<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558</id><updated>2012-02-12T09:00:54.895Z</updated><category term='2009'/><category term='Reino Unido'/><category term='Malásia'/><category term='China'/><category term='2011'/><category term='Macau'/><category term='Brasil'/><category term='1989'/><category term='Uruguai'/><category term='Portugal'/><category term='2010'/><category term='Itália'/><category term='Memórias'/><category term='2007'/><category term='2003'/><category term='Irlanda'/><category term='Marrocos'/><category term='2005'/><category term='Argentina'/><category term='2002'/><category term='Japão'/><category term='Turquia'/><category term='Espanha'/><category term='1990'/><category term='Islândia'/><category term='Suíça'/><category term='2006'/><category term='Gibraltar'/><category term='1996'/><category term='2008'/><category term='França'/><title type='text'>O mapa do mundo</title><subtitle type='html'>viagens, caminhos e sítios por onde se passa...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>94</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-1588151871351378936</id><published>2012-02-04T10:20:00.002Z</published><updated>2012-02-04T16:43:04.661Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><title type='text'>Vencer o medo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.flickriver.com/photos/gonzalez-alba/1408390473/" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-Kg6gzRIpUBY/Ty0GLptXb6I/AAAAAAAA9Fk/Oesp69MZE28/s320/1408390473_3473045c30_o.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Túmulo de "Joselito"&lt;br /&gt;(Cemitério de San Fernando, Sevilha)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Quando pensamos em cemitérios, deixamo-nos invadir por uma repugnância por tudo aquilo que eles representam: a morte, a tristeza, o macabro... Mas, a verdade é que nunca sentimos igual rejeição por outros espaços onde a memória dos falecidos abunda. Afinal de contas, quem é que se recusa a entrar numa igreja, mesmo sabendo que caminha - literalmente -, sobre mortos? Quem é que perde a oportunidade de visitar mosteiros e conventos e admirar as muitas tumbas aí existentes? Quem é que sente um calafrio ao contemplar os restos de um local de inumação pré-histórico? Ninguém, calculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cemitérios são, portanto, uma espécie de parente pobre das necrópoles. Talvez isso tenha a ver com o facto de lhes associarmos o uso corrente e de temermos que os miasmas nos possam afetar. Talvez haja cemitérios e cemitérios e, quanto mais recentes forem, menos gostemos de neles entrar. Há mortos "frescos" que nos lembram de que os próximos podemos ser nós... E nós não gostamos de que nos lembrem de coisas desagradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência de um texto no blog "&lt;a href="http://taphophilia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Mort Safe&lt;/a&gt;" (carreguem no nome para lhe fazerem uma merecida visita), lembrei-me da que foi a minha primeira visita a um cemitério. Tinha eu cerca de doze anos e, como era de esperar, a família e a escola já me tinham proporcionado o contacto com o monumental mundo funerário dos nossos antepassados, convenientemente esbatido o seu lado mórbido em toneladas de pedra belamente trabalhada. Mas, desta vez, a ida que se programava não era a nenhum monumento de fino recorte mas sim a um cemitério propriamente dito - quatro muros envolvendo centenas de campas e jazigos. O receio acumulava-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passeio era uma daquelas excursões de fim de semana a Espanha que eram muito comuns nos anos 80. Dois dias e meio para ir a Sevilha e voltar, apenas o tempo suficiente para ir a dois ou três sítios na capital da Andaluzia, tirar umas fotografias e "ala que se faz tarde". Dos poucos pontos de visita (dos quais a catedral não fazia parte!), um deles era o cemitério de San Fernando, local onde estão sepultados alguns toureiros que, no seu tempo, foram famosos. Um cemitério... - pensava eu dias antes-, para quê?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À custa das naturais distrações de uma viagem, lá me fui esquecendo da macabra visita que a excursão me reservava mas, chegado o momento em que a camioneta partiu rumo àquele local de eterno descanso, a coisa tornou-se realmente séria. Que havia eu de fazer? Pedir para ficar no autocarro durante a visita? Ficar à porta? Fugir? (ná, esta é mesmo só para dar emoção ao texto...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de atravessar a estrada, de mão dada com o meu pai, a cabeça sempre repetindo "vou entrar num cemitério... será que cheira mal?... será que há fantasmas?" (fantasmas, diziam que havia um mas só trabalhava de vez em quando e naquele dia estaria de folga). A porta da necrópole aproximando-se a cada passo e... eis-me lá dentro, rodeado do grupo de excursionistas, conduzidos pela guia através da rua principal. O espaço era agradável, com muitas árvores, e imediatamente o medo que tinha se desvaneceu. Afinal de contas, era de dia, havia muita gente e - que raio! -, os meus pais estavam ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se uma visita aos principais túmulos (que para nós apenas tinham interesse estético já que a cultura local nos era estranha), meia dúzia de pequenas histórias e, finalmente, a saída triunfal de quem tinha entrado com medo e saía... sei lá, mais "experimentado"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qM0U947ZTAE/Tl_6ohzsThI/AAAAAAAAu9Y/QUMNa8qH11M/s1600/SDC16270.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-qM0U947ZTAE/Tl_6ohzsThI/AAAAAAAAu9Y/QUMNa8qH11M/s320/SDC16270.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mausoléu do Duque de Palmela &lt;br /&gt;(Cemitério dos Prazeres, Lisboa)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Hoje, dizer que um bom cemitério é fundamental numa viagem é um óbvio exagero mas é verdade que o medo desapareceu completamente e, ironicamente, acabou substituído pela curiosidade mórbida. Ah, &lt;i&gt;heavy metal&lt;/i&gt;, o que tu fazes às pessoas! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o preconceito contra os cemitérios é quase geral e isso contribui, inclusivamente, para a sua degradação e consequente perda de valor de muito do que lá se encontra. Uma ida ao &lt;a href="http://www.cm-lisboa.pt/?idc=124&amp;amp;idi=32177" target="_blank"&gt;Cemitério dos Prazeres&lt;/a&gt;, em Lisboa (só para falar de um caso próximo de mim), é mais do que um mero passeio, é uma lição de História, de Escultura, de Religião... Há coisas por ali cuja qualidade e interesse são em tudo equivalentes aos elaboradíssimos túmulos dos nossos "egrégios avós". E, depois, há um descanso "de morte" (cedi à piada fácil) que nos convida à reflexão e ao amainar das tempestades da alma. Por isso, se por acaso é daquelas pessoas que têm medo de cemitérios e jura só entrar num... morto, então, mude de opinião e verá como os seus tempos livres ficam mais ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aventure-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;VER FOTOGRAFIAS:&amp;nbsp;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/PortugalPasseioEmLisboa20110807?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;Cemitério dos Prazeres (Lisboa)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;/&amp;nbsp;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/ReinoUnidoLondres2008_1_2627?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;Cemitério de Highgate (Londres)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-1588151871351378936?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/1588151871351378936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/02/quando-pensamos-em-cemiterios-deixamo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1588151871351378936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1588151871351378936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/02/quando-pensamos-em-cemiterios-deixamo.html' title='Vencer o medo'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Kg6gzRIpUBY/Ty0GLptXb6I/AAAAAAAA9Fk/Oesp69MZE28/s72-c/1408390473_3473045c30_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3487704194501166410</id><published>2012-01-08T09:31:00.000Z</published><updated>2012-01-08T10:34:55.876Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Turquia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2002'/><title type='text'>Uma alemã ao pequeno almoço</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GoRhLVwOjeQ/TwliNQOB6ZI/AAAAAAAA85I/NSGkrEpKgR8/s1600/funny_i_dont_speak_german_tshirt-p235054962861918437zvbzz_400.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-GoRhLVwOjeQ/TwliNQOB6ZI/AAAAAAAA85I/NSGkrEpKgR8/s200/funny_i_dont_speak_german_tshirt-p235054962861918437zvbzz_400.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2002/09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala de refeições naquele hotel na Capadócia (Turquia) era um espaço grande, ao estilo de uma cantina, com longas filas de mesas juntas e um balcão onde íamos buscar aquilo que queríamos comer.&amp;nbsp;Recolhido um tabuleiro e escolhida a comida, sentei-me num local onde não estava ninguém.&amp;nbsp;Passado um minuto, um grupo de quatro pessoas que integravam a "minha" excursão sentou-se ao lado, imediatamente seguido por uma desconhecida mulher, de alguma idade que, de todos os milhentos lugares disponíveis, preferiu sentar-se precisamente à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda eu estava a pensar porque razão a mulher tinha abancado ali quando ela me falou... em Alemão. Sorri e disse-lhe que não falava a língua dela. Fi-lo em Português para acentuar a incomunicabilidade e escapar-me mais rapidamente ao interesse da turista germânica. Mas, ao contrário do desejado, a mulher não desarmou e voltou a falar comigo, com um expressão tão natural que se julgaria estar a conversar com um qualquer amigo. Desta feita, tentei o Inglês para me descartar da criatura. Novo esforço falhado: não consegui mais do que uma ligeira pausa, quase como se ela apenas escutasse o que eu dizia para, de seguida, me responder. E assim fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para os convivas à minha esquerda, procurando apoio moral para a situação. Fiz um qualquer comentário que talvez tenha gerado um curto sorriso e lá tive de voltar a enfrentar a mulher. "Eu não percebo o que diz", repeti, agora com um tom mais de desabafo desconsolado do que propriamente informativo (a mulher não "ia lá", pura e simplesmente). Enquanto baixava os olhos e me concentrava no café, a criatura continuou a sua conversa comigo. Conformei-me com o facto de que aquele pequeno almoço não era normal, acabei de comer já não ligando à mulher e, assim que pude, pirei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a alemã terá continuado a falar para a minha cadeira vazia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/TurquiaCapadCia2002_09?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3487704194501166410?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3487704194501166410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/01/200209-sala-de-refeicoes-naquele-hotel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3487704194501166410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3487704194501166410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/01/200209-sala-de-refeicoes-naquele-hotel.html' title='Uma alemã ao pequeno almoço'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GoRhLVwOjeQ/TwliNQOB6ZI/AAAAAAAA85I/NSGkrEpKgR8/s72-c/funny_i_dont_speak_german_tshirt-p235054962861918437zvbzz_400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-351826171512468997</id><published>2012-01-07T10:28:00.003Z</published><updated>2012-01-08T09:02:28.083Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Itália'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>A origem da língua</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ELCL-NHktPQ/TwgeQKwlxuI/AAAAAAAA85A/nphTWRlWSnQ/s1600/imbecil1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-ELCL-NHktPQ/TwgeQKwlxuI/AAAAAAAA85A/nphTWRlWSnQ/s1600/imbecil1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2011/01&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O albergue Lodi, em Roma, é considerado um dos bons locais onde ficar na cidade eterna. &amp;nbsp;As críticas de muitos viajantes assim o indicavam e mesmo o facto de não estar bem no centro da capital italiana parecia ser razão para não ficar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é hábito nestes locais, o pessoal com quem vamos lidando está sempre a mudar, fruto dos turnos e da necessidade de os estabelecimentos terem sempre algum responsável presente vinte e quatro horas por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar, fui recebido por um sujeito simpático que me deu muitas indicações sobre a cidade e que, por ser arquiteto e eu revelar interesse no tema, me indicou alguns sítios menos óbvios onde ver coisas interessantes. Foi a única vez que o vi e, à noite, já lá estava outro empregado, mais jovem, muito expansivo e que, talvez por isso, permitia que a zona da receção, contígua à sala de convívio e - desgraçadamente -, ao meu quarto, vivesse em festa constante, patrocinada, sobretudo, por uma brasileira histérica que devia funcionar a combustível atómico. Brasileiros, havia-os muitos por ali. Só no meu quarto estavam quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal empregado "expansivo" cumprimentava os brasileiros em Português, com coisas simples como "Oi, tudo bem?", e era o que estava mais vezes na receção e, por isso mesmo, deu-se o caso de o seu turno coincidir com as minhas chegadas com alguma frequência. Da primeira vez, cumprimentou-me em Castelhano. Achei aquilo esquisito mas a coisa passou (eu tendo-o cumprimentado em Inglês). No dia seguinte, novamente me cumprimentou na mesma língua. Desta vez não deixei a coisa passar em branco e perguntei-lhe (um pouco enervado mas, apesar de tudo, mantendo o nível), porque razão me cumprimentava em "espanhol"? A resposta dele foi "Mas, você não é Português?", ao que eu contrapus com "Sim, e então? Eu cumprimento-o em Francês, por acaso?", pensando que ele iria perceber "a deixa". Mas isto não aconteceu e o rapaz veio ter comigo ao quarto, um pouco espantado e insistindo que eu era Português (isso sei eu muito bem). De repente, os olhos dele alargaram-se, a boca abriu-se e, entremeado com um "ah", saiu o produto de uma epifania que o italiano acabara de ter: "Português... Portugal...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pediu-me muita desculpa, que não se esqueceria e, de facto, a partir daí passou a cumprimentar-me na nossa língua, para descanso dos meus ouvidos e dos meus nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Português... Portugal...". Que espanto!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/ItaliaRoma2011_01_2227?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-351826171512468997?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/351826171512468997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/01/o-origem-da-lingua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/351826171512468997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/351826171512468997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/01/o-origem-da-lingua.html' title='A origem da língua'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ELCL-NHktPQ/TwgeQKwlxuI/AAAAAAAA85A/nphTWRlWSnQ/s72-c/imbecil1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-335599487372915132</id><published>2012-01-06T07:00:00.000Z</published><updated>2012-01-07T10:46:06.197Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Itália'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O brasileiro friorento</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-U_K2pnNZ4go/Twakw_1jBoI/AAAAAAAA844/rvtMu2puAq4/s1600/freezing_man.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-U_K2pnNZ4go/Twakw_1jBoI/AAAAAAAA844/rvtMu2puAq4/s320/freezing_man.jpg" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2006/06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou friorento. E calorento. Basicamente, estou quase sempre mal, a menos que a temperatura e a humidade estejam ali, no pontinho certo (que eu ainda não consegui perceber qual é). Mas há quem seja pior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Milão, fiquei na pousada de juventude local e, naturalmente, partilhei uma camarata com mais pessoas. Uma delas era um rapaz brasileiro, filho de uma portuguesa e de um italiano e que andava a visitar os países dos seus pais. Já tinha estado em Portugal e, agora, passeava-se por Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamo-nos falado pela primeira vez, de forma rápida, quando, à noite, ele me cumprimentou ao ver que eu lia algo em Português. Na manhã seguinte, estava eu na "cantina", sentado e preparado para atacar o pequeno almoço, quando ele apareceu e veio sentar-se em frente de mim. Não achei aquilo nada estranho, mesmo tendo em conta que o espaço, àquela hora, estava com pouquíssima gente. Sempre era uma oportunidade para conversar já que, até ali, nada mais tinha feito do que as esperadas trocas de curtas palavras em Inglês ou tentativa de Italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha frente estava um rapaz na casa dos vinte, com alguma barba, um pouco com ar de "marrão" e uma &lt;i&gt;parka &lt;/i&gt;verde fechada até ao último milímetro do fecho. Tudo quando pudesse estar fechado ou apertado, estava! Ele não esperou que eu manifestasse qualquer estranheza pela sua indumentária em pleno mês de junho mediterrânico e avançou uma óbvia explicação para a roupa com que se vestia: Tenho frio! Tenho tanto frio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já escrevi, era junho, um junho ameno que dava vontade de passear e, mais do que isso, estávamos dentro de um edifício que, não sendo um luxo, tinha toda a comodidade de um estabelecimento hoteleiro (ainda que para gente "tesa"). Entre raparigas despidas como só elas conseguem e rapazes em camisolas sem mangas, ali estava aquele ser tropical, vestido para enfrentar um frio dia de inverno e nem o café, nem as bolachinhas, nem o chá o conseguiam fazer sentir-se menos "gelado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o voltei a ver (devia ter-se ido embora nesse dia), mas nos dias seguintes divertiu-me imaginar aquele rapaz passeando-se ao sol e tremendo de... frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/ItLiaMilO2006_06?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-335599487372915132?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/335599487372915132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-brasileiro-friorento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/335599487372915132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/335599487372915132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-brasileiro-friorento.html' title='O brasileiro friorento'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-U_K2pnNZ4go/Twakw_1jBoI/AAAAAAAA844/rvtMu2puAq4/s72-c/freezing_man.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-4409882115002082441</id><published>2012-01-04T06:41:00.000Z</published><updated>2012-01-07T10:35:41.966Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Turquia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2002'/><title type='text'>Não vamos!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sk---XdbzYM/Ry0OGpxwePI/AAAAAAAAIws/YH9_Zc-2heQ/s1600/CIMG0095.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-sk---XdbzYM/Ry0OGpxwePI/AAAAAAAAIws/YH9_Zc-2heQ/s320/CIMG0095.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Teatro romano em Efeso&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2002/09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já foi em excursões sabe que é relativamente comum a inclusão de visitas a "lojas" nos roteiros daquelas. Nalguns países mais do que em outros, a coisa assume-se como uma fatalidade à qual é difícil de escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa viagem à Turquia, a ida a duas lojas estava perfeitamente declarada na descrição do passeio: um estabelecimento de tapetes turcos e uma fábrica de joias feitas a partir de pedras locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tapetes turcos não são tão famosos quanto os tapetes persas e, na loja que visitei, um dos grandes objetivos do empregado (que falava um excelente Português) era fazer-nos entender que isto era uma injustiça porque os tapetes do seu país eram, na realidade, melhores do que os "da Pérsia". Sentado num dos lados de uma grande sala, vi serem atirados para a minha frente uma sucessão de tapetes, todos eles de grande trabalho, todos eles de bom valor (o maior valor atinge-se com a idade e o uso) mas que eu nunca compraria por não apreciar o estilo. Quem quisesse adquirir um "magnífico tapete turco" não teria quaisquer dificuldades em fazê-lo: meios de pagamento e transporte não eram problema porque a loja tinha e fazia tudo. Só não comprava quem não quisesse (partindo do princípio de que quem quisesse podia...). Ao fim de umas dezenas de tapetes, de ver pessoas (fingindo) tecê-los, de um ou dois copinhos de chá de maçã e outros dedos de conversa com a guia (que só bebia chá preto - o de maçã é para os turistas), lá tiveram todos os excursionistas ordem de soltura para continuarem viagem. Tapetes vendidos? Talvez um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, em plena Capadócia ("bem vindos à Lua", disse a guia Shefika), quando eu antecipava uma ida a um monte escavado em tempo de trogloditas, o autocarro foi "desviado" para ir visitar uma fábrica de joias. Aqui, a coisa correu menos bem, o interesse da maior parte das pessoas foi muito menor e, ao fim de algum tempo, muita gente estava cá fora, secando à espera de que os outros se despachassem. Como seria de esperar, as mulheres foram as principais interessadas no que havia para vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No penúltimo dia de viagem, quando nos dirigíamos para visitar a cidade greco-romana de Efeso (perto da qual está uma das maravilhas do mundo antigo: o templo de Artemísia - que eu, estupidamente, não fui ver), a guia informou-nos de que nesse dia iríamos visitar uma loja de cabedais. Gerou-se um burburinho entre os passageiros e várias pessoas começaram a dizer que não tinham interesse em ir a mais lojas. A guia ficou um &amp;nbsp;pouco atrapalhada e, conversando, lá se chegou a um compromisso: quem quisesse ir ver a loja, saía das ruínas a uma certa hora; quem não quisesse, continuava a visita e, depois, seria recolhido pelo autocarro na vinda da loja. A maior parte das pessoas preferiu ficar a passear na espantosa cidade da antiguidade que é um dos grandes pontos de interesse no país dos sultões mas, ainda assim, houve algumas almas que, de férias tão longe de casa e com tanta coisa para ver, acharam melhor irem enfiar-se numa loja para comprar cintos ou blusões. A cada um, os seus gostos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/TurquiaFeso2002_09?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-4409882115002082441?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/4409882115002082441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/01/nao-vamos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4409882115002082441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4409882115002082441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/01/nao-vamos.html' title='Não vamos!'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sk---XdbzYM/Ry0OGpxwePI/AAAAAAAAIws/YH9_Zc-2heQ/s72-c/CIMG0095.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-6330741160801009974</id><published>2012-01-01T11:04:00.002Z</published><updated>2012-01-07T10:33:20.614Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uruguai'/><title type='text'>Mais valia uma tenda...</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DG_rgOqgYk0/TwA2ANWIH7I/AAAAAAAA84A/P7SPwQi0riI/s1600/aramaya.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-DG_rgOqgYk0/TwA2ANWIH7I/AAAAAAAA84A/P7SPwQi0riI/s320/aramaya.jpg" width="249" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Hotel Aramaya&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montevideu, ao contrário da sua congénere do outro lado do Rio da Prata, não é uma cidade grande e cosmopolita onde nos sintamos alegremente anónimos no meio das multidões. Embora eu lá tenha estado durante um fim de semana, deu para perceber que, por ali, o ritmo e o nível de vida eram muito inferiores aos de Buenos Aires. Consequência disso foi a dificuldade que tive em arranjar um local onde passar duas noites. Albergues não havia e, por mais que procurasse na internet, apenas encontrava hotéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tentando controlar as despesas, fiz reserva no Hotel Aramaya. As fotos mostravam um edifício antigo, daqueles prédios elegantes que há no centro das cidades (construídos na primeira metade do Séc. XX) e os quartos exibidos pareciam ser minimamente confortáveis. O preço era o melhor dos estabelecimentos junto ao centro da capital uruguaia e, portanto, a escolha era a certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao desembarcar em Montevideu imediatamente me apercebi de que a cidade não estava nas melhores condições: imensos edifícios abandonados no centro (por vezes, ruas quase inteiras), vagabundos circulando e, no geral, um tom pouco cuidado. Quando dei de caras com um enorme (e bem tratado) carro dos anos 50, estacionado junto a um prédio bastante estragado, lembrei-me logo daquelas imagens de Havana (Cuba) que por aí se veem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do tom decadente das ruas que eu atravessava, o meu entusiasmo por estar no Uruguai não desapareceu. Sempre tive curiosidade em conhecer Montevideu, que eu imaginava ser - à semelhança de Bunos Aires -, uma "exótica" e elegante cidade europeia na América do Sul. E a verdade é que é uma terra com algum charme, cheia de edifícios bonitos que testemunham os tempos em que a exportação de carne e gado era verdadeiro ouro para aquelas gentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessadas muitas ruas e passada a belíssima "Plaza Independencia", entrei na avenida "18 de Julio" onde ficava o hotel. Chegado junto deste confirmou-se o aspeto agradável do edifício. Entrei, confiante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspeto interior do Hotel Aramaya era o de um local parado no tempo. De repente, era como se estivesse a entrar num "filme negro": a decoração, o estado das coisas, o ar das poucas pessoas que se viam, o cheiro... remetiam-me para o imaginário de uma época certamente muito interessante na tela de cinema mas que pouco se coaduna com as modernas exigências de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito o &lt;i&gt;check-in&lt;/i&gt;&amp;nbsp;fui conduzido ao meu quarto que ficava dois andares acima. O ar decadente parecia aumentar conforme eu "avançava" e o "filme negro" começava a dar lugar a uma qualquer coisa "série B". Pelos escuros corredores não se via ninguém, as paredes eram de uma cor creme triste, havia falhas nas pinturas das madeiras e tudo isto era envolvido por um cheio a mofo. Quando me abriram a porta do quarto, a alma caiu-me aos pés: aquilo era um pardieiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ME5fOcnlBlw/TwBF9qOLKQI/AAAAAAAA84M/w_eR3Yozfdo/s1600/CIMG0452.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-ME5fOcnlBlw/TwBF9qOLKQI/AAAAAAAA84M/w_eR3Yozfdo/s320/CIMG0452.