arte vidreira) partia da Piazzalle Roma mas decidi atravessar a cidade para ir até à zona de São Marcos apanhar a linha nº1. A razão de ser deste desvio foi que esta linha percorre todo o Grande Canal e é, por isso, uma verdadeira preciosidade do ponto de vista turístico. Como era cedo e, ainda por cima, um sábado, tudo aquilo era calma. A calma suficiente para apreciar melhor as belezas de prédios que se iam sucedendo ao longo do canal. Uma coisa soberba.

Quem apanhe um barco ao longo do Grande Canal poderá pensar que fará sentido realizar o percurso de ida e volta para poder ver bem as coisas dos dois lados da via. Curiosamente, o percurso dos barcos é feito em zig-zag, ora parando numa margem, ora parando noutra e, assim sendo, embora eu aconselhe fazer os dois sentidos (sempre se vê as coisas duas vezes), tal não é essencial para se ter uma boa ideia do que por ali há.

San Michele - a ilha cemitério
Chegado à zona da Piazzalle Roma, saí de um barco para ir apanhar outro. À paisagem urbana sucedeu-se a da lagoa. Água e mais água mas salpicada por ilhas, e sempre com a presença tutelar da grande cidade lá atrás. 

Quando ainda estamos com os olhos presos no casario de Veneza, já o barco rasa (quando não para lá), a ilha de San Michele, à qual podemos chamar, com toda a propriedade, a "ilha cemitério", pois toda a sua área está ocupada pelo cemitério que servia a cidade. A ilha, completamente murada, pode ser visitada, da mesma forma que o pode ser outro cemitério em qualquer parte mas nem todas as carreiras de barco que junto dela passam fazem ali paragem. Ao que parece, o diminuto espaço já não consegue dar vazão às necessidades da cidade mas, apesar disso, ainda continua tendo alguma utilização (para além de ser um monumento em si mesmo).

(continua)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Textos relacionados