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O interior do quarto&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O quartinho que me tinha sido destinado (e que fazia parte dos mais baratos que o hotel tinha) estava algures entre o que se esperaria de uma casa abandonada e a casa de alguém muito mal na vida. Foi um choque: as madeiras estavam todas riscadas com assinaturas de anteriores hóspedes, as roupas da cama tinham um ar velho, a casa de banho era um cubículo onde tudo tinha um ar antigo e estragado... Fechada a porta do quarto pelo empregado, fiquei ali parado, sem reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a examinar melhor o local: o candeeiro da mesa de cabeceira não acendia, o comando da televisão estava estragado, o lavatório estava destacado da parede e o autoclismo parecia ter dificuldade em fazer o pouco que se esperaria dele. As torneiras, daquelas antigas, estavam a pedir a reforma há umas dezenas de anos e ninguém lhes tinha atendido. O que fazer? Apoderava-se de mim uma espécie de desespero: aquele sítio era um buraco! Eu sou, por natureza, bastante relaxado nas coisas domésticas e tenho um espírito bastante prático que me pede apenas um mínimo de conforto mas... aquele quarto estava a dar-me cabo da moral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem conseguir chegar a uma conclusão sobre a medida a tomar (a óbvia seria pedir uma mudança de quarto mas, sinceramente, não me apetecia discussões e nem me parecia que o hotel oferecesse muito melhor), saí para a rua. Desde logo, não podia permitir que um problema com o quarto do hotel me impedisse de visitar Montevideu. Era para isso que ali estava: passear. A simples mudança de ar fez-me sentir como alguém que sai de uma prisão e encontra a liberdade: ruas, avenidas, árvores, pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caída a noite e dada por Montevideu uma enormíssima volta que me fez atravessar a cidade, andar a queimar tempo num grande centro comercial (é tudo igual, onde quer que se vá), passear numa praia à noite, cruzar diversos bairros e ambientes e quase esquecer para onde tinha de voltar, lá tive de me conformar com a necessidade de ter de ir dormir ao desconsolador hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com alguma repugnância enfiei-me por entre os lençóis (que, diga-se, estavam limpos) e preparei-me para o merecido descanso. A meio da noite, sou acordado por um estrondo. Ainda recuperava do susto quando outro estrondo se fez ouvir. Regularmente, era como se uma bomba rebentasse por ali. Tentando manter a calma e perceber o que se passava, ao fim de um bom bocado resolvi sair do quarto e ver se descobria o que estava a acontecer. Abandonando a "segurança" do quarto, fiz-me aos corredores escuros de um hotel que parecia completamente abandonado. De vez em quando, novo estrondo. Segui na direção de onde me parecia vir o som e dei comigo dois andares mais acima olhando para uma janela do saguão que servia o lado do edifício onde eu estava abrindo e batendo com toda a força. Tudo parecia ser o cenário de um filme de terror e, se &amp;nbsp;o fosse, eu teria certamente algum louco com um facalhão esperando que eu me voltasse para acabar comigo. Felizmente, era apenas o vento fazendo tudo para me impedir de dormir num hotel onde, se calhar, não havia mais hóspedes ou, sequer, um empregado. Qualquer que fosse a situação, a verdade é que tive de ser eu a fechar a janela e assim devolver o sossego àquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, dormido o possível, uma luz viva entrava pela janela como que querendo evidenciar o ar triste do sítio onde eu acordara. Passava-me pela cabeça a ideia de "fugir" dali mas esta era logo combatida pelo meu lado prático: para onde? valeria a pena perder tempo (e dinheiro) só por mais uma noite? Hoje, teria valido. Com a idade vamos ganhando um sentido de dignidade, de revolta e, até, de desprendimento em relação ao dinheiro quando ele serve para bons fins. Mas naquele dia, impus a mim mesmo a obrigação de comer e calar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xTvBdTzp_5I/TwBJ8LHIiBI/AAAAAAAA84g/duOrz9ksUzU/s1600/CIMG0451.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-xTvBdTzp_5I/TwBJ8LHIiBI/AAAAAAAA84g/duOrz9ksUzU/s320/CIMG0451.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Uma magnífica casa de banho&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Por falar em comer: após &amp;nbsp;tomar banho com muita dificuldade (a casa de banho era estreitíssima e tinha de partilhar com o lavatório o espaço do duche - costume por aquelas zonas onde não há, propriamente, o hábito de usar banheiras), e de ter de usar um saco com água para fazer as vezes do autoclismo, dirigi-me para a sala de refeições. Esta era um sítio triste com algumas mesas num lado e um balcão com uma espécie de &lt;i&gt;samovar&lt;/i&gt; noutro, onde havia alguns pães e as habituais embalagens de compotas. Lembro-me de que até a manteiga sabia mal... A única graça de ali ter ido (porque pouco serviu para me alimentar) foi ter visto uma hóspede. Afinal, eu não estava sozinho. Tive vontade de lhe perguntar o que tinha achado do "bombardeamento" da noite anterior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia já me custou menos voltar ao hotel. Tudo se mantinha na mesma mas a minha capacidade de me habituar rapidamente às situações aliada ao meu humor negro condenavam-me placidamente a mais uma noite naquele triste local de onde eu sairia, na manhã seguinte rumo à "nossa" Colónia do Sacramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje não voltei a ficar num sítio parecido com o Hotel Aramaya e não deixa de ser irónico que, fugindo eu de hotéis e sendo cliente de albergues, o pior local onde me tenha hospedado tenha sido, precisamente, um hotel. Fica à consideração daqueles que acham que o tipo de estabelecimento implica, desde logo, uma relação direta com a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/UruguaiMontevideu2006_11?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-6330741160801009974?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/6330741160801009974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/01/mais-valia-uma-tenda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6330741160801009974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6330741160801009974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2012/01/mais-valia-uma-tenda.html' title='Mais valia uma tenda...'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DG_rgOqgYk0/TwA2ANWIH7I/AAAAAAAA84A/P7SPwQi0riI/s72-c/aramaya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-6245028220295288</id><published>2011-12-27T21:40:00.000Z</published><updated>2011-12-28T21:55:25.720Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O mais longo abraço</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XPqWyReqsWE/TvpW9Uk3jaI/AAAAAAAA830/b8hfcFT22WI/s1600/images+%25289%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-XPqWyReqsWE/TvpW9Uk3jaI/AAAAAAAA830/b8hfcFT22WI/s1600/images+%25289%2529.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É sobejamente conhecido o medo que muita gente tem de andar de avião. No meu caso, o único verdadeiro receio que tenho é de não conseguir distrair-me na viagem (preferencialmente dormindo) e ter de suportar uma entediante viagem por cima das nuvens, feita de horas de intermináveis horizontes de algodão. Mas há, realmente, quem tenha pavor de se imaginar planando lá em cima e tudo faça para não ser metido num avião. É famoso o caso de um futebolista holandês de topo que, quando a sua equipa viajava por causa das competições europeias, partia dois dias antes... de comboio. E se tal não era mesmo possível, tinham de lhe dar uma injeção antes de ir para o aeroporto. Outros, impossibilitados de substituirem as asas pelos carris, recorrem a comprimidos, rezas ou álcool para acalmarem os nervos. E há, também, quem use uma manta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha segunda ida a Macau já o aeroporto do território estava construído, para grande orgulho da administração lusa que via nisso um marco fundamental da herança a deixar à sua sucessora chinesa. O voo da TAP para Lisboa estava razoavelmente preenchido, levando uma mistura de nacionalidades onde os passageiros portugueses eram, naturalmente, a maioria. Uma fila à frente de mim, ocupando dois lugares da coluna central do avião, um casal de jovens irmãos abraçava-se fortemente, num evidente esforço para ultrapassarem o medo que os invadia. Enquanto a aeronave se preparava para descolar, uma hospedeira esteve à conversa com eles, tentando acalmá-los mas a sua simpatia teve efeito nulo nos adolescentes, que continuaram desesperadamente abraçados. Os motores do avião rugiram, o pássaro ganhou balanço e, quando já se preparava para saltar, a descolagem foi abortada. Ninguém achou necessário prestar qualquer esclarecimento durante os quarenta e cinco minutos que se seguiram e aos medrosos irmãos tudo serviu apenas para ainda aumentar o pavor que sentiam. Finalmente, surgiu uma informação sobre a causa da paragem: um aviso de avaria tinha surgido aos pilotos e tinha-se estado a verificar o que se passava. Por esta altura, os irmãos cobriram-se com uma manta e suspeito que, debaixo desta, devem ter começado a ouvir-se orações a tudo quanto fosse santo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião subiu, rompendo a noite até chegar ao ponto onde estabilizou e apontou à longínqua Bruxelas onde iria fazer uma escala. Ao todo, cerca de catorze horas de voo. Para ganharmos ânimo, serviram-nos o jantar logo que foi possível o que, no meu caso, foi uma espécie de pós-banquete já que a minha família, em jeito de despedida, me tinha levado antes a jantar a Coloane, às "tendinhas" (umas arcadas que eram o lugar do melhor "chao min" que alguma vez provei). Pois o par de irmãos, debaixo da sua manta, até o jantar recusou e nem por um momento se largou até o avião estacionar no aeroporto da Portela... Eu cá digo que aquilo devia ter entrado para o Guinness como "o mais longo abraço da História".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-6245028220295288?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/6245028220295288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-mais-longo-abraco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6245028220295288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6245028220295288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-mais-longo-abraco.html' title='O mais longo abraço'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XPqWyReqsWE/TvpW9Uk3jaI/AAAAAAAA830/b8hfcFT22WI/s72-c/images+%25289%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-1899332422330681831</id><published>2011-12-18T06:43:00.000Z</published><updated>2012-01-02T06:51:58.559Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2005'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irlanda'/><title type='text'>Oh yeah! em Dublin</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0sMJ1jjDz3g/Tu2aqMTVZ7I/AAAAAAAA83k/Yx68aL6F08k/s1600/bryan_adams.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-0sMJ1jjDz3g/Tu2aqMTVZ7I/AAAAAAAA83k/Yx68aL6F08k/s320/bryan_adams.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2005/05&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não poderia vir mais a propósito nesta semana que agora acaba, a recordação de uma ida a um concerto de Bryan Adams na... Irlanda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era de manhã quando a camioneta da Bus Éireann (a rodoviária local) partiu para realizar o circuito "Newgrange and the Boyne Valley", uma daquelas excursões diárias que, quase sempre, são magníficos passeios onde podemos, de uma assentada, ver um sortido de coisas que pelos nossos próprios meios seriam difíceis de alcançar. A "ementa" do dia era, entre outras coisas, a ida a um enorme túmulo pré-histórico e a visita a Tara, uma espécie de "santuário" para o patriotismo irlandês já que era ali que os antigos reis da ilha se faziam. Pelo meio - e como seria de esperar naquela terra -, muito verde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a camioneta percorria uma estrada paralela ao rio Liffy, ainda na feia Dublin, o motorista/guia comentou o nome de Bryan Adams. Distraído que ia observando a paisagem urbana não me apercebi na altura da razão de ser da referência a um dos meus artistas preferidos. "Talvez tenha uma casa aqui", pensei, e anotei a coisa mentalmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim do dia, ao desembarcar, procurei imediatamente um dos muitos quiosques de internet que havia no centro da cidade (era uma zona repleta de imigrantes e estes têm grande necessidade de internet e telefones). Lido o correio, satisfeitas algumas curiosidades, procurei o que teria Bryan Adams a ver com Dublin. Nada podia ser mais simples: o homem tocava lá nessa mesma noite. Olhei para o relógio e assustei-me. O concerto ia começar daí a um par de horas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com uma ou duas indicações e a relativa facilidade do caminho (bastava seguir o rio, repetindo o caminho matinal mas mudando de margem), apenas tive de me preocupar com a velocidade. A distância de onde eu estava até ao recinto do espetáculo, não sendo grande, era feita com o cansaço de fim de dia mas, quem corre por gosto não cansa - dizemos -, e se isto é válido para corridas, ainda mais o é para caminhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À chegada, dou com algum movimento mas menos do que eu esperaria para um concerto. Quando me aproximo da entrada bate-me forte a consciência de que estou com toda a tralha de um turista comigo: mochila, impermeável, máquina fotográfica, guia turístico, canivete suíço e, até, uma lata de cerveja daquelas grandes! Estava lixado, não me iam deixar entrar. A lata ainda podia ir para o lixo mas o canivete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Vt0A8Dw-I5I/TwFTwt0jIyI/AAAAAAAA84s/TXF2AVmtius/s1600/BA-Dublin-2005.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Vt0A8Dw-I5I/TwFTwt0jIyI/AAAAAAAA84s/TXF2AVmtius/s320/BA-Dublin-2005.jpg" width="221" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Péssima foto: não é minha :)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O que havia eu de fazer? Arriscar, claro. Afinal de contas, a revista, a ser feita, era antes das bilheteiras (exatamente) e, portanto, não havia nada a perder. O pior seria ficar com um grande galo e mais umas boas horas para gastar naquela desinteressante cidade. Avancei para o segurança. A seu pedido abri a mochila e lá estava a lata, grande, cheia e pesada, mostrando-se arrogantemente. O homem mandou-me fechar a mochila e seguir. Claro, numa terra de bêbedos (recentemente, tinha sido proibido beber na rua, como forma de combater o flagelo do alcoolismo), a coisa mais natural do mundo é que um tipo ande com uma latona "para as necessidades". Oh alívio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei o parque de estacionamento no fim do qual ficava o contentor onde se vendiam os bilhetes. Umas raparigas ainda tentaram vender-me uma entrada que tinham a mais mas a possibilidade de pagar com cartão de crédito fez a organização ganhar o negócio. E qual o preço do ingresso? € 45!!! - Isto em 2005! Ainda hoje, na Lisboa do ano 2011 não se praticam semelhantes preços mas a Irlanda era um país remediado com preços "à inglesa". A única diferença (e que jogava a favor do turista) é que as coisas eram em euros e não em libras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munido do precioso bilhete, entrei na sala que, a essa altura, ainda estava com pouca gente. Verdade seja dita que nunca poderia ficar com muita... Trongamongas, segurando roupa e mochila, lá me ajeitei no meio da plateia, sabendo de antemão que não iria poder mexer-me muito, obrigado que estava a tomar conta dos meus pertences. Que se lixasse - ao menos, estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte do concerto foi feita por um artista australiano - que me era perfeitamente desconhecido -, chamado Keith Urban e que ainda hoje é mais conhecido por ser o marido da Nicole Kidman do que propriamente pela sua carreira discográfica. O rapaz era jeitoso, as meninas gostavam dele e a música era suficientemente animada para dar boa onda ao público mas, felizmente, a coisa não durou mais do que 45 minutos. A seguir veio o canadiano e, pela segunda vez nesse ano lá me deleitei com &amp;nbsp;toda aquela alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar um belo dia, nada melhor do que um belo concerto. Oh yeah!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-1899332422330681831?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/1899332422330681831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/oh-yeah-em-dublin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1899332422330681831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1899332422330681831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/oh-yeah-em-dublin.html' title='Oh yeah! em Dublin'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0sMJ1jjDz3g/Tu2aqMTVZ7I/AAAAAAAA83k/Yx68aL6F08k/s72-c/bryan_adams.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2719850718939782023</id><published>2011-12-17T23:25:00.000Z</published><updated>2011-12-17T23:26:46.544Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reino Unido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Quando "snob" é um elogio...</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-L2BzzvoHc_4/Tu0kcYa3wHI/AAAAAAAA83c/gvGYEo28mFk/s1600/2741856823_e04b898ae0.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-L2BzzvoHc_4/Tu0kcYa3wHI/AAAAAAAA83c/gvGYEo28mFk/s320/2741856823_e04b898ae0.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu e dois colegas de trabalho andávamos por Londres, tentando voltar ao albergue onde estávamos hospedados e que era um dos St. Christopher's Inn perto da London Bridge. Já tínhamos dado uma volta grande e estávamos numa zona menos urbanizada de onde partiam várias ruas. Qual delas a certa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia pouca gente por perto e, quando um sujeito passou junto de nós fisgámo-lo logo. Não tinha bem a certeza de onde ficava a "nossa" rua. Talvez fosse "para ali". De qualquer forma, será que nós não queríamos comprar-lhe um blusão de ganga? E logo ali nos mostrou, com um ar algo ansioso, uma peça de roupa para que nós a apreciássemos. Não, não queríamos, obrigado, e despedimo-nos cordialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para seguir a indicação do londrino tínhamos de atravessar uma espécie de rotunda e resolvemos usar uma passagem subterrânea. Uma vez nela, parámos para conferenciar sobre o caminho. Uma rapariga aproximou-se de nós tentando vender-nos uma revista (uma "Cais" local?). Disse-lhe que não. Após alguns segundos, ela insistiu - com um forte sotaque "popularucho" -, e eu, novamente, disse-lhe que não queríamos a revista. A moça não desarmou e voltou à carga, momento em que eu, puxando do meu mais britânico sotaque lhe disse "For God's sake, no!" (uma espécie de "porra, desanda daqui", muito bem educado). O sotaque saiu tão apurado e tão "upper class" que a indivídua se afastou remungando que eu era um snob enquanto ia imitando o meu tom "bem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos, desta vez "snob" foi um elogio, para mim. :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2719850718939782023?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2719850718939782023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/quando-snob-e-um-elogio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2719850718939782023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2719850718939782023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/quando-snob-e-um-elogio.html' title='Quando &quot;snob&quot; é um elogio...'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-L2BzzvoHc_4/Tu0kcYa3wHI/AAAAAAAA83c/gvGYEo28mFk/s72-c/2741856823_e04b898ae0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-92473632229296371</id><published>2011-12-17T12:45:00.000Z</published><updated>2011-12-17T12:48:15.957Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reino Unido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Morrer em Londres</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XSAn7SRVeZE/TuyPiM8MAuI/AAAAAAAA83U/6tKE2mg-b6U/s1600/image.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://4.bp.blogspot.com/-XSAn7SRVeZE/TuyPiM8MAuI/AAAAAAAA83U/6tKE2mg-b6U/s320/image.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quem vai a Londres tem à sua disposição um grande número de diversões que se baseiam na história local. Uma das mais conhecidas é "&lt;a href="http://www.the-dungeons.co.uk/london/en/attractions/london-attractions.htm" target="_blank"&gt;The London Dungeon&lt;/a&gt;" ("A masmorra de Londres"). Este espaço é composto por uma sucessão de cenas históricas soturnas - ou mesmo macabras -, que os visitantes atravessam e onde vão "vivendo" os diversos ambientes, sempre animados por empenhados figurantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de que, quando lá fui, nos tiravam logo à entrada uma fotografia (como se faz em todos os parques de diversões) e que nós pousávamos para o boneco com a cabeça apoiada num suporte, pronta a ser cortada por um carrasco (ou por quem nos acompanhava). Percebem o estilo da coisa, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meio da visita, uma das cenas era a chegada a uma praça onde parávamos e, de repente, surgia um juiz do Séc. XVIII, com aquelas características cabeleiras e um péssimo humor. O homem queria condenar alguém a todo o custo e, do meio da dezena de pessoas que constituiam o "meu" grupo, escolheu-me logo a mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha gravíssima falta teria sido urinar para um lago onde o distinto juiz tinha os seus patos a passear e os pobres bichos teriam morrido em consequência disso. Quem era eu? De onde vinha? De Portugal, respondi, obviamente. E no seu país costuma fazer isso?! - perguntou irado o magistrado. Eu, armando-me em carapau de corrida respondi que sim, que fazia sempre isso. Resultado: fomos todos condenados à morte, logo ali. Encaminhados para a saída, colocaram-nos num barco à frente do qual, ainda mal estávamos sentados, surgiu um esquadrão de fuzilamento que imediatamente arrumou connosco, lançando o batel por um canal abaixo numa abrupta descida que só terminou num lúgubre cais onde se iniciava um novo quadro histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda a divertida visita apenas mantive na memória, bem fresco, o momento do julgamento. Afinal de contas, não é todos os dias que somos condenados à morte...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-92473632229296371?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/92473632229296371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/morrer-em-londres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/92473632229296371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/92473632229296371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/morrer-em-londres.html' title='Morrer em Londres'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XSAn7SRVeZE/TuyPiM8MAuI/AAAAAAAA83U/6tKE2mg-b6U/s72-c/image.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-1813679138594309000</id><published>2011-12-17T11:40:00.000Z</published><updated>2011-12-27T23:03:08.571Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1989'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><title type='text'>Ninguém chateia um deficiente!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-t53y_WdpQxQ/Tux_g2h1UKI/AAAAAAAA828/k_kS49tU3kc/s1600/transferir+%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-t53y_WdpQxQ/Tux_g2h1UKI/AAAAAAAA828/k_kS49tU3kc/s1600/transferir+%25281%2529.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;1989/04/14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui escrevi que, onde quer que vá, acontece sempre virem pessoas fazerem-me perguntas ou pedidos na rua: onde é isto, onde fica aquilo, que horas são, pode tirar-me uma fotografia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das minhas idas a Madrid - e já com com algumas situações na contabilidade -, ao passear-me junto ao Palácio do Oriente, vejo uma velhota aproximar-se de mim como quem vinha perguntar-me algo. Dito e feito. Eu, por não a ter entendido logo, levei instintivamente o dedo ao ouvido como quem lhe dizia "não ouvi, repita". A senhora fez uma cara de ligeiro desconsolo, pediu desculpa e continuou o seu caminho. Imediatamente percebi que ela tinha julgado que eu lhe indicara ser surdo. Eureka!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lição que me ficou e ainda hoje, passados muitos anos, recorro à "história do surdo" quando não me apetece parar para responder a perguntas de estranhos. Ninguém chateia um deficiente!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-1813679138594309000?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/1813679138594309000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/o-respeito-pelos-deficientes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1813679138594309000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1813679138594309000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/o-respeito-pelos-deficientes.html' title='Ninguém chateia um deficiente!'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-t53y_WdpQxQ/Tux_g2h1UKI/AAAAAAAA828/k_kS49tU3kc/s72-c/transferir+%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-4651302816764484247</id><published>2011-12-15T13:54:00.002Z</published><updated>2011-12-17T11:57:01.253Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2007'/><title type='text'>Sucesso na Invicta</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B09m8UrPycA/Tun8B2m9V3I/AAAAAAAA820/Sr2ariNHhXc/s1600/images-Images_d-img_95AcTg.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="173" src="http://1.bp.blogspot.com/-B09m8UrPycA/Tun8B2m9V3I/AAAAAAAA820/Sr2ariNHhXc/s200/images-Images_d-img_95AcTg.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(não, a camisola não é esta)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2007/09/01&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no Porto já nem me lembro bem porquê. Naquele dia, porque o tempo estava agradável, resolvi vestir uma camisola preta com o "Jack Nightmare", a personagem do "Nightmare before Christmas", de Tim Burton. Tratava-se de uma t-shirt preta, com a "cara" do dito Jack e com "A nightmare before Christmas" escrito por baixo, em letras vermelhas em relevo, que eu tinha comprado em Mendoza (Argentina), num centro comercial de vários andares unicamente ocupado por lojas de camisolas de bandas, centros de tatuagens e coisas afins (lá, o tema estava na voga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí à rua e fiz-me ao centro da cidade para ir ver o Palácio da Bolsa. De vez em quando notava as pessoas a olharem para mim. Quando estou quase a chegar, um carro para num sinal e dois homens olham de forma quase espantada (um deles sendo o famoso Cameraman Metálico). Topei que era a camisola que lhes tinha chamado a atenção. Ri-me para dentro e continuei. Entro na Bolsa, falo com a rapariga da "bilheteira" e, ao sair (não havia visita guiada tão cedo), ouço a voz dela lá atrás "Tem uma camisola muito gira!". Bom... já não havia que duvidar: a camisola estava a fazer sucesso na "capital do norte". Volto atrás e digo à (apetitosa) moça: "Não sei o que se passa aqui mas é só gente a olhar para a camisola. Em Lisboa, ninguém lhe liga.". Ela sorriu e disse "Ah é?". "É" - respondi -, e saí. Se a minha vida fosse um filme isto teria acabado com uma cena de sexo mas, como todos sabemos, a vida é uma fita mas poucas vezes a história é boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei o meu passeio pelo Porto e, de vez em quando, lá esbugalhava alguém os olhos. De repente, ao passar numa qualquer esquina, vejo um cartaz de um concerto: Moonspell + Kreator no Coliseu, naquele mesmo dia! Ali estava eu, andando ao deus dará, com uma camisola "gótica" e um belo concerto em perspetiva. Percebi a dica do destino e rumei à grande sala portuense, rompendo pela baixa da Invicta com a minha fantástica - espantosa - magnífica camisola que continuou a fazer sucesso, fosse na rua, à mesa a lutar com o queijo de uma francesinha ou no meio dos &lt;i&gt;headbangers&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta a Lisboa foi, também, a volta à normalidade. Na "grande alface" ninguém se espantava com o sorriso da simpática caveira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-4651302816764484247?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/4651302816764484247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/sucesso-na-invicta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4651302816764484247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4651302816764484247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/sucesso-na-invicta.html' title='Sucesso na Invicta'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-B09m8UrPycA/Tun8B2m9V3I/AAAAAAAA820/Sr2ariNHhXc/s72-c/images-Images_d-img_95AcTg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3941758436262013123</id><published>2011-12-04T13:52:00.001Z</published><updated>2012-01-15T10:03:42.071Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2008'/><title type='text'>A fruta da terra</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cPAz1i7yEis/Ttt_B2lv4UI/AAAAAAAA82s/Nihi8uiGO7s/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://3.bp.blogspot.com/-cPAz1i7yEis/Ttt_B2lv4UI/AAAAAAAA82s/Nihi8uiGO7s/s320/images.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;2008/12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes graças de ir à ilha da Madeira é apreciar a flora local, muito diferente daquela que vemos no continente. Quem diz flora, diz fruta e, para encontrar esta última, nada melhor do que dar um pulo até ao mercado municipal do Funchal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subindo ao segundo piso (ou primeiro andar, ou aquilo que está acima do rés-do-chão), somos confrontados com um festival de cor e formas "exóticas" que nos cativa imediatamente. Não fosse o facto de tudo aquilo ter um ambiente de "caça ao turista", e o prazer de passear, mexer e provar ainda seria muito maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Venha cá, prove, venha, venha!" - é um bocado como passear nalgumas zonas de restauração e ter os empregados de menu na mão a tentarem fazer-nos entrar. Detesto-o em Lisboa e detesto-o em qualquer lado, quer me ofereçam bitoques ou maracujás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, posta de parte a irritação pelo assédio, resta-nos ainda deleitar a vista no mosaico colorido que as bancas constituem: há verde, amarelo, vermelho, laranja, roxo, castanho, preto e mais qualquer coisa ainda. O ar é fresco e a curiosidade levar-me-ia a comprar um pouco de tudo se não fosse, precisamente, não poder mostrar muito interesse. São feitios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estive na Madeira, guardei para o último dia a compra de fruta local. Aproveitei uma ida ao Machico para entrar numa discreta frutaria onde esperava encontrar as "estranhas" frutas que tinha visto no Funchal. Achei que, para além do interesse gastronómico, também eram uma ótima prenda para levar para Lisboa e andei à volta no estabelecimento tentando encontrar muitas coisas de cujos nomes já não me lembro. Apenas arranjei umas anonas (enormes, como cá não se vê) e o "tomate inglês". Quando estava a pagar, perguntei à empregada se não tinha nada daquelas coisas que havia no Funchal. A resposta, dada com um sorriso divertido foi: "Isso são coisas para os Ingleses!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3941758436262013123?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3941758436262013123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/fruta-da-terra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3941758436262013123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3941758436262013123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/12/fruta-da-terra.html' title='A fruta da terra'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cPAz1i7yEis/Ttt_B2lv4UI/AAAAAAAA82s/Nihi8uiGO7s/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-8998970218007556754</id><published>2011-11-26T06:47:00.001Z</published><updated>2011-11-28T19:28:12.464Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>2500 km por Portugal - parte 6 (2011/10/02)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-swQuViI0U64/TpmyNjXmhtI/AAAAAAAA6GI/IX5L0lGAKAg/s1600/SDC17755.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-swQuViI0U64/TpmyNjXmhtI/AAAAAAAA6GI/IX5L0lGAKAg/s320/SDC17755.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pelourinho manuelino&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Atendendo a que a Sé de Castelo Branco estava encerrada àquela hora (Hã?! O quê? - &lt;a href="http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/2500-km-por-portugal-parte-5-20111002.html" target="_blank"&gt;leia o post anterior&lt;/a&gt;), resolvi seguir para o Paço Episcopal, afinal de contas, o verdadeiro ex-libris da capital da Beira-Baixa. O passeio é relativamente curto - umas centenas de metros -, e tem alguns pontos de interesse: ao fundo da Rua das Olarias, discretamente colocada numa parede na entrada da Rua dos Ferreiros, uma grande placa escrita em Latim; à direita, o começo da pequena alameda arborizada que vai dar ao Paço e onde, a meio, encontramos o Largo de São João com o seu pelourinho manuelino que é Monumento Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem chega ao pelourinho já está a poucos metros de uma passagem superior que liga o jardim ao que é hoje o parque municipal. Passando por debaixo dos arcos, temos então, a escolha de tomar o portão da esquerda e entrar no bonito jardim barroco ou, virar à direita e optar pelo agradável jardim municipal. Segui pela esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jardim do Paço Episcopal foi criado no Séc. XVIII e é uma fantasia barroca onde largas dezenas de estátuas se enfileiram pelos caminhos traçados a régua e esquadro. Temos coleções de reis, santos, bispos, figuras alegóricas aos signos, épocas do ano, etc. O todo é muito bonito e é inimaginável passar por CB sem lá ir (a menos que já se conheça, claro). Não é o tipo de jardim onde se vá passear, fazer tempo ou namorar (para isso, atravessa-se a rua e vai-se ao do outro lado da estrada). É um local monumental, um &lt;i&gt;bibelot&lt;/i&gt;, passe a expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Quando ainda estava no patamar inferior - que fica junto à entrada -, e andava a admirar os bonitos painéis de azulejos que enfeitam as paredes, ouço alguém dizer "Tens ali um cliente!". Percebi que havia que pagar bilhete para visitar o espaço. Por mim, nada a dizer. Mas, antes, tentei aproveitar os conhecimentos turísticos do guarda, em meu proveito: perguntei-lhe se sabia a que horas abriria (se é que abria) a "Sé Concatedral". O homem abriu os olhos, fez um ar incrédulo e disse "A quê?!". "A Sé Concatedral" - repeti eu, apontando para o mapa que trazia na mão -, e, para que não houvesse dúvidas, mostrei-lho. "Eu nunca ouvi tal coisa!", disse o homem com aquele ar de quem se presta a vergastar os tempos modernos, "Conheço é a Sé, a Catedral, agora, isso que disse...". "Deve ser a mesma coisa" - atalhei eu -, "Sabe se abre?". &amp;nbsp;"Não está aberta? Então só à hora da missa - às cinco da tarde".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obtida a informação sobre o horário da sé de Castelo Branco, dei sem qualquer problema os dois euros (ou terá sido um?) que o funcionário me pediu e subi as escadas que dão acesso ao espetáculo principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NkV1wWxNhFw/Tpmyf_hMclI/AAAAAAAA6Hc/fXlIj6SqC1o/s1600/SDC17776.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Uma vez no jardim, o que há a fazer é passear sossegadamente, sem olhar para o relógio e ir observando todas aquelas estátuas (cuja qualidade - diga-se em abono da verdade -, não é grande). Há também várias fontes que acrescentam graça ao espaço e entrecortam os retilíneos caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2srYeuUELX8/TpmyiCOrskI/AAAAAAAA6Hk/ajiBsOzqUTU/s1600/SDC17778.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-2srYeuUELX8/TpmyiCOrskI/AAAAAAAA6Hk/ajiBsOzqUTU/s320/SDC17778.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Jardim do Paço Episcopal&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No fundo do jardim - e subindo mais um nível -, há um grande tanque alimentado por água vinda de uma espécie de escadaria e que, para além de valer pela sua beleza, tinha o fim muito prático de alimentar as fontes e servir para as regas. É deste sítio que temos a melhor vista sobre toda a zona e sobre as várias áreas de todo o jardim: a do "labirinto", a do tanque central que pega com a escadaria dos reis e uma à direita, com uma bonita "piscina" com decoração interior. Para quem quiser experimentar, há muitas laranjas (?) nas árvores e no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestadas as homenagens aos nossos insignes monarcas na escadaria que lhes é dedicada achei que o jardim estava visto e que era altura de abalar. Virei à esquerda, em direção ao Largo José Lopes Dias, de onde é possível admirar melhor o próprio Paço Episcopal já que é para aí que dá a entrada. Com o incipiente mapa que tinha recolhido na Pousada de Juventude (já agora, há uma grande falta de informação turística nestes locais), fui seguindo o caminho que me levaria ao castelo. Não tinha memória de alguma vez ter avistado, sequer, a fortaleza que, afinal, até dá o nome à cidade e, verdade seja dita, dali também não a via...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cimo de uma rua que estava em obras, chego ao começo de uma zona mais velha. Aí vejo, numa esquina, &amp;nbsp;duas placas: uma sinalizando um hotel e outra indicando o castelo. Ambas apontavam na mesma direção. Tomei o caminho que se me deparava com confiança. Fui andando, andando e... andando. Passei por uma zona de depósitos de água, cheguei a uma estrada pouco urbana, contornei uma zona de mata, subi uma estrada e, ao fim de um bom bocado, quando já me rogava pragas por não saber se havia de voltar para trás, lá vejo um hotel. Passado este, noto que o meu destino seria pouco depois. Mais um pedaço de caminho e, finalmente, ao reentrar na zona antiga, vejo o tão desejado acesso ao castelo. Para cortar caminho na história, deixem-me dizer-vos que a placa que eu segui me obrigou a dar a volta ao monte quando, afinal, se tivesse ignorado a indicação e tomado o caminho da esquerda, me teriam bastado duzentos metros para chegar ao castelo. Notável, não é? Ajudas destas não são precisas, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, e o castelo, vale a pena? Deste podemos dizer que é composto por duas torres (uma delas com uma vista bonita), um pedaço de muralha ligando-as e um ou outro vestígio de construções antigas. Temos um edifício que foi escola, depois sede de um associação de bombeiros e, agora, está a ver se o tempo o leva; e temos a igreja antiga, certamente cheia de história e sobreposição de elementos mas que eu não pude visitar porque estava... - adivinharam -, fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xlKNWIW0C3E/TpmzatlgVPI/AAAAAAAA6K8/QGvBmfFf6hg/s1600/SDC17837.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-xlKNWIW0C3E/TpmzatlgVPI/AAAAAAAA6K8/QGvBmfFf6hg/s320/SDC17837.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Igreja do castelo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Ao fim de algum tempo lendo os painéis informativos e após descansar (que o local presta-se a isso), desci uma escadaria que liga o castelo a um miradouro um pouco mais em baixo. É um sítio sossegado, fresco mas que já deve ter sido mais bonito, antes de ser "modernizado". Avistei um quiosque multimédia - uma coisa grande, com ar de quem nos vai abraçar e cuja finalidade é ir-nos dando informação sobre aquilo para onde estamos virados. O único problema do avançado equipamento é que estava desligado (e, muito provavelmente, avariado). Como nestes sítios uma pessoa se cansa rapidamente (a menos que esteja numa de meditação ou "malandrice"), saí. Desci mais uma escadaria - que até tem a graça de ser uma espécie de túnel no meio de árvores -, e acabei por vir ter ao tal sítio onde estava a plaquinha que me fez dar a volta a toda a colina do castelo. Insultei mentalmente quem a pos ali e virei à direita, em direção ao núcleo histórico da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/PortugalCasteloBranco2011_10_0203?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-8998970218007556754?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/8998970218007556754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/2500-km-por-portugal-parte-6-20111002.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8998970218007556754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8998970218007556754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/2500-km-por-portugal-parte-6-20111002.html' title='2500 km por Portugal - parte 6 (2011/10/02)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-swQuViI0U64/TpmyNjXmhtI/AAAAAAAA6GI/IX5L0lGAKAg/s72-c/SDC17755.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-7577345183675465152</id><published>2011-11-11T21:38:00.000Z</published><updated>2011-11-13T23:21:39.598Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>Mas que horas são?!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WU2PKfxcxS0/Tr0yi8vFt_I/AAAAAAAA8qs/W1v6_QgiKAg/s1600/timezones.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://3.bp.blogspot.com/-WU2PKfxcxS0/Tr0yi8vFt_I/AAAAAAAA8qs/W1v6_QgiKAg/s320/timezones.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Madrid&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas irritantes quando se viaja (nem tudo é bom, portanto) é a questão das horas. Há que ter o cuidado de, mal se chega a outra terra (ou mal se embarca - no caso do avião), mudar imediatamente a hora no relógio (e telefone, e PDA, e portátil e mais não sei o quê que possamos levar connosco e tenha um relógio). Quando nos esquecemos de o fazer, acontecem azares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui à Argentina, tive de ir apanhar um avião a Madrid. Desembarcado em Barajas, aproveitei para apreciar a bonita arquitetura do terminal novo. Andei por ali, devagarinho, olhando para os pormenores até que, ao passar junto a um placard, reparei num aviso que indicava que o voo para Buenos Aires estava já em fase de embarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os alarmes tocaram dentro da minha cabeça. Em Espanha a hora está adiantada! Para piorar a coisa, o meu avião estava noutro terminal para o qual eu ainda tinha de apanhar um metro interno do aeroporto e, para chegar ao dito, ainda tinha de dar umas boas voltas no terminal onde estava, subir e descer escadas e rezar, rezar fortemente para que conseguisse apanhar um transporte e ainda chegar a tempo. Pernas para que te quero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo conseguido no limite, cheguei à fila de embarque ainda a tempo já que esta era grande e estava demorada. Safei-me, portanto, de perder um voo intercontinental. E vai uma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Buenos Aires&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argentina, Uruguai e Brasil estão todos juntinhos mas nem por isso acertam pelos mesmos ponteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha ido passar dois dias e meio ao Uruguai. Saira de Buenos Aires e atravessara o Rio da Prata de barco. Ao aproximar-me do porto de Montevideu, mudei para a hora local (+1). Durante todo o passeio não me lembrei mais deste pormenor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HgaVvUJJesQ/TsBQ_AszDYI/AAAAAAAA80I/RUCRNPy0bNc/s1600/1863978007.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-HgaVvUJJesQ/TsBQ_AszDYI/AAAAAAAA80I/RUCRNPy0bNc/s1600/1863978007.png" /&gt;&lt;/a&gt;Dois dias mais tarde, ao voltar à capital argentina, vindo da Colónia do Sacramento, continuei sem me recordar da alteração. A meio da viagem, começo a olhar para o relógio e a notar que se aproximava a hora da camioneta que eu queria apanhar para ir a Puerto Iguazu. Se perdesse aquela, iria ter de passar o resto do dia e a noite em BA pois já só havia outro transporte no dia seguinte, logo de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ansiedade começou a instalar-se em mim mas eu ainda sentia ter alguma folga. Ao atracarmos, o processo de desembarque (e alfândega) não foi dos mais rápidos e a folga começava a diminuir perigosamente. Quando finalmente me vi com a minha mochila disparei em direção à central de camionagem que, por sorte, não ficava muito distante do terminal dos barcos. E ali fui eu, num misto de corrida e marcha forçada, carregando umas boas dezenas de litros às costas (tudo o que era necessário para três semanas por aquelas paragens).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os bofes já de fora entro na central e procuro o guichet da companhia responsável pela "minha" camioneta. Em quase desespero, vendo-me na eminência de ficar com o planeamento da viagem baralhado, e para poupar cada precioso segundo, recorri ao famoso "portunhol" (no meu caso, de qualidade acima da média porque vejo muitos filmes). Fiz o pedido e o pagamento, sempre em ritmo acelerado, perante o olhar admirado da funcionária. Já com o bilhete nas mãos, procurei o primeiro écran que me indicasse para onde devia ir. Quando encontrei um, percebi o porquê do espanto da mulher que me atendeu: ainda faltava uma hora. Eu tinha-me esquecido de repor a hora argentina ao cruzar o rio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o alívio... de repente, tinha uma horinha inteira para descansar, dar uma volta pelas lojas e observar as pessoas. E vão duas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foz do Iguaçu&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CgTZDWIJ4bQ/Tr0xszHHQ9I/AAAAAAAA8qc/lMi8riyf94Q/s1600/50414_56055876767_663479_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-CgTZDWIJ4bQ/Tr0xszHHQ9I/AAAAAAAA8qc/lMi8riyf94Q/s1600/50414_56055876767_663479_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Saído de Puerto Iguazu, eu tinha atravessado a fronteira para ir ver o lado brasileiro das famosas cataratas locais. Após a visita a estas (que é relativamente rápida), resolvi dar uma volta por Foz do Iguaçu, a cidade que fica próxima. Sabendo que havia por ali uma grande barragem que era um ponto de visita aconselhado, apanhei um autocarro para a dita. Uma vez na receção do complexo, pude assistir a um filme sobre o grande empreendimento (vaiado por dezenas de argentinos por ser falado em Português e legendado em Inglês), findo o qual a ideia era apanhar um transporte gratuito que me levaria à barragem propriamente dita onde poderia visitar o interior da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aquela gente era quase toda de excursões, entraram nos seus autocarros e partiram para a barragem, deixando-me ali praticamente sozinho. Sentei-me, andei para trás e para a frente, fui à loja de recordações e, quando já passava da hora do transporte, resolvi perguntar, no balcão de informações, o que se passava. Era simples: eu tinha-me esquecido, mais uma vez, de mudar a hora e o autocarro já era. O próximo, só dali a umas horas. E vão três...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À terceira, a lição foi aprendida e nunca mais me esqueci de mudar a porcaria da hora. Até mais ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-7577345183675465152?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/7577345183675465152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/mas-que-horas-sao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7577345183675465152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7577345183675465152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/mas-que-horas-sao.html' title='Mas que horas são?!'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WU2PKfxcxS0/Tr0yi8vFt_I/AAAAAAAA8qs/W1v6_QgiKAg/s72-c/timezones.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-8211653350784148840</id><published>2011-11-05T09:15:00.002Z</published><updated>2012-01-07T10:50:22.618Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1990'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><title type='text'>King Diamond e a correia maldita</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P_5xdXw5YKg/TrT2RtUR5hI/AAAAAAAA5n4/e1aae4OrcVY/s1600/entrada_kingdiamond90.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-P_5xdXw5YKg/TrT2RtUR5hI/AAAAAAAA5n4/e1aae4OrcVY/s320/entrada_kingdiamond90.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;É preciso dizer que isto é o bilhete do concerto?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;1990/03/02&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A caminho de um concerto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram ainda os reflexos dos fantásticos anos 80. King Diamond (então, um dos nomes grandes do Heavy Metal) tocava em Madrid. Um colega meu de liceu, fan absoluto do músico dinamarquês, resolveu ir lá vê-lo e logo entendi aproveitar a oportunidade para matar dois coelhos com uma só cajadada: viajar e ir ver um belo concerto. Não levou muito tempo até que surgissem mais dois turistas dispostos a partilhar as despesas da viagem e o exíguo espaço no frágil Fiat Panda que a mãe do meu colega pôs à sua disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizada a viagem e reunida a tropa, partimos animadamente rumo à capital espanhola onde, no fim do dia nos esperaria, no pavilhão do Real Madrid, um trio de artistas composto pelo já referido rei do Black Metal (nessa altura os noruegueses ainda não tinham dado um rumo completamente diferente ao género), os suecos Candlemass e os catalães Legion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho até Madrid correu despreocupadamente. O carro portou-se bem, o tempo estava bom, os espíritos estavam alegres e o condutor (cuja carta de condução ainda tresandava a nova) foi do mais competente. A banda sonora da viagem foi - como se adivinha -, muito Heavy Metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Madrid, após deixarmos as coisas num hotel junto da Gran Via, resolvemos ir dar uma volta até ao sítio do concerto, numa espécie de reconhecimento de território. Depois, iríamos conhecer a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estávamos próximo do recinto, um de nós avistou uma personagem familiar, a cerca de cem metros: era, nada mais, nada menos, do que o próprio King Diamond. Imediatamente concordámos que havia que chegar até ele para fotografias e autógrafos. O problema era que ele estava do outro lado da avenida (o enorme Paseo de la Castellana) e ainda havia uma rede pelo meio. Acelerámos tentando chegar a um sítio sem barreira e onde pudéssemos, num ápice, atravessar a via. Infelizmente, o dinamarquês, andando calmamente, venceu o bólido italiano e já não o apanhámos.&amp;nbsp;Como era fim de tarde e ainda faltavam algumas horas para o espetáculo, fomos à nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/kEA59T9Bld8/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kEA59T9Bld8&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/kEA59T9Bld8&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;O concerto correu bem embora tivéssemos a desilusão de não ver os Candlemass que, afinal, se tinham cortado à digressão (sem que por cá se avisasse os compradores dos bilhetes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;King Diamond estava na fase do soberbo álbum Conspiracy e levava para palco todo o imaginário dos seus discos. O concerto acabou com o artista sendo colocado num caixão que, ao pegar fogo, se desfez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tudo como se esperaria, para gáudio do público.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O dia seguinte&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordámos com o propósito de irmos passear o nosso chame lusitano pelas artérias locais. Demos uma volta e, quando já tínhamos passado pela Cibelles e nos encaminhávamos para a Gran Via, o carro avariou. De repente, o espírito geral alterou-se radicalmente: no meio do intenso trânsito vimo-nos obrigados a empurrar a casca de noz, tentando sair do meio da avenida e chegar a um sítio onde pudéssemos deixar a máquina. Algumas buzinadelas, algumas bocas e lá alcançámos uma zona de estacionamento. Aí, pudemos embasbacar-nos com a forma local de arrumar o carro: uma pancada no carro da frente, uma pancada no carro de trás e a coisa fica feita (e a situação repetiu-se várias vezes enquanto por ali andámos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer? Havia que encontrar uma oficina. Fomos na direção do Parque do Retiro, perscrutando as ruas mais desafogadas e onde talvez houvesse quem nos pudesse valer. Demos por nós andando quilómetros sem qualquer resultado: apenas apanhávamos locais de recolha de automóveis. Resolvemos ir para o centro da&amp;nbsp;cidade, sempre alerta procurando um mecânico. Aqui e ali, encontrávamos algo que nos parecia ser de interesse mas, fatalmente, revelava-se meramente um parque. Uma oficina, propriamente dita, não se encontrava. E o tempo passava, e a cidade ia sendo vista... Quando já estávamos na zona da Plaza de España, entrámos numa espécie de silo onde tivemos a simpática ajuda de um empregado que andou às voltas com uma lista telefónica mas... nada. Não se arranjava um mecânico porque era Sábado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, alguém teve uma epifania e se lembrou do equivalente espanhol ao nosso ACP. Arranjou-se o contacto e mandou-se vir a "ambulância". Uma vez esta chegada, o mecânico disse-nos que o problema era de uma correia que se tinha partido. Reparada a avaria, o rapaz avisou-nos de que só dava garantia da reparação para pequenas voltas ao redor da cidade e que teríamos sempre de ter cuidado com as paragens. Mas a nossa volta era maior, muito maior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa começava a ficar preta. Todos tínhamos de estar em Lisboa na Segunda-Feira (eu até tinha um exame), e era absolutamente essencial que, no dia seguinte, estivéssemos sossegadamente em casa. Só podíamos arriscar e fizemo-nos à estrada, o bom do Pimentel com o coração na garganta já que era a ele que cabia manter a máquina em funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--qkAIghlkFA/TrUAftY942I/AAAAAAAA5oA/g7pQHgNWjj4/s1600/fiat_panda.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://3.bp.blogspot.com/--qkAIghlkFA/TrUAftY942I/AAAAAAAA5oA/g7pQHgNWjj4/s320/fiat_panda.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Um Fiat Panda...&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;As centenas de quilómetros que separam Lisboa e Madrid pareceram duplicar. A noite começou a cair quando o Panda já rolava há um bom tempo e a confiança instalava-se em nós: íamos chegar sãos e salvos. A certa altura, deparou-se-nos uma serra e de novo surgiram receios de que o carro não aguentasse. Para agravar a coisa, contavam-se histórias de fantasmas e assombrações, o que colocou preocupação acrescida na cabeça do "motorista" que já se imaginava com o carro novamente avariado, no meio de uma serra, durante a noite escura e - sabe-se lá -, com almas a rondarem-nos. Fizemos-lhe a vontade e calámo-nos para que ele se pudesse concentrar na condução. E para termos a certeza de que não o incomodávamos, adormecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocasionalmente, eu acordava para ver onde estávamos. O meu colega tentava manter-se desperto com doses cavalares de Thrash Metal (que não nos beliscavam, por um momento que fosse, o sono) e assim se manteve firme ao volante. Ao chegarmos a Badajoz, surgiu o primeiro sinal de trânsito na viagem. Acordámos para experimentar o &lt;i&gt;frisson&lt;/i&gt; da coisa: se o carro parasse, podia não voltar a andar. O sinal vermelho aproximava-se, cada vez mais lentamente porque a ideia era não ter de parar. Devagar, devagarinho, a arrastar, quase quase parado mas com a roda ainda a mexer e... o sinal fica verde. Respirámos todos de alívio e ainda mais quando, daí a pouco, entrámos na santa terrinha. Sentimos que aqui, mesmo que o carro resolvesse, finalmente, ter uma birra, tudo se comporia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pimentel foi um herói. Fez a viagem Madrid-Lisboa de uma assentada, durante a noite, combatendo o sono e o medo e com a responsabilidade de por mais três pessoas sãs e salvas em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era para ter sido um fim de semana de música e diversão mas tudo veio abaixo por causa de uma correia... maldita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-8211653350784148840?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/8211653350784148840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/king-diamond-e-correia-maldita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8211653350784148840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8211653350784148840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/king-diamond-e-correia-maldita.html' title='King Diamond e a correia maldita'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-P_5xdXw5YKg/TrT2RtUR5hI/AAAAAAAA5n4/e1aae4OrcVY/s72-c/entrada_kingdiamond90.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-4457182043829507435</id><published>2011-11-02T14:13:00.001Z</published><updated>2011-11-03T13:12:08.695Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O "gaijin" esfomeado</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-G-YcvQpkges/RyyLK5xwJ0I/AAAAAAAAGJY/viWqolrCHTM/s1600/CIMG0046.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-G-YcvQpkges/RyyLK5xwJ0I/AAAAAAAAGJY/viWqolrCHTM/s320/CIMG0046.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2003/04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem para Tóquio tinha sido longa, como se imagina. Durante a noite não tinha dormido muito e, para quebrar a monotonia da insónia, apenas me restava ir espreitando as informações que apareciam nos écrans que já não passavam filmes. O meu parceiro do lado, um miúdo chinês, tinha descoberto que a British Airways era generosa e dava massas lá atrás. De vez em quando, divertia-me com a agitação com que aquela criaturinha se levantava e, após alguns minutos voltava com mais uns &lt;i&gt;noodles&lt;/i&gt; que sorvia com grande gosto, sentado descalço e com o maior à vontade.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegado ao aeroporto de Narita, o cansaço que pudesse sentir por apenas ter passado pelas brasas num voo intercontinental foi suplantado pela natural curiosidade de quem se via, finalmente, no mítico Japão. Preparada que levava a minha viagem ao pormenor, com passe de comboio, horários detalhados (e que por ali são cumpridos quase ao segundo), alojamento marcado, etc., apenas me preocupei em gozar o ambiente. Este, por sinal, não era muito movimentado já que era um Sábado de manhãzinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trocado o vale do passe da Japanese Railways pelo passe propriamente dito, apanhei o comboio para a&amp;nbsp;megalópole nipónica sem me preocupar com mais nada que não fosse apreciar tudo aquilo. Estava na terra do sol nascente, num dos países tecnologicamente mais avançados do mundo, e nem me passou pela cabeça que pudesse acontecer uma coisa tão ridícula quanto não haver onde levantar dinheiro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim. Eu não cambiei os euros que levava no aeroporto. Foi ideia que nem aflourou o meu pensamento. Afinal de contas, o país devia estar cheio de máquinas, certo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, chegado a Tóquio apanhei o comboio urbano que me levaria até perto do meu hotel. Este era bastante afastado do centro da cidade e, na verdade, de tudo. Embora estivesse em plena cidade, era uma boa caminhada até ao transporte que eu usaria enquanto lá estivesse. Coisas de quem quer poupar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por esta altura, já começava a sentir um certo desconforto nos pés com os quais eu não tinha tido cuidado durante a viagem. Sempre calçado, estavam agora um bocado inchados, o suficiente para sentir que vinham ali umas bolhas sérias...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao fim de um bom bocado tive a primeira dúvida no caminho e dirigi-me a um grupo de homens que estavam sentados junto a um campo de basquete. Eram já de alguma idade e com um aspeto muito pouco cuidado. Um deles levantou-se e acompanhou-me até à entrada do hotel que, afinal, ficava apenas a cem metros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jhGgXd9IvI4/RyyLNJxwJ1I/AAAAAAAAGJg/cm4YOaHKvVo/s1600/CIMG0047.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-jhGgXd9IvI4/RyyLNJxwJ1I/AAAAAAAAGJg/cm4YOaHKvVo/s320/CIMG0047.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Na receção, enquanto fazia o &lt;i&gt;check in&lt;/i&gt;&amp;nbsp;fui informado de que no Japão nem todas máquinas "multibanco" aceitavam cartões de crédito pelo que não podia levantar dinheiro em qualquer lado. Olhando para o mapa, apercebi-me de que o único sítio onde o poderia fazer eram umas máquinas a muitos quilómetros dali. Paciência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fome começou a apertar e, juntamente com esta, a sede. Mas, se a segunda ainda se consegue matar nalgum jardim, a primeira já é bastante mais complicada. Urgia ir às longínquas máquinas arranjar dinheiro. Resolvi que nesse dia o meu passeio passaria obrigatoriamente pelas instalações bancárias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando, ao fim de muito tempo, muitos quilómetros de passeio e já muitas dores nos pés, cheguei à esquina de uma avenida onde ficava o banco com as máquinas mágicas, a alma caiu-me aos pés: o banco estava fechado e os ATM não eram acessíveis do exterior. Ou seja, não havia nem haveria dinheiro durante todo o fim de semana! E ainda era, apenas, Sábado pela hora do almoço...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha os bolsos com dinheiro e não o podia gastar e tinha cartão de crédito e não o podia usar. Rezei e ansiei por estar em Portugal com a sua extensa, moderna e útil rede Multibanco que não deixa ninguém ficar mal, independentemente da sua origem, raça e credo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pergunta que se faz é, porque razão não sei o CC num supermercado ou num restaurante? Pela simples razão de que não vi nada aberto. :) Sim, a menos que fosse alguma coisa de luxo, tudo o resto que estivesse aberto eram negócios pequenos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aguentei. Enrijeci. Esqueci.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na Segunda-Feira, acordei com a esperança de uma vida nova, um renascimento do meu estômago, uma aurora da alimentação. Arrastei-me até ao centro da cidade (nessa altura tinha seis - 6 - bolhas nos pés que já ganhavam uma coloração verde) e fui a uma estação dos correios. No guichet do câmbio, entreguei as minhas notas de euros ansiando por ter nas mãos os yens da salvação. Para que tal sucedesse ainda tive de aguardar que o esmerado funcionário analisasse cuidadosamente as notas (o euro era recentíssimo), seguindo um dossiê com reproduções minuciosas e ampliadas da divisa europeia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0N-sfDXtSqs/RyyPqJxwN-I/AAAAAAAAGrE/rVGmFNdn3qA/s1600/CIMG0025.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-0N-sfDXtSqs/RyyPqJxwN-I/AAAAAAAAGrE/rVGmFNdn3qA/s320/CIMG0025.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando, após muita verificação, me vi com yens, não hesitei um momento e acelerei (bolhas que se lixassem - eu era um homem com fome) rumo à loja de conveniência mais próxima. À entrada, todos os empregados me cumprimentaram (onde quer que estivessem), sorrindo, mas a verdade é que eu é que estava felicíssimo por os ver. E ainda estava mais feliz por poder pegar numa bebida e num &lt;i&gt;snack&lt;/i&gt;&amp;nbsp;qualquer e matar a porra da fome. À saída, novamente uma saudação e agradecimento geral ao &lt;i&gt;gaijin&lt;/i&gt; que se pisgava para, ao fim de dois dias, levar algum alimento à boca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixei escorrer pela garganta o café com leite fresco com a mesma alegre voluptuosidade com que as meninas molhadas da publicidade emborcam Coca-Cola, arrefinfei o dente a um pão com qualquer coisa que me soube tremendamente bem e senti aqueles sabores artificiais de comida de plástico invadirem-me o espírito como uma primavera que desponta e enche os campos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De yens no bolso e estômago ressuscitado, sentia-me novamente pronto para ser turista a 100%.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O pior eram as seis bolhas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/JapOTQuio2003_04?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-4457182043829507435?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/4457182043829507435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/o-gaidjin-esfomeado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4457182043829507435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4457182043829507435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/o-gaidjin-esfomeado.html' title='O &quot;gaijin&quot; esfomeado'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-G-YcvQpkges/RyyLK5xwJ0I/AAAAAAAAGJY/viWqolrCHTM/s72-c/CIMG0046.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3109206519814128484</id><published>2011-11-01T08:33:00.002Z</published><updated>2011-11-03T13:12:39.776Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>2500 km por Portugal - parte 5 (2011/10/02)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vEiAu7D6kaI/Tq-t9KiHBeI/AAAAAAAAzrY/W63wixmbKjM/s1600/c12a20c6-9218-4946-994b-d40b9ea96855.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-vEiAu7D6kaI/Tq-t9KiHBeI/AAAAAAAAzrY/W63wixmbKjM/s320/c12a20c6-9218-4946-994b-d40b9ea96855.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Casa de xisto em Martim Branco&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;Martim Branco&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;A ida a MartimBranco justificava-se, mais uma vez, por esta aldeia pertencer às“aldeias de xisto” e, embora já tivesse reparado que alocalidade em questão não era particularmente interessante,tinha-me parecido minimamente merecedora de uma volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Após mais umas voltas e contravoltaspelo campo, acabei por chegar ao destino. Diga-se de passagem queaquilo que eu levava marcado para fazer era uma caminhada com iníciona aldeia mas, mal parei o carro fui invadido por uma mistura depreguiça e raiva ao forte sol e, cobardemente, entreguei as minhasarmas logo ao primeiro tiro. Segui em frente com o carro, percorrendovagarosamente a aldeia até chegar à “meta” do GPS e que era, nofim de uma estrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cedo reparei que, ao contrário do queacontece em Sarzedas, Martim Branco tem, de facto, casas de xisto eaté parece tê-las em número suficiente para se poder falar deefeito de conjunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Estive quase para sair do carro e irdar uma voltinha até junto da ribeira, onde estão várias casas“bonitas” mas, como estava prisioneiro da lei do menor esforço,deixei a viatura deslizar, deslizar até sair da terra, completando,assim, uma visita quase relâmpago.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vale a pena ir a Martim Branco? Talvezpela caminhada e só se um passeio do tipo for novidade. Casocontrário, talvez haja coisas muito melhores para fazer...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Apontei-me para Castelo Branco e láfui, seguindo as indicações nas boas estradas. O caminho entreMartim Branco e Castelo Branco (tanta brancura que há por aquelazona) é bastante agradável, com momentos de paisagem grandiosa,até.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Castelo Branco&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X-v5daChSDY/Tpmxt4ksjfI/AAAAAAAAwZ4/N3NLxmbACUM/s1600/SDC17717.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-X-v5daChSDY/Tpmxt4ksjfI/AAAAAAAAwZ4/N3NLxmbACUM/s320/SDC17717.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Um casarão "Português Suave"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao chegar à capital de distrito, afome apertava-me fortemente e resolvi ir conhecer um dos centroscomerciais da cidade: o Forum.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quem tenha por hábito visitar centroscomerciais já se deve ter apercebido de que acabam todos por seriguais: as lojas são as mesmas, os comes e bebes são iguais, oscinemas são da mesma empresa. Ora, se é verdade que isto tira quasetoda a “emoção” que pudesse existir, também não se pode negarque, onde quer que estejamos, já sabemos que, ao chegarmos, temos oque queremos. No caso, eu queria qualquer coisa rápida que meforrasse o estômago. Comi um hamburguer.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Satisfeita a necessidade alimentar ecomplementada esta com um revigorante café, guiei até ao centro deCB para gastar a tarde conhecendo a cidade. Não era a primeira vezque ali ia mas, desta feita, estava como turista mais “a sério”.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Passei pela estação de comboio, emfrente da qual há uma agradável avenida com bastantes árvores. Conforme percorria a artéria, comecei reparando que havia váriasmoradias abandonadas ou perto disso. Casas dos anos 40 (?), de bomaspeto e que, vítimas daquele mal misterioso que assola a nação,estão entregues aos bichos. Foi um mau começo...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Deixei o carro por ali e dirigi-me paraa zona central de CB, onde costumava estar o quartel de cavalaria. Osedifícios ainda lá estão mas, agora, afetos a serviços civiscomo, por exemplo, salas para acesso à internet. No cimo da grande“parada”, encontra-se um grande e moderno edifício que é abiblioteca municipal. A zona envolvente está arranjada em estilocontemporâneo. O todo deixa-nos uma agradável imagem de dinamismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JmYmdsh-6fk/TpmxuYaD9YI/AAAAAAAAwZ8/318P3rVkv58/s1600/SDC17718.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-JmYmdsh-6fk/TpmxuYaD9YI/AAAAAAAAwZ8/318P3rVkv58/s320/SDC17718.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O que é isto?!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Junto ao edifício principal do antigoquartel (que deve ser atravessado para ver os paineis de azulejos nointerior, retratando diversas fases da vida militar) está uma“bizarra” construção: uma espécie de “grua” feita emcimento e acabando numa grande gaiola. Desconheço qual a ideiadaquilo, se seria uma tentativa de miradouro sobre o Campo Mártiresda Pátria ou simplesmente um delírio de alguém que escolheu aprofissão errada mas o facto é que a construção é uma nódoanaquela área.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Defronte, fica o grande largo que tem,no topo, o famoso relvado com o nome da cidade escrito com flores. Éum dos bilhetes postais da cidade. Na área pelo meio há agoradiversos bares e cafés, com as respetivas esplanadas. Os nativoschamam àquilo “as Docas”, o que só pode merecer o comentárioóbvio de que são docas... secas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O Campo Mártires da Pátria está bemarranjado, com gosto, mantendo um ar de grande espaço aberto mas, aomesmo tempo, servindo as pessoas. As construções existentes sãorecentes e agradáveis. Das vezes que tinha ido a CB, aquele  localsempre me tinha parecido um vazio mas, agora, isso já não acontece.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Dei uma volta pela zona, voltando quase ao ponto de entrada para ir ver o bonito edifício “PortuguêsSuave” da Caixa Geral de Depósitos. Sou um fã deste estiloarquitetónico que a ditadura salazarista nos deixou. Criticada pormuitos (provavelmente os que gostam do caos estético que se notahoje em dia), a corrente que teve em Raul Lino um dos grandesteóricos ainda hoje embeleza as ruas das nossas cidades e vilas comos seus edifícios sólidos e elegantes. Que pena não haver umacidade inteiramente assim. Seria Património da Humanidade com toda acerteza.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QC4kHi-icZ4/Tpmxz1njs3I/AAAAAAAAwaM/eVj0Nv2kPHw/s1600/SDC17722.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-QC4kHi-icZ4/Tpmxz1njs3I/AAAAAAAAwaM/eVj0Nv2kPHw/s320/SDC17722.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cineteatro Avenida&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Resolvi ir ver o centro histórico deCB e atravessei novamente a praça, fazendo uma diagonal paracontemplar outra construção “suave”: o Cineteatro Avenida. Éum bonito edifício que hoje serve de centro cultural. Embora tenhatido alterações que certamente o desvirtuaram (portas, porexemplo), continua a chamar a atenção de quem por ali passa. Olheie reolhei o cartaz em busca de algo que acontecesse durante a minhaestadia para poder ver o cineteatro por dentro mas, infelizmente,tudo parecia acontecer antes e depois da minha visita.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Subi para apanhar a Rua da Sé. Antes,num largo, um bonito edifício antigo, de ar forte, fez-me parar parauma foto. Ao seu lado um outro, onde parece estar (ou esteve)qualquer serviço ligado ao PSD exibe um estado de semiabandono Cemmetros mais à frente, encontra-se a sé de Castelo Branco, tambémconhecida como “Igreja Matriz”, “Catedral”, “Sé Catedral”ou, conforme estava no mapa que eu trazia “Sé Concatedral”.Estava fechada.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;(continua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/PortugalCasteloBranco2011_10_0203?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3109206519814128484?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3109206519814128484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/2500-km-por-portugal-parte-5-20111002.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3109206519814128484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3109206519814128484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/11/2500-km-por-portugal-parte-5-20111002.html' title='2500 km por Portugal - parte 5 (2011/10/02)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vEiAu7D6kaI/Tq-t9KiHBeI/AAAAAAAAzrY/W63wixmbKjM/s72-c/c12a20c6-9218-4946-994b-d40b9ea96855.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3359651828375949845</id><published>2011-10-31T13:54:00.003Z</published><updated>2011-11-03T13:12:48.259Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>Os vendedores ambulantes argentinos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VrWIIfecbG4/RxC6G7AN-3I/AAAAAAAAC7c/vxwkPyO-LyU/s1600/CIMG0360.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-VrWIIfecbG4/RxC6G7AN-3I/AAAAAAAAC7c/vxwkPyO-LyU/s320/CIMG0360.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Catedral de La Plata&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2006/12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Buenos Aires a La Plata são cinquenta e tal quilómetros que se fazem calmamente, apanhando o comboio na estação de Constitucion. As composições à disposição (quando lá estive) eram de conforto mínimo, praticamente só em chapa, por fora e por dentro, e claramente feitas para irem resistindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a metrópole do Rio da Prata e a cidade que foi construída para vir a ser a nova capital do país das pampas, a viagem pouco difere, numa boa parte do trajeto, daquelas que fazemos através das zonas suburbanas de qualquer urbe. Mas há um pormenor na viagem que lhe dá uma graça absolutamente ímpar: os vendedores ambulantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira à última paragem, sucedem-se nas carruagens os vendedores (e pedintes, também), numa espécie de ordem perfeitamente estabelecida e que não é rompida por ninguém: um vendedor por carruagem, o próximo só entra quando o primeiro sair. À primeira poderíamos pensar que fazer uma viagem - que para o turista é sempre de prazer -, sendo o tempo todo incomodado pelo pregões dos comerciantes, é uma coisa irritante. A verdade é que os vendedores da linha BA-La Plata não se limitam a mostrar os seus produtos: eles envolvem-nos com enormes histórias, descrevendo minuciosamente a qualidade das coisas que vendem de uma forma tão fluente e até colorida que rapidamente chegamos à conclusão de que aquilo que julgaríamos ir ser um incómodo será, na realidade, um festival de gente castiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vendedor chega à carruagem. Para no início. Apresenta-se e cumprimenta a geral. De seguida, começa &amp;nbsp;a falar das coisas que traz consigo e de como elas são boas e a um excelente preço. Depois, percorre a carruagem e, ocasionalmente, deixa "amostras" às pessoas para, finalmente, na volta, recolher os produtos rejeitados e se fazer pagar por aqueles que forem tomados. A coisa pode variar, é claro, mas, de uma forma geral é assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhoras e senhores, muito bom dia! Trago-vos hoje mais um produto com a grande qualidade a que já vos habituei. Trata-se de um guia das estradas do nosso país que, para além dos caminhos do norte, do centro e do sul, inclui igualmente os mapas das principais cidade da Argentina, tudo em formato de bolso para vossa comodidade. E se pensam que este utilíssimo livro é vendido a um preço elevado, enganam-se. Por apenas X pesos - repito -, por apenas X pesos, podem ter na vossa mão este guia (vejam como cabe facilmente num bolso) ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o vendedor folheia o livro, põe-no e tira-o do seu bolso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... e como é fácil manuseá-lo. Por apenas X pesos, relembro-vos... Vejam, consultem e apercebam-se de como está a ser vendido a um ótimo preço. É um produto de qualidade e de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o vendedor distribui alguns exemplares pelos passageiros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas há uma coisa que ainda não vos disse: é que, como se não bastasse a informação relativa às estradas, ainda é possível saber quais as principais linhas de comboio que atravessam o país. E, agora, pensem bem: tudo isto por X pesos. É ou não é uma grande compra? Claro que é. E está à venda apenas hoje, senhoras e senhores. Apenas hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a coisa continua neste tom, até à próxima paragem, altura em que o vendedor avança para a próxima carruagem, sendo imediatamente substituído pelo próximo cromo que, caso seja um pedinte, age da seguinte maneira: cumprimenta as pessoas e logo começa a entregar em mão ou a deixar junto a nós uns cartõezinhos com personagens da Walt Disney, em poses muito tristes e com dizeres do tipo "Nunca me esquecerei de ti". Na volta, o pedinte (provavelmente uma criança), espera receber uns trocos juntamente com os cartões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que se vende no comboio? Roteiros de estradas, conforme já contei (e ainda hoje me arrependo de não o ter comprado porque custava, realmente, uma absoluta ninharia), lápis de cor, cadernos, carteiras, revistas... de tudo um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da linha, temos a cidade de La Plata que vale bem uma visita para ver o seu teatro, o museu (em estilo antigo, com grandes e vestutas estantes), o edifício feito por Le Corbusier e a belíssima praça central com o edifício da câmara municipal e a magnífica catedral neogótica a cujo topo se pode subir.&amp;nbsp;Ir a La Plata é algo fundamental para quem for a Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos vendedores, fica aqui um vídeo a partir do qual poderão aceder a outros para verem este giríssimo espetáculo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ztPFDfoa14c" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3359651828375949845?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3359651828375949845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/buenos-aires-e-os-vendedores-no-comboio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3359651828375949845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3359651828375949845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/buenos-aires-e-os-vendedores-no-comboio.html' title='Os vendedores ambulantes argentinos'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VrWIIfecbG4/RxC6G7AN-3I/AAAAAAAAC7c/vxwkPyO-LyU/s72-c/CIMG0360.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2829733730516527268</id><published>2011-10-30T07:00:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:12:57.735Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1996'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>À nora por Cantão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-K2emc7qlljk/TqwjRiX_JMI/AAAAAAAAzXg/g1iKBK7vu8I/s1600/guamgzhou-old-modern.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/-K2emc7qlljk/TqwjRiX_JMI/AAAAAAAAzXg/g1iKBK7vu8I/s320/guamgzhou-old-modern.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;1996&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, por força da mania de uns e da ignorância de muitos, chamam-lhe Guangdong (em Cantonense) ou Guanzhou (em Mandarim) mas, em 1996, Cantão era o nome que toda a gente dava à província e à cidade chinesas que tanto dizem a quem se interesse pelas coisas do "nosso" Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era comum os portugueses residentes em Macau irem de passeio a Cantão e fazerem-no recorrendo aos serviços de taxistas chineses, geralmente parentes ou conhecidos de pessoas que tinham negócios dos dois lados da fronteira e em quem os residentes depositavam confiança. Isto era assim porque, por força da burocracia chinesa, para que um carro de Macau pudesse circular na China, tinha de também estar lá registado, andando, portanto, com duas matrículas: uma para Macau e outra para território chinês. Como a maioria dos portugueses não estava para estas complicações (e outras que viriam atrás), o esquema dos taxistas contratados por um dia era um êxito junto da comunidade lusitana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha irmã tinha-me prometido uma ida a Cantão (que ela também não conhecia) e eu ansiava por esta incursão mais profunda na China, de cujo gigantesco território eu só conhecia Zhuhai e Shenzhen, ou seja, as cidades que faziam fronteira com Macau e Hong-Kong, respetivamente. O plano do passeio era atravessar a fronteira e encontrarmo-nos com um taxista cunhado de uma chinesa muito popular entre as portuguesas por as abastecer de atoalhados locais (produto que parecia por as nossas senhoras em êxtase). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, há dias em que tudo parece correr mal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ao saírmos das instalações alfandegárias, a minha irmã deu-se conta de que se tinha esquecido das folhas com as indicações dos sítios a ver em Cantão. O problema acabava por ser menor já que o taxista que nos levaria já conhecia o roteiro. Confiantes de que não perderíamos nada do que contasse, avançámos de forma otimista para o local do encontro com o motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZN9kC8uEzOs/TqwiB_1iAdI/AAAAAAAAzXY/7XCIzOoH6YQ/s1600/zhuhai-taxi.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZN9kC8uEzOs/TqwiB_1iAdI/AAAAAAAAzXY/7XCIzOoH6YQ/s1600/zhuhai-taxi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Esperámos, esperámos e, do táxi, nada. Ao fim de algum tempo, e com o nervosismo a instalar-se, a minha irmã conseguiu falar com a comerciante chinesa que lhe informou que o seu cunhado tinha sido recentemente multado pela polícia por circular em zonas para as quais não tinha licença e que, por isso, não nos poderia levar. A coisa complicava-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falha-me a memória no que toca à forma como arranjámos um novo taxista. Não me lembro se a comerciante arranjou uma alternativa à queima ou se a minha irmã "engajou" um novo motorista ali mesmo mas a verdade é que tínhamos como ir a Cantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este motorista alternativo era um sujeito novo, muito sorridente, com aquele ar de boa pessoa que nos habituámos a ver nos filmes de tom paternalista. Estava contente por nos levar, claro, já que aquilo que lhe pagaríamos, sendo barato para nós, era, para ele, um negócio da... China (piada fácil, bem sei).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só havia um problema com o taxista: ele não falava uma só palavra de Português ou Inglês. Para cúmulo da coisa, apesar de ter um mapa de Cantão, este estava unicamente escrito em carateres chineses pelo que, para nós, era tão inútil quanto uma lanterna ao meio-dia. Estávamos lixados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conformados com a forma ruinosa como a "expedição"a Cantão estava a decorrer, acabámos por nos rir da situação e preferir gozar as bonitas paisagens pelas quais íamos passando. Aqui e ali, o motorista apontava-nos alguma coisa fazendo comentários dos quais, como é natural, nós não percebíamos patavina. Sorríamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após bastante tempo, chegámos finalmente à cidade de Cantão onde o motorista nos deixou junto a um parque. A escolha do local tinha sido feita olhando para o "enigmático" mapa da cidade que havia a bordo e, quase ao calhas, escolhendo um ponto. Como se tratava de uma área verde e grande, as hipóteses de ser escolhida tinham sido maiores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-n-8amrgbqVs/Rzl0NmWQyoI/AAAAAAAATnc/7dqUbcV4dRc/s1600/img127.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-n-8amrgbqVs/Rzl0NmWQyoI/AAAAAAAATnc/7dqUbcV4dRc/s320/img127.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A única fotografia em Cantão&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Combinámos com o taxista que ele nos recolheria ali a uma certa hora e, ávidos de pisar Cantão, saltámos do carro em direção a um grande muro "à chinesa" onde tirei a única fotografia que tenho de todo esse dia (o que ainda hoje me deixa aparvalhado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada do parque tivemos de comprar um bilhete. Uma vez dentro do recinto, demos por nós num verdejante local onde, ao fim de alguns minutos, passou por nós um grupo de rapazes brancos, o que nos fez pensar que talvez estivéssemos num dos sítios que fizessem parte do circuito turístico local. Foi um pequeno consolo, é certo mas, ainda assim, serviu para nos animar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de algum tempo, e visto tudo o que havia para ver naquele grande jardim, aproximou-se o momento do reencontro com o taxista. Pontualmente, lá estava ele à nossa espera, sempre com o seu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À nossa frente estava a repetição da viagem feita desde Zhuhai com a agravante de, antes de ganharmos a estrada, termos de romper o trânsito de uma cidade chinesa em hora de ponta. Desesperámos sentados naquele táxi, com tudo fechado, percorrendo vagarosamente ruas feíssimas no meio de carros que surgiam de todo o lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocasionalmente, um pormenor resgatava-nos da profunda monotonia em que estávamos mergulhados. Lembro-me sempre da oficina de um escultor que tinha, alegremente reunidos junto à entrada, a Virgem Maria, duas ou três deusas chinesas e alguns bonecos da Walt Disney onde estaria, com toda a certeza, um dos anões da Branca de Neve. Era um grupo com um aspeto hilariante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada uma eternidade, libertámo-nos dos subúrbios da cidade de Cantão da qual apenas guardo dois ou três instantâneos na minha cabeça: o parque, uma enorme lagosta na parede de um prédio onde havia um restaurante e, claro, as esculturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na estrada, o taxista carregou no acelerador, para alívio de todos: nosso, que não víamos hora de voltar a Macau e dele, que devia estar cheio de receio de ser apanhado e multado por andar fora da sua área de serviço. O pobre talvez se tenha ainda assustado algumas vezes ao passar por alguns dos muitos bonecos imitando polícias que existem ao longo da estrada. A ideia é óbvia: enganar e levar a que os automobilistas andem dentro da linha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados a Zhuhai, a minha irmã pagou pagou ao taxista o que havia sido combinado de manhã e ainda acrescentou uma gorjeta, tendo na altura comentado que, embora sendo barato para nós, aquilo devia ser uma semana de trabalho para o pobre homem. Como que dando-lhe razão, o taxista deu-nos um sorriso ainda maior do que o costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dia volte àquelas paragens. Se o fizer, não deixarei de ir, finalmente, conhecer Cantão como deve ser, i.e., com um guia turístico debaixo do braço.&amp;nbsp;Até lá, fico com a memória do mais atabalhoado passeio que alguma vez dei...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2829733730516527268?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2829733730516527268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/nora-por-cantao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2829733730516527268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2829733730516527268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/nora-por-cantao.html' title='À nora por Cantão'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-K2emc7qlljk/TqwjRiX_JMI/AAAAAAAAzXg/g1iKBK7vu8I/s72-c/guamgzhou-old-modern.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3451068403686493489</id><published>2011-10-29T16:12:00.000+01:00</published><updated>2011-11-03T13:13:06.081Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1996'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Um Tarzan no GP de Macau</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5L1wfc_x7vc/TqwXdpiRQHI/AAAAAAAAzXQ/p8X3WIAlVoM/s1600/gp-macau.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://2.bp.blogspot.com/-5L1wfc_x7vc/TqwXdpiRQHI/AAAAAAAAzXQ/p8X3WIAlVoM/s320/gp-macau.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;1996&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grande Prémio de Macau é uma daquelas provas automobilísticas que faz parte do imaginário de quem aprecia "as coisas dos carros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando no então "território chinês sob administração portuguesa" e tendo a oportunidade de arranjar bilhetes gratuitos por via de cunhas, não perdi a hipótese de assistir à prova bem como, previamente, aos treinos, nos dias que antecederam a corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu lugar era no fim de uma reta, antes do Hotel Lisboa e tinha-me sido prometido por quem já tinha experiência da prova, um fartote de acidentes já que os carros, ali, eram obrigados a fortes desacelerações antes de virarem à direita e era comum acontecerem "precalços"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na altura, André Couto era a grande esperança lusa na corrida e juntava à representação da nação o facto de ser filho da terra. Se bem me lembro, a coisa não lhe saiu particularmente bem naquele ano.Mas, ali estava eu, sentado nas bancadas, começando a perguntar-me que raio de piada havia em ver, de dez em dez minutos, passar uma série de carros para, depois, ficarmos para ali à seca quando, por força de me entreter a brincar com a minha máquina fotográfica, esta me cai das mãos e passa pelo meio dos degraus que compunham a bancada (que era do tipo desmontável), indo aterrar uns bons metros mais abaixo numa zona de terras empapadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina não era grande coisa mas era a que eu tinha e, ainda por cima, onde estava o rolo com as fotos daquelas minhas férias. Nem pensar em deixá-la perdida à espera que um caranguejo a encontrasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me e, tentando não perder a referência a onde estava sentado, saí das bancadas. Expliquei a um segurança filipino o que tinha acontecido, este ficou um pouco à nora mas lá me deixou passar para as traseiras das bancadas onde me esperava uma selva de "tubos" de bambu. Como quem vive na selva é o Tarzan, achei que a única maneira de chegar à minha máquina seria mesmo imitar o homem-macaco. E por ali fui eu, na invejável forma física dos vinte e poucos anos, balançando e rodopiando pelo meio do "canavial" - qual trapezista, por vezes -, até chegar ao ponto onde tinha avistado a câmara. Fielmente esperando pelo dono, lá estava ela, meio enterrada no lodo. Recuperei-a e refiz o caminho, desta feita com mais calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, esqueci-me de bater no peito mas devia tê-lo feito para comemorar o único momento emocionante do "meu" Grande Prémio de Macau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... e acidentes? - nem um...  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3451068403686493489?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3451068403686493489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/gp-de-macau-e-maquina-perdida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3451068403686493489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3451068403686493489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/gp-de-macau-e-maquina-perdida.html' title='Um Tarzan no GP de Macau'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5L1wfc_x7vc/TqwXdpiRQHI/AAAAAAAAzXQ/p8X3WIAlVoM/s72-c/gp-macau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2867218767172820596</id><published>2011-10-29T01:30:00.002+01:00</published><updated>2011-11-03T13:13:30.941Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2008'/><title type='text'>O sereno madeirense</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1tMNEDnK4o8/TmDIzPOqL7I/AAAAAAAAu9s/4VuqTRsSEx0/s1600/IMAGE_704.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-1tMNEDnK4o8/TmDIzPOqL7I/AAAAAAAAu9s/4VuqTRsSEx0/s320/IMAGE_704.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Praia de Sâo Vicente&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2008/12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem estava sentado na paragem de camioneta em São Vicente, sozinho e olhando serenamente para o monte que ficava defronte. Uns momentos depois de também eu me sentar no banco perguntou-me pelas horas. Por estarmos ali apenas nós dois e aquela parte da ilha da Madeira não ser, nem de longe, um ponto de grande movimento, começámos a conversar para ocupar o tempo que ainda restava para a chegada da carreira que me levaria de volta ao Funchal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez dentro da camioneta, sentámo-nos ao lado um do outro, um em cada lado do corredor e continuámos a praticar sobre diversas coisas. Era ele que dizia quase tudo, lembrando e contando pequenas histórias suas que iam desde a infância por aquelas paragens até à guerra colonial, todas elas com toques característicos que me deleitavam. A sua pronúncia madeirense, em grau ligeiro que lhe emprestava um tom ponderado ao discurso, assentava bem ao seu olhar claro e calmo, vagamente perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós partimos daqui, um regimento cá da zona, e fomos para a Guiné. Eu tinha lá uma preta que me tratava da roupa e... "coise".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem terminava quase todas as frases com um sumido "coise" que eu achava cada vez mais ternurento. Notava-se nele o ar do solitário, condenado pelas circunstâncias da vida a "andar por ali". Falou-me da sua única vinda a Lisboa "durante cinco dias para andar com a minha filha em hospitais". Da cidade nada viu e a filha, perdeu-a por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui é seguro mas, no outro dia fui roubado, na Ribeira Brava. Andava a passear na praia e três sujeitos chegaram perto de mim e "coise".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu semblante não variava muito consoante a história fosse divertida, triste ou revoltante. O olhar, sempre apontado lá para a frente da camioneta, como se procurasse no fundo da estrada as imagens do que tinha vivido, apenas aqui e ali um pouco alterado, quase impercetivelmente, como no caso da recordação da morte da filha....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhe que estava a gostar da Madeira, que era bonita e que estavam a ser umas boas férias. Apeteceu-me acabar com um "coise" mas isso só faria de mim um fraco imitador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a camioneta chegou à Ribeira Brava, o homem despediu-se de mim. Ia mudar de carreira ali enquanto que eu continuaria para o Funchal. Vi-o sair com pena minha. A conversa estava agradável e o ar tranquilo do ilhéu aveludava o passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dali, voltei a ter a paisagem como companhia: havia mar, sol e... "coise".&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2867218767172820596?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2867218767172820596/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/o-sereno-madeirense.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2867218767172820596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2867218767172820596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/o-sereno-madeirense.html' title='O sereno madeirense'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1tMNEDnK4o8/TmDIzPOqL7I/AAAAAAAAu9s/4VuqTRsSEx0/s72-c/IMAGE_704.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-6124810093104110671</id><published>2011-10-27T22:51:00.002+01:00</published><updated>2011-11-03T13:13:39.315Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>O trilho na selva</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ly5jB62EAaQ/Rw3wBLAN9eI/AAAAAAAACu0/77a738B1CqA/s1600/CIMG0987.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ly5jB62EAaQ/Rw3wBLAN9eI/AAAAAAAACu0/77a738B1CqA/s320/CIMG0987.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2006/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No parque das cataratas de Iguaçu (ou, na língua local "Iguazu"), na Argentina, há um trilho que avança pela selva adentro. O interesse de o percorrer é que passamos por uma ou duas pequenas quedas de água, escondidas e onde é possível tomar um belo banho já que formam um pequeno lago junto de si e as próprias cachoeiras não têm, nem por sonhos, a violência que salta à vista nas &lt;i&gt;prima-donnas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À entrada do trilho há um aviso chamando-nos a atenção para o facto de irmos entrar numa zona selvagem onde podem acontecer encontros com animais... selvagens. Quando lá estive, olhei para aquilo mas não liguei muito. Avancei pelo caminho sem grandes preocupações mas, quando dei por mim já afastado da linha do pequeno comboio que atravessa o parque (há uma paragem perto do começo do trilho), comecei a pensar exatamente em que bicharada poderia eu vir a encontrar. Lagartos e cobras não seriam problema porque é mais o medo que têm de nós do que o contrário mas... e onças ou jaguares ou lá como chamam aos gatos grandes e bravos que vivem por aquelas paragens? Um encontro com uma onça (ou equivalente) é possível e mesmo que a dita estivesse fora do seu horário de trabalho a ideia não me agradava. Resolvi voltar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já estava à espera de que o comboio passasse por ali, vi um casal entrar no trilho, da forma mais descomprometida possível. Comecei a pensar que talvez estivesse a ter zelo em excesso e que o aviso seria apenas uma coisa para situações extremas. Respirei fundo e retomei o trilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei por mim perfeitamente sozinho no caminho pelo meio do mato. De ambos os lados, arbustos e árvores e um silêncio que apenas era, aqui e ali, cortado pelo som de coisas mexendo-se na vegetação. Ah, mas que coisas? Comecei a sentir-me observado. Não ganhei medo mas, pelo sim, pelo não, resolvi pegar na única e fraca arma que tinha à minha disposição: o cinto das calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolei a ponta do cinto ao pulso e comecei a rodá-lo vigorosamente à minha frente. Isto teve, desde logo, a vantagem de afastar as nuvens de mosquitos que se me deparavam. Senti-me mais confiante, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certa altura, e após um bom tempo, comecei a ouvir umas vozes e, uns metros mais à frente, pude chegar a um ponto onde via, à esquerda e mais abaixo, uma queda de água em cujo lago dois rapazes tomavam banho. O cenário pareceu-me tão à vontade que até achei tola a minha preocupação com os bichos do mato. Cruzei-me com o casal que tinha visto antes e que já fazia o percurso de volta. Andei mais um pouco e também eu resolvi voltar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ojXbakB1x6A/Rw3uZ7AN8_I/AAAAAAAACq4/FA4HSaE6yfk/s1600/CIMG0956.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-ojXbakB1x6A/Rw3uZ7AN8_I/AAAAAAAACq4/FA4HSaE6yfk/s320/CIMG0956.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;Os receios que tinha tido, agora, eram quase inexistentes. Embora mantivesse a "hélice" feita com o cinto em perfeito movimento não deixei de ir tomando atenção aos sons. A certa altura, e seguindo-se a um som nos arbustos, vejo um lagarto do tamanho de um braço aparecer no caminho, uns metros à frente. Tratava-se de mais um exemplar de um réptil muito vulgar por ali e que já aprendeu a aproveitar a comida dos visitantes, não fugindo deles. No entanto, aquele espécime era menos social e, ao ver-me, desatou numa correria que qualquer um de nós pensaria impossível em tão pequeno bicho. Patas bem levantadas, pousando só a pontinha dos dedos, o lagarto (lagartão, ficaria melhor...) desapareceu num ápice, deixando-me ali parado a apreciar-lhe a velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando no trilho, ainda vi mais alguns lagartos (devia ser a hora do seu passeio), todos eles se refugiando de volta aos arbustos quando me viam. De onças, nada vi e foi melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: se me tivesse deixado dominar pelo receio causado pelo aviso, teria deixado de fazer um passeio agradável e de ter visto (mais) uns pontos bonitos do parque argentino de Iguaçu. Não quer isto dizer, de forma alguma, que se deva ignorar os letreiros e avisos mas apenas que se deve pensar que, se os caminhos estão abertos, é porque é para as pessoas os percorrerem e, portanto, só mesmo em situações extremas (provavelmente à noite) é que poderá haver algum problema. Há que manter uma dose de despreocupação q.b. para podermos aproveitar o que nos aparece à frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-6124810093104110671?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/6124810093104110671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/o-caminho-pela-selva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6124810093104110671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6124810093104110671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/o-caminho-pela-selva.html' title='O trilho na selva'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ly5jB62EAaQ/Rw3wBLAN9eI/AAAAAAAACu0/77a738B1CqA/s72-c/CIMG0987.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3833625672928087970</id><published>2011-10-26T22:19:00.001+01:00</published><updated>2011-11-03T13:13:47.158Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>A caça às Gueixas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GJMwlwkYUKg/RyyUeJxwViI/AAAAAAAAHoQ/mApZRG0iBdQ/s1600/CIMG0393.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-GJMwlwkYUKg/RyyUeJxwViI/AAAAAAAAHoQ/mApZRG0iBdQ/s320/CIMG0393.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2003/04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Quioto existe um bairro chamado Gion. Esta zona é conhecida por ser aquela onde existem as casas de chá onde as gueixas trabalham e, por causa disso, é um dos destinos turísticos desta cidade japonesa. Entenda-se, no entanto, que não estamos a falar de camionetas despejando turistas para serem "gueixados" mas sim de pessoas que percorrem a cidade a pé para, uma vez dentro do bairro, andarem de rua em rua tentando apanhar uma gueixa em passo apressado, transferindo-se entre casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma espécie de caça, portanto, mas onde o caçador empunha uma máquina fotográfica com a qual tenta capturar o momento em que uma porta se abre rapidamente e de lá sai uma mulher aperaltada segundo os preceitos da profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua, as gueixas não dão qualquer confiança aos transeuntes e mesmo que estes estejam carregados de máquina fotográficas, sejam estrangeiros e peçam por amor de deus para que elas posem para uma fotografia, as pequenas não o fazem, ignorando olimpicamente toda a gente, no seu afã para chegarem ao próximo local de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem queira ir além dos rápidos avistamentos destas lendárias profissionais do prazer (mas não prostitutas, como vulgarmente se julga), há sempre a hipótese de ir ver um espetáculo a um teatro existente no mesmo bairro e que se chama "Gyon Corner". A sala tem (ou tinha) um ar usado e o público era em pouco número mas foi com agrado que vi uma sucessão de quadros tradicionais, desde a famosa cerimónia do chá a teatro e dança tradicionais. E gueixas, claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À saída, um par de jornalistas da Formosa fazia algumas perguntas a quem saía. Como o Inglês da moça que me "entrevistou" era péssimo, só posso suspeitar que, num qualquer jornal de Taipé, terá saído uma notícia sobre um português que toda a vida desejou ser gueixa...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3833625672928087970?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3833625672928087970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/caca-as-gueixas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3833625672928087970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3833625672928087970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/caca-as-gueixas.html' title='A caça às Gueixas'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GJMwlwkYUKg/RyyUeJxwViI/AAAAAAAAHoQ/mApZRG0iBdQ/s72-c/CIMG0393.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-1656788508965856007</id><published>2011-10-25T21:16:00.001+01:00</published><updated>2011-11-03T13:13:58.698Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>As máquinas de venda</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XadXUTHVnec/Ryy09pxwWpI/AAAAAAAAHxs/fip6qNeOGfk/s1600/CIMG0184.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-XadXUTHVnec/Ryy09pxwWpI/AAAAAAAAHxs/fip6qNeOGfk/s320/CIMG0184.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;2003/04&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;No Japão existe um fenómeno que só seria possível num país com um elevadíssimo grau de civismo: as máquinas de vendas (ou, como gostam de dizer os palermas com a mania de que são modernaços: as máquinas de &lt;i&gt;vending&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para qualquer lado para onde nos viremos, ao fim de alguns metros encontramos um conjunto de máquinas nas quais nos é possível comprar latas de café, latas de sumo, garrafas e garrafões (!) de cerveja, comida, etc. Em Tóquio, sobretudo, a presença destas úteis máquinas é avassaladora e nunca damos por nós com necessidade de uma bebida e sem ter onde a comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que faz concorrência às máquinas de venda é os minimercados (ou lojas de conveniência). Estes, têm uma implantação tão intensa que é praticamente impossível passar numa rua onde não haja, pelo menos, um, dois... ou três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando andei pela terra do sol nascente, lembro-me de que aquilo que eu mais comprava nas máquinas era café. É que a sofisticação local vai ao ponto de as máquinas venderem latas de café... quente. Diga-se, de passagem, que a bebida não era propriamente uma maravilha e que, mesmo mudando de marca, o sabor continuava a ser um bocado "artificial" mas, por ¥120 (na altura, o equivalente a 180$00, ou seja, uns atuais € 0,90), era possível reconfortarmo-nos quando nos apetecesse e ainda variarmos entre uma série de tipos de café à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me de que a marca que dominava o mercado era a Georgia, pertencente ao grupo Coca-Cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se viam máquinas avariadas ou vandalizadas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-1656788508965856007?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/1656788508965856007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/as-maquinas-de-venda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1656788508965856007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1656788508965856007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/as-maquinas-de-venda.html' title='As máquinas de venda'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XadXUTHVnec/Ryy09pxwWpI/AAAAAAAAHxs/fip6qNeOGfk/s72-c/CIMG0184.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3316539817595950892</id><published>2011-10-23T09:59:00.000+01:00</published><updated>2011-11-03T13:14:25.060Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>O ladrão de almoços</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/c-hoare/5120436905/" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-LPGc3r8GHq0/TqPRHkWQ-uI/AAAAAAAAzWc/4IApVYpZpak/s320/coatil.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Este teve o que merecia...&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No parque das cataratas de Iguaçu, mais concretamente no lado argentino, há um engraçado animal que se passeia por entre os turistas, habituado que está a beneficiar da generosidade dos visitantes. É o Coati (ou Quati), um mamífero aparentado do Guaxinim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria de esperar, um dos locais preferidos dos coatis é a zona de refeições do parque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após muito fotografar e cansado de caminhar e subir e descer escadas para me banhar (literalmente, quase) em toda aquela beleza das cataratas, havia que ir retemperar forças. Dirigi-me ao "restaurante" (uma espécie de café que serve sandes e refeições rápidas) e comprei uma sanduiche e uma água fresca. Podia ter-me sentado nas mesas que havia no interior mas, que raio, estava no meio da natureza e achei muito melhor abancar no exterior, onde existem diversas mesas à disposição de quem ali queira tomar as refeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tabuleiro na mão, dirigi-me para a mesa escolhida e sentei-me. Quando ainda estava a gozar o relaxamento do corpo, vejo um coati caminhando na minha direção, ainda a uns metros de distância, seguido pelos esperados sorrisos de quem por ali andava. O bicho era muito engraçado e deixei-me ficar olhando para ele. Ao chegar junto de mim, passa por trás e, com a maior das desenvolturas, sobe à cadeira ao lado da minha e lança, da forma mais despudorada, as mãos à minha sandes (que ainda estava no plástico). Eu estava a ser roubado por um animal! Num instante, decidi lutar pelo meu almoço e agarrei como pude o pacote da sanduiche. Pois a criatura não desistiu e, por uns brevíssimos instantes, tivemos um macacu nu e um coati lutando por alimento, cada um puxando para o seu lado. Para minha vergonha, o coati venceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À volta, os turistas riam e tiravam muitas fotografias ao pequeno ladrão que, com a mesma calma com que chegou, partia agora levando consigo o meu almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei irritado com a situação e, sobretudo, comigo mesmo, que tinha lido num guia turístico um aviso relativamente a situações destas. Sim, eu não era um caso isolado mas sim mais uma vítima de uma rede de larápios de quatro patas que recorre ao seu focinho laroca e ar engraçado para distrair os incautos visitantes e lhes subtrair a comida. Maldição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi ir reclamar ao restaurante. A verdade é que os coatis andam com etiquetas do parque e, portanto, ladrões que são, são-no com a complacência das autoridades. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse ao empregado que estava de serviço, um índio, que um coati me tinha roubado o almoço e que a responsabilidade era deles porque os animais lhes pertenciam e deixavam-nos andar na zona das refeições. Que não, que não... Ah sim, e quero uma nova sandes. Que não, que não... Resolvi desistir. Não iria acrescentar à humilhação de me deixar roubar por um animal (nem um macaco era...) o ridículo de estar a discutir em público. Fiquei-me pela garrafa de água e continuei o passeio, que não há nada melhor para desanuviar do que caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho da mãe do coati!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3316539817595950892?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3316539817595950892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/o-ladrao-de-almocos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3316539817595950892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3316539817595950892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/o-ladrao-de-almocos.html' title='O ladrão de almoços'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LPGc3r8GHq0/TqPRHkWQ-uI/AAAAAAAAzWc/4IApVYpZpak/s72-c/coatil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2099101332193853912</id><published>2011-10-22T15:34:00.000+01:00</published><updated>2011-11-04T06:59:29.356Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malásia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1996'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Não esqueçam a gravata, por favor...</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gv8JymH06zw/TqLU0PkRCaI/AAAAAAAAzWM/eUfym6YUNXU/s1600/genting-highlands.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-gv8JymH06zw/TqLU0PkRCaI/AAAAAAAAzWM/eUfym6YUNXU/s1600/genting-highlands.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A zona de Genting Highlands é uma área montanhosa da Malásia, densamente arborizada (como todo o país) e que fica a apenas umas dezenas de quilómetros da capital, Kuala Lumpur. A principal atração da zona é um complexo de diversão existente "lá no topo" que inclui hotéis, parques de diversão (cobertos e ao ar livre), casinos e tudo o mais que se espera em semelhante sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos, numa excursão chinesa pela Malásia, fui parar às ditas "Highlands". O "cenário" é lindíssimo e não nos podemos restringir ao complexo hoteleiro, havendo que visitar o templo chinês, passear pelo meio da natureza e até, se possível, andar no teleférico que nos assegura, com toda a certeza, uma vista de cortar a respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... é impossível fugir à atração exercida pela quantidade de diversões "dentro de casa" e que estão disponíveis num contínuo que interliga os diversos edifícios. Ali, havia de tudo. Depois de experimentar um cinema onde as cadeiras se mexiam simulando os movimentos de uma nave espacial no soberbo filme "Aliens", de andar num barquinho pelo meio de uma cândida coleção de bonecas de todo o mundo que me iam dizendo adeus, de jogar em máquinas e andar em carrosséis, resolvemos - eu e a minha irmã -, ir dar uma volta a um casino. À entrada, nós e um grupo de turistas chineses somos mandados parar por não estarmos vestidos apropriadamente. Qual o mal? A ausência de gravata! É claro que a obrigatoriedade do ridículo trapo era apenas para os homens porque - como de costume -, às mulheres é permitida uma enorme liberdade na indumentária. Seguimos em frente rindo-nos da exigência mas, ao olharmos para trás, vimos o grupo de chineses preparando-se para entrar no casino já que o estabelecimento estava preparado para ajudar os turistas: quem não trazia gravata tinha umas fornecidas pelos funcionários logo ali na entrada. E lá entraram os chineses: de t-shirts, calções e ténis mas... de gravata. :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2099101332193853912?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2099101332193853912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/nao-esquecam-gravata-por-favor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2099101332193853912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2099101332193853912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/nao-esquecam-gravata-por-favor.html' title='Não esqueçam a gravata, por favor...'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gv8JymH06zw/TqLU0PkRCaI/AAAAAAAAzWM/eUfym6YUNXU/s72-c/genting-highlands.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3270078010836639653</id><published>2011-10-20T22:53:00.000+01:00</published><updated>2011-11-03T13:14:41.178Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>2500 km por Portugal - parte 4 (2011/10/02)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-REI4dDQD-lA/TqCZxy66hjI/AAAAAAAAzV8/-H2hvGvBUxE/s1600/SDC17593.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-REI4dDQD-lA/TqCZxy66hjI/AAAAAAAAzV8/-H2hvGvBUxE/s320/SDC17593.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Praia fluvial no rio Ocrezas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Saí da Pousada de Juventude por voltadas 09:00 quando o ar estava ainda fresco. Desci a rua onde fica oIPJ e apanhei a Av. de Zuhai (caso não saibam é a cidade chinesaque faz fronteira com Macau). Levava o GPS ligado e com o percursopreviamente marcado (Sarzedas – Martim Branco – Castelo Branco)mas nem foi preciso ligar às indicações do aparelho já que, aochegar à primeira rotunda (aqui, também há muitas), imediatamentevi a placa indicando a direção de Sarzedas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;As estradas (boas) estavam praticamentevazias o que ainda tornou o passeio mais agradável. A paisagem entreCB e Sarzedas é absolutamente verdejante e montanhosa. Bem... aquilonão são bem montanhas mas sim montes. Será que se pode dizer“montosa”? Fica então assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A certa altura, ao passar uma ponteainda do tempo da Monarquia, vejo, junto a uma casa de guardaabandonada, uma indicação de praia fluvial. Apanho o caminhodescendente, em terra batida e que logo passa por debaixo da ponte. Auma centena de metros, após passar por um casarão enorme (eincaracterístico) que também me pareceu estar ao Deus dará,estacionei o carro. O rio que ali passa entre os montes chama-seOcrezas e, ao fazer uma curva e uma contra curva, deixa algumas“praias” de pedras. Nalguns locais, a água é bastante pouca esó lá mais para a frente, o curso parece ganhar mais corpo. O sítioé bastante bonito e, àquela hora e com a total ausência de gente,ganha um tom relaxante. Uma série de fotografias ao rio, às margense à ponte e toca a subir para a estrada para Sarzedas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;A fraude de Sarzedas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas.. que terra é esta Sarzedas que jámencionei três vezes? É uma “aldeia de xisto”. As aldeias dexisto (&lt;a href="http://www.aldeiasdexisto.pt/"&gt;www.aldeiasdexisto.pt&lt;/a&gt;)são localidades onde ainda existem casas feitas, precisamente, nessetipo de  pedra. Já tinha visitado duas na zona da Lousã e,portanto, tinha uma ideia muito precisa do que queria ver. Apósconsultar o site do “projeto” (cuja navegação, por vezes, é umpouco confusa), escolhi algumas aldeias que me interessariam ver naregião de CB. Ainda por cima, no caso de Sarzedas havia uma extensacaminhada que podia ser feita e que me permitiria abarcar duas outrês aldeias.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando cheguei à terra, logo vi, noseu início, uma placa com o símbolo das “Aldeias de Xisto”.Junto a este, uma placa com informação sobre a caminhada que eupretendia fazer. Ambas as indicações estavam ao lado de uma capela,branquinha. Deixei o carro estacionado ao lado do templo, numaagradável sombra e preparei-me para começar a visita. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BOR0v7UP1g0/Tpm1SweoGkI/AAAAAAAAwoY/K6w5xocZ6BM/s1600/SDC17606.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-BOR0v7UP1g0/Tpm1SweoGkI/AAAAAAAAwoY/K6w5xocZ6BM/s320/SDC17606.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Sarzedas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Aquele sítio onde estava, narealidade, era uma espécie de arrabalde da aldeia de Sarzedas jáque o seu corpo está sobre um cabeço, tendo pelo meio uma depressãoonde os habitantes têm hortas. Ao longe, todas aquelas casasalinhadas acabam por fazer um efeito de conjunto engraçado masimediatamente o visitante nota um pequeno problema: são brancas..&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Entrei no “burgo”, tentando seguiras informações que trazia numas páginas descarregadas do site dasaldeias. Eu parecia estar a respeitar, precisamente o que lá estavamas, ao fim de trezentos metros, já me faltavam as “casasbrasonadas”. Oh diabo... Segui por uma das ruas principais, até irter a um largo onde fica um pelourinho e uma igrejinha. O cenárionão é bonito mas sempre era melhor que a sucessão de casasdesengraçadas – e brancas -, pelas quais se passa até chegar ali.Continuando a seguir o guia, era altura de tomar uma estrada romana.Eu bem olhei para o chão mas não havia ali absolutamente nada queme fizesse recordar de uma via antiga. Levantei o olhar e vi, naparede, uma placa indicando “Rua da Estrada Romana”. Ah! Não hápropriamente uma estrada romana: é a rua que tem esse nome.... Quepena quem fez o guia não o saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Acabando de fazer uma curva apanhei, àdireita, uma ruazinha onde – finalmente! - vi duas casas de xisto.Embora estivessem arranjadinhas, não me impressionaram. Apesar detudo, quando pensamos numa “casa de xisto”, não nos limitamos aimaginar o material das paredes mas sim um “certo” tipo de casa,com um ar romanricamente rústico. Não era o caso das que aliestavam. Um pouco mais acima, a igreja matriz dominava um largo dealgum tamanho, onde duas mulheres se atarefavam varrendo o chão.Comoa igreja estava fechada, subi logo a um miradouro ali ao lado, ondeestá o resto de um campanário e que é o ponto mais facilmentereconhecível de Sarzedas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PlMXGSlK9Jw/Tpm1W3y2ubI/AAAAAAAAwow/Y_MB9pJ5uK0/s1600/SDC17612.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-PlMXGSlK9Jw/Tpm1W3y2ubI/AAAAAAAAwow/Y_MB9pJ5uK0/s320/SDC17612.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pelourinho e Igreja da Misericórdia&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Decidi voltar atrás, conforme indicadono guia, passando por outra rua. O tom desinteressante do sítiomanteve-se em toda a extensão da rua, mais uma vez apenas quebradopela passagem pelo largo com o pelourinho. A partir dali, dos “pontosde interesse” da terra, só me faltava a fonte velha. Descendo umalonga rampa lá fui dar, a uma “cova” onde um “paredão”enfeitado largava água que ia alimentar um lavadouro, daquelescobertos, com um tanque no meio. Tudo parecia estar entregue aoabandono e o tom esverdeado da água que se acumulava no tanque assimo provava.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A partir dali começava o corta-mato.Identifiquei o trilho referido pelo guia e logo nos primeiros metrostive de puxar pelas pernas para vencer um terreno em mau estado.Acabei por conseguir subir até, pouco acima, chegar a um local ondehavia uma estrada e, dois metros antes, uma árvore com uma marcaindicando viragem à direita. Olhei nesta direção e apenas vi matosem qualquer uso que me desse a ideia de um trilho. Como junto àestrada não havia nenhuma marca indicando ser o caminho errado,achei que talvez fosse de deixar o mato e voltar ao conforto doalcatrão. A estrada (rua, i.e.), seguia entre casas à esquerda eárvores à direita. Quando chegou ao fim, eu estava em pleno centrode dia de Sarzedas e já tinha duas pessoas espreitando pelasjanelas. Para não parecer demasiadamente estranho, perguntei a umaque mais se debruçava se por ali ia ter à estrada principal. Aresposta foi afirmativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A esta altura, eu já tinha abandonadoo projeto da caminhada. Olhando melhor para o guia e pensando nasdificuldades que se me deparariam em termos de identificação dostrilhos a seguir, achei que era melhor ir de carro até aos pontosprincipais do trajeto. Assim o fiz e, só por azar meu, não vinenhuma casa de xisto nem que ostentasse algum brasão. Como “aldeiade xisto”, Sarzedas é uma fraude e a sua inclusão no roteirodeste tipo de aldeias só pode retirar credibilidade ao mesmo. Daquipara a frente, todo o cuidado é pouco quando planear um passeio...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A próxima paragem era Rapoula, num circuito que prometia algumas casas de xisto, uma belaribeira e umas minas de volfrâmio abandonadas. Dei por mim andandopor estradas perdidas - todas elas de muito boa qualidade -, epassando em aldeias onde as estradas quase pareciam já pertencer àcasa de alguém. Sem saber bem onde estava (o GPS ia indicando unsnomes), dei por mim entrando num caminho de terra batida (um velhohábito meu) que começava “abruptamente” a seguir a uma casa.Não sabia onde aquilo ia dar e não havia indicações nenhumas. Euestava, vagamente, à procura das minas e o GPS até indicava que euestava em Gatas (o local certo, portanto) mas, a única coisa que vifoi uma ribeira aparecendo pelo meio dos arbustos. Parei o carro nomeio do caminho e desci em direção ao curso de água. Ainda bem queo fiz porque, de um dos lados o cenário é muito bonito, com a águacorrendo bucolicamente entre margens arborizadas. Um pouco mais aofundo, montes.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MgmIbRp9qns/TqCZY5Nh-dI/AAAAAAAAzV0/rEoKtTeVrsg/s1600/SDC17630.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-MgmIbRp9qns/TqCZY5Nh-dI/AAAAAAAAzV0/rEoKtTeVrsg/s320/SDC17630.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Passeei um pouco junto à ribeira eresolvi atravessá-la onde isso era possível (havia ali um açude)para ver como eram as coisas na outra margem. Lá em cima, quandoainda vinha na estrada, tinha notado um casarão grande, de pedra,numa encosta e tinha a certeza que, atravessando a ribeira iria ládar. Assim foi. Após caminhar alguns minutos, fui dar a um localonde havia algumas casas (ou restos delas). Tudo estavaabandonado/fechado. Do lado direito, uma bela casa, grande, com umalpendre e um forno de pão mostrava janelas partidas e atravésdestas se via que, no interior, tudo estava entregue ao tempo. Entreina casa por uma porta escancarada que dava acesso a uma pequena salinha com o que parecia ser uma arrecadação feita em madeira. Umcurtíssimo corredor dava acesso a uma sala igualmente pequena ondeainda estavam duas cadeiras junto a uma lareira, como quelembrando-nos de que alguém teria passado ali muitas noites tentandovencer o frio.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Saí da casa e fiz tenção de acontornar. Um pouco mais acima, a ausência de uma porta deu-meacesso ao que teria sido o local onde o gado pernoitaria. Mais umavez, o abandono era total e apenas restavam duas enormes arcas(salgadeiras?), um recipiente para a comida dos animais e restos deum barril. Por trás da casa, um minúsculo palheiro e, uns metrosmais abaixo, os restos de duas ou três edificações. No andarsuperior da casa não pude entrar porque estava fechado.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Abandonei a cena do crime (e não o é,abandonar uma casa grande e bonita?), descendo em direção àribeira.A zona continuava sendo bonita, com muitas árvores, aribeira, mais uma casa de pedra, terrenos mais ou menos cultivados eoutro açude de onde escorria vagarosamente alguma água. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fiz o percurso de volta até ao carro.Agora, era tempo de ir ver Martim Branco. Guiado pelo GPS,reatravessei os sítios por onde tinha passado e ganhei novasestradas. Numa ou noutra vez, uma má interpretação das indicaçõesdo PDA fez-me quase entrar na garagem de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando estava apontado a Martim Branco,numa pista elevada, vi a indicação de Gatas. Lembrei-me da minaabandonada e fiz o desvio. Passeio por um sítio onde se notava aencosta com muito cascalho revolvido e, defronte, umas casas grandes,completamente em ruínas. Indicações: nenhumas. Voltei para trásao chegar à aldeia. Ao passar junto à zona suspeita vi uns casaisque se preparavam para dar uma volta. Fiquei com a certeza de que amina estaria ali mas continuei.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;De novo na estrada, em velocidade decruzeiro, não resisti a uma placa indicando nova praia fluvial. Comojá tinha ido a duas (Belver e Ocreza) e tinha gostado, resolvitentar a sorte pela terceira vez. Após muito andar pelos montes,atravessei a inclinada aldeia do Sesmo. No fim da descida, fui dar àpraia. Na realidade, aquilo é mais uma piscina já que o rio (ouribeira, desconheço) tem as margens perfeitamente arranjadinhas emuradas. Não há cascalho, não há areia...apenas uma pontezinha,um bar e aquele ar de piscina. Não fiquei mais do que dois minutos.Esforçadamente, o carro subiu o monte. Pacientemente, refiz, nosentido inverso, o caminho por onde tinha acabado de passar.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando cheguei à estrada principal, aideia de ir ver as minas invadiu-me a cabeça. Se elas estavam ali,porque não ir vê-las? Quem anda é o carro... Cedi ao argumento edevorei rapidamente os quilómetros até Gatas. As pessoas que eutinha visto ainda lá estavam e confirmei com elas se ali eram mesmoas minas. Em boa hora o fiz porque foram as suas indicações que mepermitiram identificar onde estavam os restos das estruturas, tal éa forma como estão cobertas pela vegetação.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c2e-tFY6ePA/TqCaUy0Yd3I/AAAAAAAAzWE/dm_OGtzETxM/s1600/SDC17677.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-c2e-tFY6ePA/TqCaUy0Yd3I/AAAAAAAAzWE/dm_OGtzETxM/s320/SDC17677.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mina abandonada em Gatas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O primeiro ponto a ver era um buraco nochão, atrás de uma árvore e que dava acesso a uma galeria. Aentrada, estreita e entulhada, exigia que me sujasse entrandodeitado. Este desconforto e algum medo fez-me ficar à “porta”.Fotografei, com flash, um túnel perfeitamente definido e, com alanterna, pareceu-me ver que, ao fundo haveria uma parede o queentrava em contradição com a indicação que me tinham dado  queseria que o túnel ia dar a um buraco um pouco mais cima. Talveztivesse havido um abatimento de terras. Saí dali, e subi o caminhode cascalho que contorna a elevação. Avistei por entre a cerradavegetação umas estruturas e enfiei-me pelos arbustos até chegar aum local onde havia um buracão (o poço da mina?) rodeado porferraria muito enferrujada e caída pelo chão. O local exigia algumcuidado junto às margens do buraco por haver destruição daestrutura. Olhando para baixo, apenas se entendia ser aquilo uma covaatulhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Como me tinham dito que ainda havia umacasa uns metros acima mas cujo acesso era impossível por causa domato cerrado, resolvi tentar a sorte. Subindo acabei por ver umachaminé que se erguia acima dos arbustos. Tentei um caminho masaquilo só com uma catana. Após ter desistido e quando já descia,reparei que havia uma zona onde um pouco menos de arbustos quaseindicavam um caminho. De facto, por aí consegui chegar às traseirasde duas casas completamente arruinadas e que em tempos terão dadoapoio aos mineiros. Estava vista a coisa. Agora, só me faltavaatravessar a estrada para ver os casarões que teriam pertencido àlogística da mina.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao casarões são uma ruínairrecuperável e, verdade seja dita, não apresentam qualquer valorarquitetónico, sendo meros edifícios utilitários. Após algunsminutos, farto de ver restos de parede, voltei para o carro. Já sóme faltava Martim Branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/PortugalSarzedas2011_10_02?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3270078010836639653?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3270078010836639653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/2500-km-por-portugal-parte-4-20111002.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3270078010836639653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3270078010836639653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/2500-km-por-portugal-parte-4-20111002.html' title='2500 km por Portugal - parte 4 (2011/10/02)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-REI4dDQD-lA/TqCZxy66hjI/AAAAAAAAzV8/-H2hvGvBUxE/s72-c/SDC17593.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-6849376038654483228</id><published>2011-10-20T14:31:00.003+01:00</published><updated>2011-11-03T13:14:49.745Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Chamem o trator!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FkxH7Js0aoE/TqAj_K04QxI/AAAAAAAAzVs/VkioRmMPLOc/s1600/Alandroal+0717609.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-FkxH7Js0aoE/TqAj_K04QxI/AAAAAAAAzVs/VkioRmMPLOc/s320/Alandroal+0717609.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O "Castelo Velho"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2006/04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na zona do Alandroal, mais propriamente entre Hortinhas e Terena, num monte sobranceiro à albufeira da ribeira de Lucefecit, há um monumento nacional chamado "Castelo Velho". Trata-se de um daqueles sítios arqueológicos que acumulam ocupações por vários povos ao longo dos séculos mas cujo interesse, dada a total ausência de "espetacularidade" das ruínas é, infelizmente, mais para especialistas do ramo do que para o público em geral. Para este vale, no entanto, a bonita vista que se tem lá do alto. Quanto ao esforço para lá chegar, fica ao critério de cada um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Descobri" este sítio quando andava a passear pelo Alentejo e, após visitar Terene, me encaminhava para Évora. Como me acontece sempre, não resisti a ver uma placa indicando um monumento e meti o carro pela estrada que saía da aldeia de Hortinhas em direção ao campo. Ao fim de pouco tempo, a via era um caminho de terra algo inclinado e resolvi deixar o automóvel numa curva onde havia espaço para ele ficar confortavelmente. A partir daí, segui a pé, tentanto não perder o rasto às indicações que me apontavam o caminho para as ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo estava muito quente e seco, a vegetação não dava qualquer sombra e só mesmo a curiosidade em ver o monumento me fez continuar e não voltar atrás. Alcancei o morro onde estão as ruínas, subi-o a custo e, uma vez lá em cima, tive a desilusão de ver que o "Castelo Velho" mais não é que do que uns poucos restos de paredes que não alcançam sequer o nosso joelho. A vista, contudo, era muito bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei-me ficar ali algum tempo, o suficiente para descansar à sombra (há umas árvores no local) e ganhar coragem para fazer o caminho de volta até ao carro que, por essa altura, já devia estar transformado num forno capaz de cozer um pão em poucos minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi-me a descer, voltei a atravessar a vegetação, retomei o trilho que me levaria ao início do caminho e, após algum tempo, lá estava eu junto da minha "máquina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme já escrevi, o caminho até ali era de terra e bastante inclinado. Quando comecei a rolar e tive de atacar a inclinação, deu-se o caso de o carro resvalar e as duas rodas do meu lado entrarem numa pequena vala de uns vinte centímetros de altura, daquelas feitas pelo correr da chuva, e que acompanhava o caminho numas dezenas de metros. Estava feito. Bem tentei acelerar, andar para trás, voltar ao ponto inicial mas nada tirava o carro dali. Lembrei-me de acumular pedras junto às rodas atascadas para poder ter tração. Não havia grandes calhaus naquele local mas a natureza lá me forneceu o suficiente para fazer uns montículos junto aos pneus. Foi um esforço inglório: a inclinação era tal que a força do carro se gastava toda a desfazer a minha obra de engenharia sem conseguir subir. O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Jn9yfcq-PeE/TqAilyiIr9I/AAAAAAAAzVc/lm8x5gox12Y/s1600/DSC_2071.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://1.bp.blogspot.com/-Jn9yfcq-PeE/TqAilyiIr9I/AAAAAAAAzVc/lm8x5gox12Y/s320/DSC_2071.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Um carro qualquer...&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Lembrei-me de fazer a pé o caminho até Hortinhas e ver se alguém teria um jipe ou trator com que me pudesse ajudar. O sol parece que tinha ganho mais força entretanto e subir a colina começou a custar-me mais do que devia. Tudo parecia estar a correr mal. Com um tremendo esforço lá consegui chegar à aldeia e perguntar num café por alguém que me valesse. Imediatamente me aconselharam ir a um sítio ali perto onde um homem que tinha um trator me poderia ser de alguma utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma caminhada (desta feita curta) e cheguei à fala com o proprietário da máquina que me iria salvar. Era uma pessoa já de alguma idade e que imediatamente me fez saber que já estava habituado a situações semelhantes. Aparentemente, era relativamente frequente haver "lisboetas" atascados naquelas zonas. Mandou-me subir para o trator e equilibrei-me na parte traseira, do lado direito, junto a uma peça à qual me conseguia agarrar com algum custo. O bólido agrícola partiu, campo adentro, se bem que numa direção que me pareceu contrária àquela onde estava o carro. Confiei em que o homem saberia de um caminho melhor para chegar ao sítio e deixei-me ir, apreciando a paisagem e tentando não cair do trator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de algum tempo, chegámos a um local mais verdejante, junto à ribeira e onde a terra se misturava com a água. Perguntando-me o homem pelo carro, compreendi que ele estava, de facto, enganado. Era ali, então, que os "lisboetas" se costumavam atascar... Disse-lhe que o automóvel estava exatamente do outro lado da colina o que, provocando-lhe um ligeiríssimo esgar de insatisfação, não lhe mandou o ânimo abaixo. Se o carro estava do outro lado, era só subir a colina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tinha andado num trator e desconhecia que aquilo podia ser o equivalente civil a um tanque militar, daqueles que avança por cima de tudo e quem ficar por baixo que se lixe. O homem atacou a colina, repleta de arbustos de todo o tipo, a direito e o trator galgava o terreno de forma poderosa, cortando o caminho através do que lhe aparecesse à frente. Eu ali ia, pendurado e, por vezes, a não ver muito chão debaixo de mim... Ainda ensaiei uma chamada de atenção ao tratorista, que íamos junto a um pequeno precipício, que a roda perto de mim ia toda "inclinada" mas nada fez preocupar o agricultor que, com um sorriso me garantiu que "na há probleeema".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-I-dsj9PjdS4/TqAjCx3k5GI/AAAAAAAAzVk/ZRvb0qP2fA0/s1600/Trator+Massey+Lateral.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="269" src="http://1.bp.blogspot.com/-I-dsj9PjdS4/TqAjCx3k5GI/AAAAAAAAzVk/ZRvb0qP2fA0/s320/Trator+Massey+Lateral.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Um trator qualquer...&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Finalmente, quando eu já começava a pensar se a minha salvação não seria, afinal, a perdição, lá vimos o carro. O homem colocou-se um pouco à frente do dito, atou-lhe uma corda e preparou-se para fazer o serviço de reboque. O carro estava inclinadíssimo para o lado do condutor e, perante a indicação de que eu deveria ir para dentro dele, comecei a achar que ainda acabava a dar uma cambalhota... Mais uma vez, que não, que não me preocupasse. Com um forte puxão (e um pequeno susto meu que me vi quase deitado) o trator recolocou-me as duas rodas na estrada. Alívio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu pensava que ia ser confortavelmente rebocado até ao cimo da colina, fui confrontado com o imediato término do serviço. A coisa era mesmo só para me tirar da vala. A partir dali, eu que fosse pelas minhas próprias... rodas. E conseguiria?, perguntei eu que olhava para a estrada de terra a subir. Que sim, que sim... E lá arranquei, calmamente, com medo de que a terra voltasse a fugir debaixo dos pneus a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar a Hortinhas, estava lá o agricultor à minha espera. "Então, quanto quer pelo serviço?", demandei. Acertou-se a coisa em vinte euros que teriam de ser pagos em Terene por não haver ali um Multibanco. Lá fomos nós, o trator à frente e eu a segui-lo até chegarmos à vila onde, já sentados num café, bebemos uma cerveja e eu ouvi algumas curtas histórias da carreira de "rebocador" deste alentejano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia dizer que me tinha ficado uma lição mas a verdade é que continuo a olhar para o meu carro como uma espécie de tanque capaz de ir a qualquer lado. E, realmente, foi só naquela vez que ele me falhou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-6849376038654483228?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/6849376038654483228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/chamem-o-trator.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6849376038654483228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6849376038654483228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/chamem-o-trator.html' title='Chamem o trator!'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FkxH7Js0aoE/TqAj_K04QxI/AAAAAAAAzVs/VkioRmMPLOc/s72-c/Alandroal+0717609.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2736842643399604773</id><published>2011-10-18T09:32:00.000+01:00</published><updated>2011-10-18T09:32:17.253+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Os Chineses e os pelos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FMdhUI2fB0Q/Tpw3OFl2h0I/AAAAAAAAzFs/37FTEv822eo/s1600/Gong+Zai+Jamesuh.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-FMdhUI2fB0Q/Tpw3OFl2h0I/AAAAAAAAzFs/37FTEv822eo/s200/Gong+Zai+Jamesuh.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quem já tiver dado por si olhando para aquelas pinturas "tradicionais" que adornam as paredes dos restaurantes chineses talvez já tenha reparado que as figuras masculinas lá presentes têm sempre longas barbas. E se o espírito de observação for algum, já deve também ter notado que as pilosidades faciais dos deuses chineses estão em total contraste com as caras imberbes dos empregados. Pois é: é que uma grande parte dos "chineses" não tem barba ou, quando muito, tem-na numa versão muita rala, quase tipo "buço de adolescente". Ora, isto leva a duas coisas: a primeira, que sempre que lhes aparece um pelo na cara, eles o estimam como coisa de grande valor, vendo-se homens ostentando orgulhosamente um ou dois pelos emergindo de uma verruga no queixo ou de um sinal na testa; a segunda, eles apreciam as nossas barbas ao mesmo tempo que nutrem um curioso interesse pelos exóticos pelos no nosso corpo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, estava eu cirandando pelas bancas de uma feirinha na cidade de Zuhai (junto a Macau) quando um homem se aproximou de mim e, acompanhando com um sorriso um dedo apontado à minha cara, me disse "guuu biaa", o que queria dizer, em Inglês chaominesco, "boa barba". Ora, a dita não passava, sequer, do inglório resultado do meu desleixo pelo que compreendi ser grande a frustração do pobre homem por não ter o rosto enfeitado com pelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outra vez, ia eu num autocarro em Macau, com as pernocas ao léu (como convém andar para se fugir ao enorme, e húmido, calor local) quando dois miúdos se sentaram à minha frente. Imediatamente a atenção deles se fixou, divertidamente, nos meus pelos. Olhavam, comentavam entre si em galhofa e pouco faltou para me pedirem uma amostra dos ditos, atenção que eu teria tido voluntariamente se me tivesse lembrado de tal naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"guuu biaa"...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2736842643399604773?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2736842643399604773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/os-chineses-e-os-pelos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2736842643399604773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2736842643399604773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/os-chineses-e-os-pelos.html' title='Os Chineses e os pelos'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FMdhUI2fB0Q/Tpw3OFl2h0I/AAAAAAAAzFs/37FTEv822eo/s72-c/Gong+Zai+Jamesuh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3472465386616576760</id><published>2011-10-17T21:52:00.000+01:00</published><updated>2011-11-03T13:15:03.593Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>2500 km por Portugal - parte 3 (2011/10/01)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_1FefsyCYcw/TpNjYOEZPhI/AAAAAAAAv_E/esTc8XIrwm8/s1600/SDC17472.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-_1FefsyCYcw/TpNjYOEZPhI/AAAAAAAAv_E/esTc8XIrwm8/s320/SDC17472.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O Tejo, belo e sereno&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;Belver, a pintura do Tejo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma viagem pela paisagem típica do Alto Alentejo - cujo único ponto de verdadeiro destaque foi uma bela capela à saída de Avis -, acerquei-me de Gavião, tendo decidido não entrar na vila mas sim encaminhar-me logo para Belver onde esperava fazer uma caminhada denominada "Arribas do Tejo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada para Belver é sinuosa mas, para o fim, começa a revelar-nos, aqui e ali, uma paisagem lindíssima que nos enche de vontade de chegar ao fim da via para podermos parar em segurança e apreciarmos a vista. Com efeito, Belver tem um nome que denuncia imediatamente o que sente o forasteiro (e não só!) quando chega àquele local. Cortado por uma ponte, o Tejo enche-se de um profundo azul emoldurado por altas e verdes margens (a montante) e pelas casas da vila beirã a jusante. Do lado sul, anuncia-se a praia fluvial do Alamal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal atravessei a ponte, parei no primeiro espaço onde tal me foi possível e atravessei a ponte até meio para encher os olhos com a paisagem. O nosso maior rio é uma pintura naquele local e apenas o excessivo sol me impediu de me deleitar totalmente olhando para a vila que cavalga o monte culminando no seu castelo (que é monumento nacional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estacionei o carro na praça principal da vila, junto a uma igreja e onde uma casa apresentava curiosos elementos medievais (como uma cabeça esculpida na parede). Facilmente me apercebi do caminho para o castelo e tomei-o monte acima tendo lá chegado num par de minutos. Bem... isto teria sido assim se não me tivesse sentido tentado a ir parando para olhar para trás e apreciar o "belver". Lá em baixo, o tapete azul e a ponte, iluminada pelo sol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O castelo de Belver não apresenta nenhuma característica que o faça sobressair da média existente no nosso país mas está relativamente bem cuidado e - o que é pouco comum -, não tem portas fechadas, sendo possível espreitar todos os recantos da fortaleza, mesmo que isso só nos sirva para contemplar tralhas armazenadas ou chocar com teias de aranha. A única exceção a esta "abertura" foi a capela existente ao lado da torre de menagem e que se encontrava fechada (calculo que por questões de horário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IaGPgGpjef8/TpNj6RtebjI/AAAAAAAAwAA/toLhV9p8tZQ/s1600/SDC17487.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-IaGPgGpjef8/TpNj6RtebjI/AAAAAAAAwAA/toLhV9p8tZQ/s320/SDC17487.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A entrada do castelo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Subi à torre, passando por dois ou três andares até chegar ao telhado onde a vista é a mais desafogada que se possa ter naquelas paragens. Quando desci (e após experimentar umas moderníssimas instalações sanitárias - sempre bom sinal), fui informado por um guarda (que eu não havia visto antes) de que o castelo ia fechar. Deixei por isto de dar uma volta pelas muralhas mas não senti que isso prejudicasse muito a visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci o caminho até chegar onde tinha deixado o carro e resolvi ir dar uma volta até um miradouro (que fica mais abaixo). Este, é um sítio agradável, com sombra e a presença de um cruzeiro que parece ser antiquíssimo. É daqueles locais bons para namorar, por exemplo.Quanto à vista, era bela, claro, mas não acrescentava nada a quem vinha do castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao carro, e por ser claramente tarde para fazer os diversos quilómetros da caminhada que eu tinha em mente, resolvi rodar até à margem oposta e ir ver a praia fluvial. Ao chegar lá, apercebi-me da existência de um passadiço em madeira acompanhando a margem até junto da ponte, trajeto este que faz parte do roteiro das "Arribas do Tejo". Posso dizer que um passeio pela margem sul do Tejo, ali e àquela hora (fim de tarde) é qualquer coisa do mais relaxante que se possa imaginar. Pelo caminho, vai-se fotografando mil vezes a imagem do castelo refletida nas águas, as aves, as árvores, os reflexos do sol no rio, a ponte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar à ponte, voltei atrás, repetindo o caminho com um prazer que em nada diferia do inicial. Uma vez na praia, sentei-me durante algum tempo, lendo, bebendo (€ 0,85 por uma imperial) e contemplando a noite a descer sobre Belver. Aqui e ali, cortando o sossego, passava um comboio na linha pertinho do rio e eu ficava pensando nas belezas que se deverão ver naquela viagem ao longo do Tejo. É coisa para fazer, um dia mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--X6g64irrjc/TpNmcfkRWjI/AAAAAAAAwEg/xv493QrIB64/s1600/SDC17559.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/--X6g64irrjc/TpNmcfkRWjI/AAAAAAAAwEg/xv493QrIB64/s320/SDC17559.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Passadiço na margem sul do Tejo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No local, numa zona relvada e que, inclusivamente, tem um ou dois patamares, várias tendas se juntavam, quase todas pertencentes a um grupo de motociclistas que ali se reunia para passar o fim de semana. Junto há umas instalações do INATEL (que me pareceram estar encerradas) mas, calculo, a preferência das pessoas deve ir para a graça de acampar ali, a metros do bem tratado areal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a noite já estava perfeitamente instalada, acabei de por de parte a ideia de também eu acampar ali, ideia que me tinha surgido aquando do passeio junto à margem. Peguei no carro e ganhei a estrada rumo a Castelo Branco, observando no retrovisor a bonita imagem do solitário castelo, lá no cimo, iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belver tinha sido uma primeira - e excelente -, surpresa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/PortugalBelver2011_10_01?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3472465386616576760?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3472465386616576760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/2500-km-por-portugal-parte-3-20111001.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3472465386616576760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3472465386616576760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/2500-km-por-portugal-parte-3-20111001.html' title='2500 km por Portugal - parte 3 (2011/10/01)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_1FefsyCYcw/TpNjYOEZPhI/AAAAAAAAv_E/esTc8XIrwm8/s72-c/SDC17472.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-4871735934123541898</id><published>2011-10-17T14:40:00.000+01:00</published><updated>2011-10-17T14:53:30.923+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Está tudo ilegal!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SjI8JHPSDqM/TpwwGuVR0MI/AAAAAAAAzFk/Xr9M8On1M4w/s1600/3636_picture_of_an_angry_old_man_waving_his_cane.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-SjI8JHPSDqM/TpwwGuVR0MI/AAAAAAAAzFk/Xr9M8On1M4w/s320/3636_picture_of_an_angry_old_man_waving_his_cane.png" width="243" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Todas as velhas cidades do interior têm o seu "café central", geralmente um lugar com bastantes reminiscências de décadas passadas e que é ponto de encontro do possível escol local que ali se desloca para ler o jornal, tomar qualquer coisa e dar dois dedos de conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Évora não foge à tradição e tem o seu café na Praça do Giraldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns bons anos, quando estive acampado na branca cidade, resolvi ir comer o pequeno almoço ao dito estabelecimento. Após a refeição, a minha namorada conferia a conta e detetava uma diferença de umas poucas dezenas de cêntimos. Comentou comigo, eu olhei para o papel e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enganaram-vos?! Tenham muito cuidado. Isto está tudo ilegal!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz vinha de um homem já com alguma idade sentado na mesa ao lado da nossa que, com um ar severo, continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou jornalista e vou fechar isto. Está tudo ilegal. Tudo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assegurámos-lhe que não, que não era nada de mais, enquanto rezávamos para que a criatura dirigisse a sua atenção para outras vítimas, o quanto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamámos o empregado, indicámos-lhe o erro discretamente e tudo se resolveu, felizmente já sem que o perturbado "jornalista" levantasse os olhos do periódico que lia e onde encontraria, certamente, suficientes motivos para alimentar o seu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café continua aberto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-4871735934123541898?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/4871735934123541898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/todas-as-velhas-cidades-do-interior-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4871735934123541898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4871735934123541898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/todas-as-velhas-cidades-do-interior-tem.html' title='Está tudo ilegal!'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SjI8JHPSDqM/TpwwGuVR0MI/AAAAAAAAzFk/Xr9M8On1M4w/s72-c/3636_picture_of_an_angry_old_man_waving_his_cane.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-7667517329865235400</id><published>2011-10-01T23:41:00.000+01:00</published><updated>2011-11-05T11:06:18.677Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2008'/><title type='text'>Os comilões lisboetas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5mxPpp1InAc/Tm9TgFTWpmI/AAAAAAAAvZk/Z-OALXPVcvQ/s1600/IMAGE_597.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651827868017534562" src="http://4.bp.blogspot.com/-5mxPpp1InAc/Tm9TgFTWpmI/AAAAAAAAvZk/Z-OALXPVcvQ/s320/IMAGE_597.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 240px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;2008/03/15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ida ao Porto, juntamente com um colega de trabalho, tinha tido como pretexto ver um concerto dos Waterboys, em Vila Nova de Gaia (Gaia, para ser moderno). Dois ou três dias aproveitados para dar umas voltas pelo Porto, dormir num parque de campismo perto da Praia da Madalena (o do Porto já estava encerrado, então) e ir fazer a higiene diária aos Holmes Place (onde aproveitávamos para um pouco de exercício).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um passeio pela zona da Boavista onde tínhamos feito uma longa incursão ao espantoso interior da Casa da Música, sentimos o apelo do estômago. Era hora de jantar e impunha-se escolher um local onde pudéssemos matar a fome. Optámos pelo que nos pareceu ser uma churrasqueira ali mesmo nas bordas da rotunda. Uma vez sentados e com o menu à frente, decidimos provar uma posta mirandesa para duas pessoas. Que viesse lá essa bifalhada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a travessa contendo dois suculentos bifes, umas batatas a murro, salada, arroz e umas coisas mais, fazendo um conjunto de aspeto muito agradável e reconfortante. Lançámo-nos à tarefa de limpar aquilo tudo sem qualquer misericórdia. Cumprida a missão com brio chamámos o empregado. Este, ao chegar à mesa, olhou para a travessa e soltou um meio incrédulo "Comeram tudo...". O meu jovem colega, benfiquista ferrenho e que estava no Porto um pouco sob o efeito daquela rivalidade induzida pela bola viu logo ali a sua oportunidade e exclamou com um sorriso triunfante "Aaah! É preciso vir alguém de Lisboa para comer tudo!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empregado não comentou...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-7667517329865235400?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/7667517329865235400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/os-comiloes-lisboetas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7667517329865235400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7667517329865235400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/os-comiloes-lisboetas.html' title='Os comilões lisboetas'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5mxPpp1InAc/Tm9TgFTWpmI/AAAAAAAAvZk/Z-OALXPVcvQ/s72-c/IMAGE_597.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-5328174939779958651</id><published>2011-10-01T23:01:00.000+01:00</published><updated>2011-11-03T13:15:23.095Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>2500 km por Portugal - parte 2 (2011/10/01)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eXq1yHCZK2M/Tpmsl6vRQ7I/AAAAAAAAwH8/YB4Duij2V7k/s1600/SDC17323.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-eXq1yHCZK2M/Tpmsl6vRQ7I/AAAAAAAAwH8/YB4Duij2V7k/s320/SDC17323.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Igreja do Convento de São Bento de Avis&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Avis, a terra da Ordem&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;De volta à estrada, pedi ao GPS parame levar até Avis. A certa altura, apanhei uma estrada de piorqualidade (até aí, quase tudo tinha estado em ótimo estado) masque permite ver zonas (ainda) mais interiores. Há muito gadopastando junto ao caminho (atrás das cercas, entenda-se) e vale apena abrandar para apreciar os animais.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não há pontos de especial interesseentre o Fluviário de Mora e Avis. Apenas parei numa passagem sobreuma ribeira para fotografar o bonito cenário. De resto, nada aassinalar.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;À chegada a Avis fui contemplado comum pavoroso cheiro, parecido com o que se sente nalgumas zonas doJardim Zoológico mas aumentado várias vezes. Parecia que um milharde animais tinha resolvido aliviar as tripas naquele local. Porquerer fugir dali nem parei para tirar a fotografia “panorâmica”da vila, com a grande mole das ruínas do convento destacando-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Subi a colina e entrei na praça daIgreja, passando por uma estreita “porta” aberta numa elegantemuralha e guardada pela”Torre da Rainha”. O largo é grande eofereceu-me sombra onde deixar o carro. À direita, a igreja matriz,o edifício da Câmara Municipal, o museu e obras num edifícioantigo que, julgo, fazia parte do convento. À esquerda, a Torre daRainha e a Porta do Anjo, um par de “colunas” que guarda aentrada numa das ruas da vila. Decidi ir em frente, atraído por umabonita casa lá no cimo. Fotografia aqui, fotografia ali e as ruasdesertas. Quando apareceu alguém, foi para me tentar cravarcinquenta cêntimos. Avancei para o que percebi ser o centro. Umaigreja, uma praça elevada e, de repente, uma indicação de Posto deTurismo. Numa terra onde tudo mas absolutamente tudo parecia estarfechado, foi com gosto que vi uma porta aberta. Uma atraente moça(de marcado sotaque alentejano – o que só lhe dava mais graça)respondeu ao meu toque nos vidros da porta da entrada. Minutosdepois, tinha um mapa na mão e a indicação de onde almoçar.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ppjb_En4N-w/Tpms5UDDajI/AAAAAAAAwJg/_b-DXVsGqgU/s1600/SDC17348.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ppjb_En4N-w/Tpms5UDDajI/AAAAAAAAwJg/_b-DXVsGqgU/s320/SDC17348.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Torre da Rainha&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O almoço foi desinteressante mas,sobretudo, caro: € 8,50 por um prato com duas finas salsichas, duasespetadas e uma pequena febra, tudo grelhado e acompanhado de umasbatatas mal fritas fez-me pensar como estamos tantas vezes enganadosao imaginar que a província é um sítio onde tudo é bom e barato.Uma imperial e um café levaram o almoço a custar € 10,05,praticamente o dobro de um bom (e completo) menu em Lisboa. A moçado Turismo tinha-me dado duas hipóteses: o Aventuravis (onde fui) ea Taberna da Muralha. A “rapidez”, informalidade e preçosupostamente em conta levaram-me, claramente, a fazer uma máescolha.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas um mau almoço não pode estragarum bom passeio. Descansado e, apesar de tudo, alimentado, preparei-mepara continuar a disparar a máquina fotográfica. Avis, como todasas localidades alentejanas, segue determinados padrões estéticosque, para sorte nossa, são sempre agradáveis à vista. Por maisterras que vejamos ao sul, parece que todas as paredes brancasdebruadas a azul ou amarelo merecem ser fotografadas. E as ruas,todas as ruas, têm aquele ar pacato e típico onde o tempo se parecearrastar entre a languidão do calor e o recolhimento de uma sombra.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Enquanto dava uns passos no “Passeiodo Mestre de Avis” (um pequeno espaço ajardinado), um varredorresolveu interessar-se por mim: Já foi ao Turismo? Já tem um mapa?Já foi à cisterna? Tem de ir com um técnico.”, ia soltando ohomem à distância enquanto prosseguia com a limpeza das folhas dochão.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Voltei à praça onde tinha o carro,esperando subir à muralha e à torre. A funcionária do turismotinha-me dito que ia abrir a porta e assim eu esperava encontrá-la(até há um horário de abertura ao público). Esperei mal, noentanto, porque a porta estava fechada. Bem, ali tudo estava fechado,porque não aquela porta em concreto?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Saí da praça, tomando o caminhoexterior que circunda as muralhas da vila. Ao fim de cem metros jáestamos acompanhando as altas ruínas do convento que dominava Avis.Embora as paredes estejam com um ar perfeitamente abandonado, todo ocaminho à volta cheira a novo, como se alguém tivesse achado queera importante um belo acesso para se poder observar um prédio acair. Ironias à parte, a rua panorâmica está muito bem ali edá-nos a oportunidade de ver as ruínas e, também, de espreitar apaisagem envolvente, com especial realce para a beleza da albufeiraque vai aparecendo aqui e ali por entre as elevações do terreno.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-in6N0GHbwfQ/Tpmt0w8FcpI/AAAAAAAAwOU/rnaBdGfg_Qo/s1600/SDC17426.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-in6N0GHbwfQ/Tpmt0w8FcpI/AAAAAAAAwOU/rnaBdGfg_Qo/s320/SDC17426.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Capela da Misericórdia&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Reentrei no centro da vila pela Rua daMouraria, pensando em como as autarquias se desmultiplicam emmelhoramentos no aspeto das localidades a seu cargo. É precisoadmitir o esforço no embelezamento das rotundas, dos jardins, dosparques desportivos e de tantos outros equipamentos e áreas urbanos.No Alentejo, parece-me que isso salta à vista. É pena que, tantasvezes, o património monumental não tenha a mesma atenção porparte das entidades que o gerem.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;No cimo da Rua da Mouraria, há doispontos de interesse. Aquilo a que se chama a casa da mãe de D. JoãoI (Mestre de... Avis) e que, na realidade, não passa de uma casacomum (não esperem que haja ali qualquer coisa de chamativo) e aruína dos antigos paços medievais, ou seja, a antiga “CâmaraMunicipal”. Encostada a esta fica uma igreja que – adivinhem...-, estava fechada. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Resolvi descer (sempre seguindo omapa), na direção de uma torre que ainda resta da muralha medieval.Ruas colina a baixo, com casas de diversas idades, algumas das quaisdenunciando a sua quer através de pinturas da data de contrução,quer através de motícos decorativos próprios de outros tempos.Virei à esquerda até ir dar a um local onde existe um pedaço demuralha, alegremente pintado de amarelo e que me parece ser típicados Séc. XVII e XVIII. Daí para baixo não havia mais nada deinteresse e tomei uma rua estreita da qual só saí para passardebaixo de um arco junto a uma bonita capela que, infelizmente,estava fechada (será que havia necessidade de dizer isto?).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Atravessei as ruas até chegar àcisterna da qual me tinha falado o varredor. Apenas vi uma porta degrades, um corredor e, lá ao fundo, numa parede, um painelinformativo. Não me apeteceu ir ao posto de turismo para pedir quealguém me fosse abrir a porta e decidi dar por concluída a minhavisita a Avis.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jWQZeToULE8/TpmuDycb5XI/AAAAAAAAwPs/lX8emePqWvo/s1600/SDC17448.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-jWQZeToULE8/TpmuDycb5XI/AAAAAAAAwPs/lX8emePqWvo/s320/SDC17448.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Avis, vista do sul&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando já estava junto do carro,reparei que a porta da Igreja que ali há estava aberta. Convenhamos que era uma oportunidade a não perder. Entrei no monumento, logovendo um aviso de que não se podia tirar fotografias. Não entendoesta mania que há nalguns locais de proibir os seus visitantes deguardarem registo do que veem. Ainda mais quando a entrada égratuita e nem sequer se põe a questão de fazer diminuir acuriosidade através da divulgação de imagens. Vi a pequenaexposição que ali está, admirei a simplicidade e a beleza dotemplo e saí. Ainda dei uma volta pelo que, em tempos, teria sido oclaustro do convento (ao qual se acede por uma passagem ao lado daigreja) e que, hoje em dia é um misto de casas, hortas, vazadouro deentulho e imenso abandono...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Já no carro, resolvi voltar ao sítiodo “bilhete postal” (por onde tinha chegado à vila) e enfrentaro fedor. Respirando pouco, lá tirei o “boneco” a Avis. Pé noacelerador e toca a rumar a Belver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/PortugalAvis2011_10_01?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-5328174939779958651?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/5328174939779958651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/2500-km-por-portugal-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5328174939779958651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5328174939779958651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/2500-km-por-portugal-parte-2.html' title='2500 km por Portugal - parte 2 (2011/10/01)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eXq1yHCZK2M/Tpmsl6vRQ7I/AAAAAAAAwH8/YB4Duij2V7k/s72-c/SDC17323.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-1872401548281480491</id><published>2011-10-01T23:00:00.000+01:00</published><updated>2011-11-03T13:15:32.023Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>2500 km por Portugal - parte 1 (2011/10/01)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7s83Adhe5U8/Tpmw246sIBI/AAAAAAAAwX0/Kb-MtpZOxl0/s1600/SDC17292.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-7s83Adhe5U8/Tpmw246sIBI/AAAAAAAAwX0/Kb-MtpZOxl0/s320/SDC17292.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Acesso ao Fluviário&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;O Fluviário de Mora&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O plano era sair de madrugada e ganhara estrada no fresco da manhã mas a minha desorganização impediu-mede ter tudo pronto de véspera e foi preciso gastar três horas para“fazer as malas” e deixar a casa convenientemente preparada paraa ausência do dono. Ainda assim, o dia apresentava-se agradávelpara viajar quando saí porta fora, mais carregado do que mula defeirante. Passear de carro tem algumas vantagens e poder levar unsquantos pequenos luxos atrás (como o portátil ou uma cadeira depraia) é um deles, portanto: mala cheia.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tanque cheio, pneus cheios, vidroslavados e ala que se faz tarde rumo a norte. Subi para Vila Franca deXira e aí atravessei o Tejo, apontando à enorme reta que atravessaPorto Alto e penetra lezíria adentro. Estradas com pouco movimentoaté entrar na via para Coruche onde as ultrapassagens se sucediam.Talvez os habitués já não tenham vagar para apreciar a bonitapaisagem ribatejana mas, por mim, não há pressas...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Antes de chegar a Coruche tomei aestrada para Mora, sempre assistido pela imperativa voz feminina doGPS. A paisagem tornou-se consideravelmente mais acidentada earborizada numa mudança que me agradou após muitos quilómetros deretas e campos agrícolas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao chegar a Mora e entrar no centroimediatamente vi uma placa a indicar a jóia da coroa daquela zona: oFluviário. Após anos ouvindo rasgados elogios ao aquárioalentejano não hesitei em fazer dele a minha primeira visita nestaviagem ao constatar que ficaria no meu caminho rumo à BeiraInterior. Passei rapidamente pelo coração da vila seguindo asvárias placas indicadoras. Devo dizer que a sinalização relativaao Fluviário é um exemplo a nível nacional: é, pura esimplesmente, impossível ter, sequer, uma dúvida sobre o caminho aseguir. Repito: um exemplo, num país onde, sistematicamente, umapessoa se vê às aranhas para conseguir dar com monumentos e locaisde interesse.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;À saída de Mora - e reforçando aideia da importância que o aquário tem para a localidade -,passamos por uma estrada com uma longa placa central inteiramentedecorada com sinais com desenhos de peixes, naquilo que deve ser umadas estradas mais divertidas por onde passei. A partir daí, entra-sepelo campo e nele se circula durante alguns quilómetros até apanharo desvio para a barragem junto da qual está o Fluviário. Este é umedifício branco, moderno, mas seguindo a forma de uma casa popular(bem aumentada) e, talvez por isso, apesar do tamanho, não parecedeslocado no local.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sZuL-NW8TvE/Tpmv946GQyI/AAAAAAAAwS4/dGmjlL_Akow/s1600/SDC17199.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-sZuL-NW8TvE/Tpmv946GQyI/AAAAAAAAwS4/dGmjlL_Akow/s320/SDC17199.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A entrada no aquário não é barata (€7,30) mas há que pensar que possa ser o preço justo para manter oespaço. Uma vez lá dentro, o que se nos depara é uma espécie delonga rocha em cuja base se vão sucedendo aquários com diversasespécies piscícolas que habitam os nossos rios. Há bastainformação sobre o que vemos: os habitats, as características, asorigens, etc., mas é difícil que não acabemos por ignorar asinformações encantados que estamos com os peixes, ali tão perto denós, alguns vindo encostar-se aos vidros como que querendocumprimentar-nos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Alguns tanques são mais interessantesdo que outros por terem peixes maiores ou mais vistosos. Na minhavisita, o que mais êxito parecia ter era aquele onde três ou quatroraias se passeavam. Por  estar à altura da nossa cintura (os tanquessão abertos em cima) as pessoas sentem-se mais próximas dos seresque nele vivem e as raias parecem reagir à aproximação dosvisitantes encostando-se ao vidro (e mostrando o seu lado de baixo) etambém, dando voltas perto da superfície, o que as faz sair umpouco da água. Juntou-se um pequeno público vendo aquelesmovimentos que por vezes pareciam ameaçadores. A vontade de lhestocar era grande em muita gente. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Após as raias, estão as lontras.Estas, ao contrário das suas congéneres lisboetas, não têm nomesatribuídos. Também são de uma espécie diferente e estãocompletamente separadas de nós por um alto vidro o que nos fazvê-las ao longe e sem aquela simpática proximidade que temos noOceanário. A criançada, claro, gosta sempre de ver os adoráveisbichos – com ou sem vidro à frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Saindo do edifício, damos com umagrande zona em obras e onde se prepara a réplica de um lagoalentejano que servirá de futura casa às lontras. Já lá estãoalguns adereços mas a coisa ainda pode estar demorada. No fim dopassadiço, reentramos no edifício, passando debaixo de uma cascataque serve um tanque mais abaixo habitado por trutas (que são vistasdo interior). No grande calor que se sente, os muitos salpicos quecaiem em cima de nós são uma benção...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;De novo no interior, temos uma saladedicada aos pequenos mamíferos que vivem junto aos rios. Ao meio,um expositor serve de casa a uma qualquer criatura que, naquelemomento, resolveu não se mostrar a ninguém. Talvez estivesse numamerecida sesta após almoçar algumas das minhocas que lhe tinhamposto num prato junto à porta de casa...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4IdjmV_joKg/TpmwsFI0eSI/AAAAAAAAwXA/x8npWcWR2Is/s1600/SDC17275.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-4IdjmV_joKg/TpmwsFI0eSI/AAAAAAAAwXA/x8npWcWR2Is/s320/SDC17275.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas... o Fluviário não se dedica,apenas, às espécies existentes em Portugal. Também há uma zonacom vitrinas com bicharada estrangeira. Temos piranhas, uma tartaruga“Mata-Mata” (cujo focinho parece uma mistura de pedra eespinhos), diversos peixes tropicais (alguns bem curiosos), umaanaconda e, no fim, um aquário com tantos peixes que quase parece umevento social.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Para finalizar, há uma zona compainéis multimédia e, claro, uma loja. Quem quiser aproveitar paraalmoçar, tem um restaurante, também.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Saíndo do Fluviário vale bem a penaandar cem metros até alcançar o “complexo” que inclui um parquede merendas, parque de campismo, bar, parque infantil, etc... e, omais importante de tudo, uma praia fluvial. Tudo isto no meio de umbosque e junto a uma albufeira. O cenário é muito bonito do lado dolago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estamos na estrada que passa por cima das comportas, aindapodemos, com bastante segurança, observar como funciona uma represa,vendo os dois lados da coisa: o lago e os campos agrícolas. Háainda um estreito pontão sobre o qual podemos caminhar e que avançaumas dezenas de metros no lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo para quem não se sinta muito atraído pela ideia de ir ver peixes a dar à barbatana, toda a zona onde o Fluviário se encontra é suficientemente agradável para valer uma deslocação. Na pior das hipóteses, respiramos o ar do campo e limpamos a vista de prédios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/PortugalFluviarioDeMora2011_10_01?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-1872401548281480491?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/1872401548281480491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/2500-km-por-portugal-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1872401548281480491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1872401548281480491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/10/2500-km-por-portugal-parte-1.html' title='2500 km por Portugal - parte 1 (2011/10/01)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7s83Adhe5U8/Tpmw246sIBI/AAAAAAAAwX0/Kb-MtpZOxl0/s72-c/SDC17292.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-722621686387376588</id><published>2011-10-01T16:46:00.000+01:00</published><updated>2011-11-03T13:27:07.557Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1989'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><title type='text'>Ozzy Osbourne e a camioneta dos charrados</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3U9ZeWWjAm4/TmzcFk7UdOI/AAAAAAAAvUI/FjiklMc2Gyk/s1600/phillyfront.jpg" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651133620813067490" src="http://1.bp.blogspot.com/-3U9ZeWWjAm4/TmzcFk7UdOI/AAAAAAAAvUI/FjiklMc2Gyk/s320/phillyfront.jpg" style="float: left; height: 257px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Zakk Wylde e Ozzy Osbourne&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;1989/04/13-14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos, Portugal estava fora da rota dos grandes artistas e quem quisesse ver concertos de gente de renome tinha de ir a Espanha. As idas ao país vizinho de Dire Straits, Pink Floyd, Rolling Stones mas também nomes menores à escala global - ainda que importantes nos seus géneros específicos -, alimentavam uma pequena indústria dedicada à organização de excursões a concertos. Recordo-me de que, quando a banda de Gilmour e Waters tocou em Madrid, partiu um comboio especial de Lisboa só para levar os fans portugueses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ia a Madrid para "ver" música, também aproveitava para ir às compras. Nessa época, sobretudo na área do Metal, a oferta por cá era escassa e cara e já se partia de Lisboa com a indicação das discotecas onde comprar as últimas novidades a bom preço. Os colegas e amigos aproveitavam para fazer encomendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, por mero acaso, li no jornal um anúncio a uma excursão à capital espanhola para ouvir o incontornável Ozzy Osbourne que andava a promover o seu álbum "No rest for the wicked". A publicidade referia também um concurso cujo prémio era viagem e bilhete para o espetáculo (estadia não incluída). Tudo o que havia a fazer era enviar um texto da nossa lavra sobre o artista. Escrevi uma "dissertação" qualquer de uma página sobre os diversos tipos de medo onde, no fim, lá fazia aparecer a personagem do cantor. Daí a uns dias, chegava uma carta com uma boa notícia: tinha ganho o prémio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a primeira vez que saía de Portugal sozinho e tudo aquilo se revestia de um certo espírito de aventura. Durante uns dias a minha mãe tentou convencer o meu pai a ter comigo uma "conversa de homens" - preocupada que estaria com a má fama da capital espanhola (por causa de saias, certamente) -, mas, felizmente, falhou e eu fui poupado a uma conversa que só poderia ser confrangedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ir mais dentro do ambiente do concerto, um colega de liceu emprestou-me um blusão de ganga que tinha um "patch" do Dio o que, pelos padrões metaleiros dos anos 80 era coisa abaixo de iniciado já que quem estava bem dentro do estilo, orgulhava-se de andar coberto de insígnias de bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camioneta partiu do Marquês de Pombal e ia apinhada. O tipo de passageiros imediatamente me deixou apreensivo tal a quantidade de "cromos" que me acompanhavam. Ao fim de alguns quilómetros a camioneta já só cheirava a haxixe. E estava a minha mãe preocupada com mulheres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de seiscentos quilómetros de viagem, Heavy Metal e malta na passa (o guia e o motorista tinham de aguentar com aquilo tudo), entrámos em Madrid pela Av. de Portugal, uma estrada feia ladeada por fábricas, armazéns e quartéis e dirigimo-nos ao centro. Ao passar pela Plaza de España, reparei que a estátua do D. Quixote que aí existe estava coberta com uma bandeira da República. Ao chegar à Gran Via, comecei a ver sinais de uma civilização mais avançada só vistos em filmes: sex-shops!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-51DadfcHdaY/TmuYLoUhQWI/AAAAAAAAvTQ/H8gaWqtQulU/s1600/gran-via-madrid.jpg" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650777483035885922" src="http://1.bp.blogspot.com/-51DadfcHdaY/TmuYLoUhQWI/AAAAAAAAvTQ/H8gaWqtQulU/s320/gran-via-madrid.jpg" style="float: right; height: 231px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Gran Via&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Mal dei por mim sozinho, lancei-me à descoberta da cidade. Optei, claro, pela principal artéria devorando com os olhos tudo aquilo - os prédios, as lojas, os painéis luminosos. Acabei por passar novamente pela Plaza de España (eu andava sem rumo definido já que nem um mapa tinha) e reparei que a bandeira da República que tinha visto antes já tinha sido retirada. Mais umas centenas de metros e dei comigo junto a um (verdeiro) templo egípcio que foi oferecido à Espanha pela sua ajuda na operação de salvamento dos templos de Abu Simbel. Tirava eu fotografias ao Templo de Debod quando um egípcio com perfeita pronúncia americana me veio pedir que lhe tirasse uma foto. Aproveitei para lhe pedir o mesmo e, hoje, essa é a única imagem que tenho da minha primeira viagem sozinho: eu junto a um templo egípcio, em Espanha. Tudo a ver, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O concerto era na noite desse mesmo dia, no pavilhão do Real Madrid, lá nos confins do Paseo de la Castellana (uma enorme avenida que imediatamente me agradou pelo seu ar arejado e prédios mais "modernaços"). Uma vez lá chegado, o pessoal da camioneta vinda de Portugal pareceu-me um mero "treino" para o que vi no recinto. Sentados no degrau abaixo do meu, três indivíduos fumavam, à vez e descaradamente, heroína, haxixe e sei lá mais o quê que faziam, ainda, questão de acompanhar com cerveja. Pela plateia circulava um dos meus colegas de viagem, ostentando alegremente um enorme "charro" de pelo menos quinze centímetros, o que, verdade seja dita, era a coisa menos estranha no seu aspeto já que andava com uma espécie de saiote em cota de malha e um capacete na cabeça. Um dos drogados à minha frente, ao vê-lo, exclamou: "Olhem, os mouros voltaram!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do concerto não há muito a recordar já que o Ozzy Osbourne não é propriamente conhecido pelos seus grandes desempenhos ao vivo. Aindo o vejo de um lado para o outro do palco, com aquele andar meio trôpego, lançando baldes de água para cima de quem estava nas primeiras filas e repetindo até à exaustão o seu "We love you!". Já Zakk Wylde brilhou com o seu virtuosismo e nunca me desapareceu a imagem dele tocando com a guitarra invertida, na vertical, acima da cabeça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta do concerto foi feita a pé, galgando os quilómetros do Paseo de la Castellana, Paseo de Recoletos, Calle de Alcalá e mais qualquer coisinha até chegar ao centro, onde ficava o hotel. Todo o percurso foi feito com um grande prazer e uma sensação estranha de estar em casa que a dada altura quase me fez tomar uma rua pensando que estava em Lisboa... Não se entenda por isto que a cidade é parecida com a nossa capital (em local algum o é) mas sentia-me tão bem por ali que a cidade se entranhou em mim. Durante anos senti uma grande vontade de voltar a Madrid, só para repetir aquela caminhada. Quando o fiz (ainda que parcialmente), já não teve o mesmo gosto e deve ser por isso que alguém disse que "nunca se deve voltar aos lugares onde fomos felizes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hotel, dividi o quarto com outro rapaz que, desde a primeira hora, me pareceu um bocado estranho. Quando cheguei (e era tarde...) ainda estava acordado, com a mesa do quarto numa grande desarrumação. Ao deitar-me, ele - que ainda parecia longe de querer dormir -, perguntou-me: "Queres um drunfo?". Esta personagem acabaria por ficar para trás ao não comparecer a horas no local da partida. Por mim, escusava de ter embarcado em Lisboa, sequer. E, mais uma vez, pensei na minha mãe e nas suas preocupações com as espanholas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem para Lisboa fez-se nos mesmos moldes da ida. As únicas diferenças foram que o guia impôs algum silêncio no que dizia respeito à musica e que fizemos uma paragem no Alentejo, para jantar. A minha vontade de me ver livre daquele pessoal era tanta que até dei por mim a jantar sozinho literalmente no meio de uma sala apinhada de metaleiros - alguns dos quais que, simpaticamente, até me convidaram para comer à sua mesa. "O solitário", chamou-me o guia quando desembarcámos em Lisboa. Por mim, tinha sido a primeira e a última excursão deste tipo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-722621686387376588?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/722621686387376588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-concerto-do-ozzy-osbourne.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/722621686387376588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/722621686387376588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-concerto-do-ozzy-osbourne.html' title='Ozzy Osbourne e a camioneta dos charrados'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3U9ZeWWjAm4/TmzcFk7UdOI/AAAAAAAAvUI/FjiklMc2Gyk/s72-c/phillyfront.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-5446291393873916490</id><published>2011-10-01T08:55:00.000+01:00</published><updated>2011-11-04T07:01:37.190Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>Os Bascos e o futebol</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mR_ldOJsvI4/TmtvrX3s4CI/AAAAAAAAvSQ/6OtJtjAKQ-U/s1600/c165025_l-214x300.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650732948399120418" src="http://3.bp.blogspot.com/-mR_ldOJsvI4/TmtvrX3s4CI/AAAAAAAAvSQ/6OtJtjAKQ-U/s200/c165025_l-214x300.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 143px;" /&gt;&lt;/a&gt;2006/12/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A zona de Mendonza, na Argentina, é conhecida (pelo menos localmente) pela sua produção vinícola e a indústria turística regional tem uma vasta oferta dedicada à paisagem e à cultura decorrentes do negócio. Mas isso seria absolutamente redutor quando se olha para as coisas interessantíssimas existentes nos arredores mais ou menos próximos da cidade. Vista esta (que tem a particularidade de ter canais a céu aberto em todas as ruas, por onde passa água vinda dos Andes com a finalidade de refrescar aquelas), resolvi fazer uma excursão para conhecer pontos aos quais não teria acesso como vulgar mochileiro. Descoberta uma agência e escolhido o programa embarquei para uma magnífica viagem de várias horas que me levou a belos locais (quase todos de uma imponência árida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À hora do almoço, a excursão encaminhou-se para um restaurante selecionado, daqueles que existem nas bermas das estradas e que fazem dos turistas o seu alvo principal. Era um local bem apresentado - embora sóbrio -, onde o nosso pequeno grupo ocupou uma mesa central, tendo o guia ido sentar-se noutro local, juntamente com "tripulações" de outras camionetas. Naturalmente, geraram-se ali conversas. Lembro-me de que, à minha direita, estava um italiano de alguma idade, há tantos anos na Argentina que já tinha dupla nacionalidade e que mostrava as belezas da província a duas parentes que falavam uma daquelas línguas italianas praticamente impenetráveis para nós. Orgulhoso do que havia de bom na "sua" região, ofereceu ao grupo uma garrafa de vinho tinto local (o almoço estava incluído na excursão mas as bebidas, não), como forma de nos demonstrar a qualidade da afamada produção de Mendonza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação, a descontração e o vinho, naturalmente, puseram todos um pouco mais à vontade e entabulei conversa com dois franceses que se sentavam à minha frente. Apercebendo-me de que eles eram bascos, resolvi "picá-los" perguntando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São Franceses ou... Bascos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles - o mais comunicativo -, sorriu de forma malandra, inclinou-se um pouco para a frente e contrapôs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E nós, podemos falar dos jogos de futebol entre Portugal e a França?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-5446291393873916490?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/5446291393873916490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/os-bascos-e-o-futebol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5446291393873916490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5446291393873916490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/os-bascos-e-o-futebol.html' title='Os Bascos e o futebol'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mR_ldOJsvI4/TmtvrX3s4CI/AAAAAAAAvSQ/6OtJtjAKQ-U/s72-c/c165025_l-214x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-4618072936906855072</id><published>2011-09-30T20:31:00.000+01:00</published><updated>2011-11-04T07:03:01.213Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2008'/><title type='text'>A bela do comboio</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-G4tPuage0NQ/TmfUF2XbmGI/AAAAAAAAvPU/-p45GGwxtwQ/s1600/DSC06898.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649717454517803106" src="http://4.bp.blogspot.com/-G4tPuage0NQ/TmfUF2XbmGI/AAAAAAAAvPU/-p45GGwxtwQ/s320/DSC06898.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 240px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;2008/11/03&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparei nela enquanto, no cais de uma localidade qualquer umas paragens depois de Estrasburgo, se despedia de um grupo de jovens amigos. Observei-a levado pela necessidade de me entreter nos minutos da paragem e pelo facto de a achar atraente. Passados alguns instantes, ela estava sentada à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era jovem mas com aquele ar que nos deixa na dúvida, hesitantes entre a classificação de "adolescente" ou de "jovem adulta". Tinha uns cabelos bastante escuros, a pele moderadamente bronzeada e uns belíssimos olhos esverdeados que imediatamente me cativaram. Por ser desconfiada ou sentir-se insegura, tinha trazido para a cabina o malão com que viajava e esforçava-se para se acomodar sem que a sua bagagem me incomodasse. Mirei-a e preparei-me para concentrar a minha atenção na paisagem francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos ambos sentados junto à janela e, naturalmente, aconteceu os nossos olhares se cruzarem uma ou duas vezes no reflexo do vidro, enquanto a França desfilava do lado de fora. A viagem era longa (mais de cinco horas) e, instalada alguma monotonia, ocorreu-me substituir os campos gauleses por uma sua nativa. Comecei a olhar fixamente para ela, sempre pelo vidro, gozando a beleza da rapariga e a ideia de criar algum ambiente. Por uma ou outra vez ela reparou no meu olhar e correspondeu, ainda que por breves segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo senti aquela excitação própria de quem antecipa um "rendez vous" com uma bela mulher. A rapariga não correspondia propriamente ao meu insistente olhar mas também não mostrava qualquer incómodo até ali. Não se levantava, não mudava de lugar, não me olhava de forma reprovadora e não me dizia nada. Parecia aceitar a situação, simplesmente. Comecei a rogar pragas aos outros dois ocupantes da cabina que me impediam de tentar a sorte. A vergonha própria de uma alma tímida e o meu fraco francês (para situações destas, calculo) impediram-me de meter conversa à frente daquele reduzido público. Na minha cabeça ia imaginando frases seguras que pudesse dizer à moça, coisas nas quais não hesitasse ou ficasse parado a escolher palavras. Pensei em confrontá-la perguntando se a estava incomodando para avaliar a sua reação mas deixei a coisa arrastar-se sem me decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem continuou e eu resolvi subir a parada passando a olhá-la na cara, pondo de parte a "barreira" do vidro. Ia alternando, é certo, mas, agora, era quase sempre em frente que eu olhava. Ela começou a reparar mais e notei-lhe alguma atrapalhação. Senti-me um sacaninha mas, ao mesmo tempo, era tão excitante a situação (sem que se entenda isto no estrito sentido sexual) que não parei. E ia continuando a tentar perceber a idade da beleza que ali estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyon começou a ficar mais próxima e, com isso, o momento da verdade. Ia eu meter conversa com ela, ou não? Rendi-me à evidência de não ter suficiente competência linguística para dar o passo decisivo e contentei-me com a contemplação ostensiva da sua beleza. Conforme os quilómetros para a chegada iam encurtando a moça começou a  mostrar nervosismo: olhava rapidamente para mim, mexia nos auscultadores, enrolava o fio nos dedos, mordia-o e repuxava-o... e eu ali, divertindo-me com aquele meu estúpido e inútil "poder" sobre uma, quase de certeza, adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comboio parou finalmente e todos saímos calmamente. Uma vez no cais, a rapariga afastou-se e perdi-a no meio da multidão para a reencontrar uns metros à frente na descida de umas escadas. Calmamente, sem mostrar qualquer repúdio, desceu ao meu lado até que, ao chegarmos ao piso principal, nos afastámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para trás tinha ficado uma divertidíssima viagem na qual me entreti a atormentar uma bonita rapariga mas na qual o verdadeiro atormentado fui eu...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-4618072936906855072?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/4618072936906855072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/bela-do-comboio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4618072936906855072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4618072936906855072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/bela-do-comboio.html' title='A bela do comboio'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-G4tPuage0NQ/TmfUF2XbmGI/AAAAAAAAvPU/-p45GGwxtwQ/s72-c/DSC06898.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-5935030976654414130</id><published>2011-09-22T21:34:00.004+01:00</published><updated>2011-12-02T18:59:56.327Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2008'/><title type='text'>Males que vêm por bem</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8BLWfTiTv5w/TmDIzqwaHAI/AAAAAAAAu9w/73fxsHDdrDs/s1600/CIMG0592.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-8BLWfTiTv5w/TmDIzqwaHAI/AAAAAAAAu9w/73fxsHDdrDs/s320/CIMG0592.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pico do Arieiro, na ilha da Madeira, era uma daquelas imagens que preenchiam o meu imaginário. A montanha e as suas companheiras mais próximas formavam, no meu espírito, um daqueles cenários onde a natureza adquire contornos monumentais e nos faz sentir miseravelmente pequenos ou donos do mundo - consoante estejamos na base das elevações ou lá no cimo dos picos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ir ao sítio desejado, há duas hipóteses: ou vamos em viatura própria ou apanhamos a camioneta. Eu fui na carreira (e bem me arrependi...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camioneta que parte do Funchal atravessa a ilha de sul a norte e o parque natural do qual faz parte o Arieiro é apenas uma paragem entre várias. Quem conhece a ilha sabe que ali ou andamos a direito junto ao mar ou é sempre a subir. Para sair do Funchal há que trepar, trepar e a camioneta assim o fez, primeiro na malha urbana e, depois, em estradas de montanha rodeadas de uma densa vegetação. A certa altura, uma cancela marca a entrada em zona de paisagem protegida. A camioneta para junto a um casarão (o Poiso) e é tempo de ganharmos a longa estrada rumo ao pico. Até aqui, tudo ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com alegria que palmilhei os quilómetros até chegar ao ponto de onde partem os trilhos de montanha que nos permitem caminhar nas nuvens. E se não fosse estas estarem em excesso e não permitirem ver quase nada, eu bem teria andado e andado e só pararia quando não visse mais o caminho. Mas não foi isto que fiz: explorei um pouco os trilhos, voltei para trás, comi qualquer coisa no restaurante que há lá bem no cimo e fiz de novo o longo caminho até à "estalagem" onde tinha saltado da camioneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar ao restaurante do Poiso, fui reconfortar-me com uma poncha. Naquele sítio ela é preparada bem à nossa frente, com os empregados num afã, misturando a aguardente de cana de açúcar com os outros ingredientes, garrafa atrás de garrafa que a malta é muita e bebe bem. Sim, o restaurante está numa estrada de montanha mas a perigosidade do caminho não parece fazer qualquer impressão a quem vai ali beber uma poncha que é tão boa que até se faz engarrafada para vender nos supermercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KityQu3P-XM/TmDIzj1c2GI/AAAAAAAAu9w/J7guqCsYk8o/s1600/CIMG0621.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-KityQu3P-XM/TmDIzj1c2GI/AAAAAAAAu9w/J7guqCsYk8o/s320/CIMG0621.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Restaurante "Casa de abrigo do Poiso"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Ainda faltava muito mais de uma hora para que a última camioneta para o Funchal passasse e dei por mim com a necessidade de matar o tempo. Bebi uma ou duas ponchas, comi um prego em bolo de caco (um pão achatado e ligeiramente adocicado) e sentei-me no alpendre vendo aquela gente convivendo e... bebendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando faltavam cerca de quinze minutos para a hora da camioneta, vejo, para meu espanto, um autocarro passar em grande bisga e sem fazer qualquer tenção de parar. Fiquei boqueaberto. Era a única hipótese que eu tinha de voltar para "casa" e ali tinha ela passado, quinze minutos antes da hora. Uma situação inadmissível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que havia eu de fazer? Comecei a pensar nas hipóteses. Ir a pé até ao Funchal seria uma questão de umas boas hora de caminhada a descer. O pior era a escuridão da estrada e o perigo de levar uma traulitada de algum carro que passasse. Resolvi pedir boleia. Mas... a quem? Eu só via era gente a dar forte e feio na poncha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerquei-me de um jovem casal com ar sóbrio. Perguntei-lhes se iam para o Funchal e contei-lhes a minha situação. Lamentavam, mas iam na direção contrária. Olhei em redor: no restaurante, só gente a beber; cá fora, quase ninguém. Reparei num camião que parecia estar de partida (depois de umas ponchas...). Perguntei ao homem se me dava boleia até ao Funchal. Ele acedeu enquanto eu me justificava com a bizarria do incumprimento do horário por antecipação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_pWrk0VJciE/TmDIzsWoYRI/AAAAAAAAu9w/aBRIMnqLaMU/s1600/CIMG0518.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-_pWrk0VJciE/TmDIzsWoYRI/AAAAAAAAu9w/aBRIMnqLaMU/s320/CIMG0518.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;Há males que vêm por bem e a irresponsabilidade do motorista da carreira deu-me hipótese de fazer uma viagem bem engraçada com aquele homem (meia idade, de compleição miúda) que, ao longo do caminho, me foi contando histórias da sua infância e de como a Madeira era... Contou-me (com um forte sotaque que ainda lhe dava mais graça) de quando era miúdo e ia com outros gaiatos "buscar" o gado que chegava dos Açores e precisava de ser conduzido até ao destino e de como se vivia antigamente na ilha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, foi um daqueles momentos de ternurenta partilha de histórias de vida que, de forma paradoxal, eu tenho de agradecer ao incompetente motorista que, na sua pressa, é capaz de deixar pessoas apeadas no meio de uma montanha. Obrigado, ó patifório!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/PortugalPicoDoArieiroMadeira2008_12?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-5935030976654414130?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/5935030976654414130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/camioneta-e-boleia-na-madeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5935030976654414130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5935030976654414130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/camioneta-e-boleia-na-madeira.html' title='Males que vêm por bem'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8BLWfTiTv5w/TmDIzqwaHAI/AAAAAAAAu9w/73fxsHDdrDs/s72-c/CIMG0592.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2693539850500683504</id><published>2011-09-18T23:12:00.002+01:00</published><updated>2011-10-23T09:17:58.372+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malásia'/><title type='text'>Pousando com estranhos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P4NKiXveqDY/TnZutDGtmVI/AAAAAAAAvcs/eyeD7svjbt4/s1600/kathiele.foto_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://3.bp.blogspot.com/-P4NKiXveqDY/TnZutDGtmVI/AAAAAAAAvcs/eyeD7svjbt4/s200/kathiele.foto_1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu e a minha irmã esperávamos um voo para Hong Kong, calmamente sentados no aeroporto de Kuala Lumpur. Quando nos levantámos para ir em direção aos portões de embarque, um homem levantou-se e veio pedir para tirar uma fotografia connosco. Assim, sem mais nem menos. Ficámos sem saber o que dizer já que a situação era absolutamente estranha. O indivíduo colocou-se ao meu lado e outro homem que estava com ele tirou uma fotografia. Depois, colocou-se ao lado da minha irmã e... nova chapa. Agradeceu rapidamente e sumiu-se, juntamente com o companheiro (que mantinha um ar muito sério), enquanto nós olhávamos embasbacados..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficámos ali, tentando perceber que raio tinha sido aquilo. A minha irmã aventou uma explicação "paternalista", dizendo que alguns asiáticos gostavam de tirar fotografias com ocidentais para, depois, dizerem que eram seus conhecidos (como se isso lhes desse um estatuto especial) mas depois, pensando melhor, optou pela teoria da conspiração ligando aquela estranha ocorrência a alguns eventos à volta da questão de Timor Leste (então, em crescendo de contestação a nível internacional) e que tinham envolvido portugueses naquela zona do mundo. Supostamente, nós poderíamos ser suspeitos e os homens das fotografias seriam agentes malaios a controlarem-nos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nunca soubemos que raio foi aquilo mas não deixo me perguntar, de vez em quando, o que raio terá acontecido com as nossas imagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2693539850500683504?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2693539850500683504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/pousando-com-estranhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2693539850500683504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2693539850500683504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/pousando-com-estranhos.html' title='Pousando com estranhos'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-P4NKiXveqDY/TnZutDGtmVI/AAAAAAAAvcs/eyeD7svjbt4/s72-c/kathiele.foto_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-4736163858488252605</id><published>2011-09-18T13:39:00.000+01:00</published><updated>2011-09-21T09:06:28.294+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malásia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O bairro português de Malaca</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3aVyjRw3uFY/TnXmOeT751I/AAAAAAAAvck/QuHjd8IScbU/s1600/thumbnail.xlarge.7.1312744379.portuguese-square.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-3aVyjRw3uFY/TnXmOeT751I/AAAAAAAAvck/QuHjd8IScbU/s320/thumbnail.xlarge.7.1312744379.portuguese-square.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A entrada da "Praça Portuguesa"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp;Quem vai a Malaca sabe que pelo menos três pontos turísticos têm a nossa marca. O primeiro é a chamada "fortaleza portuguesa", também conhecida como "A Famosa" (que, na realidade, se resume quase só a uma entrada); o segundo é o museu marítimo, que está instalado numa imponente réplica da famosa nau "Flor de la mar", naufragada na zona em 1511 (sim, o nosso tesouro mais conhecido tem um nome "espanhol"); finalmente, o terceiro ponto é o "bairro português" que, na língua local, é chamado de "Medan Portugis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estive em Malaca, a visita ao "bairro português" não estava incluída no limitado itinerário da excursão em que eu ia pelo que eu e a minha irmã tivemos de aproveitar o tempo livre, à noite, para lá dar um pulo. Mandámos parar um táxi à porta do hotel e combinámos o preço com o motorista (é assim que funciona ali). Daí a pouco tempo estávamos defronte da entrada da "praça portuguesa" e que fica entre a "Jalan Daranjo" e a "Jalan Dalbuquerque" (esta última, cruza-se com a "Jalan Texeira" e a "Jalan Squera", tudo nomes cuja origem salta à vista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praça é um quadrado, com arcadas sob as quais há comes e bebes. A sensação de desilusão é quase imediata para quem vá ali esperando encontrar, efetivamente, um cantinho de Portugal em tão longínquas paragens. Há estabelecimentos com nomes que nos remetem para o nosso país, como é o caso do "Restoran de Lisbon", e, de resto, mais nada faz aquele sítio ser diferente de qualquer praça ou praceta dedicada aos prazeres da comida e da bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentámo-nos numa esplanada no meio da praça e mandámos vir umas Coca-Colas. O local estava com pouca frequência e esta era sobretudo de malaios. Provavelmente, éramos nós os únicos turistas. Como não estávamos a sentir a "portugalidade" do sítio começámos a falar um pouco mais alto na tentativa de captar a atenção de alguém que resolvesse meter conversa connosco mas os esforços foram em vão. Ao fim de algum tempo e sentindo que não havia ali nada de interesse, resolvemos ir-nos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já estávamos prestes a por o pé na rua, um malaio mais corpulento, de cabelo grisalho e mais comprido do que o habitual, saiu de perto da porta do "Restoran de Lisbon" e veio falar connosco. Era "George", o dono do restaurante e, muito provavelmente, a única pessoa ali que era capaz de se expressar em Português. Levou-nos ao interior do seu estabelecimento e mostrou-nos as fotografias que tinha expostas na parede, quase todas suas com personalidades portuguesas que ali tinham ido. Uma delas, Krus Abecasis era ainda tida por si como o Presidente da Câmara de Lisboa, o que já não era verdade há uns bons anos. Por delicadeza, não o informámos da sua completa desatualização relativamente à vida portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sg_h3Xji-tI/TnXmajdjxLI/AAAAAAAAvco/NZrS5Nu_3B0/s1600/scan0132.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://1.bp.blogspot.com/-sg_h3Xji-tI/TnXmajdjxLI/AAAAAAAAvco/NZrS5Nu_3B0/s320/scan0132.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;À direita, George, o dono do "Restoran de Lisbon"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No decurso da conversa ficámos a saber que os "portugueses de Malaca" (que não falam Português mas sim um crioulo chamado "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_crist%C3%A3" target="_blank"&gt;Papiá kristáng&lt;/a&gt;" eram obrigados a ter nomes próprios ingleses (daí o "George") e que se dedicavam, sobretudo, à pesca. O George também aproveitou para se queixar de que não lhe mandavam coisas em Português e que, embora já tivesse pedido discos e livros a uma qualquer instituição pública, nada lhe chegava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de uns bons minutos, despedimo-nos do dono do "restaurante de Lisboa" e fizemo-nos ao caminho. Como era noite e estávamos bastante desiludidos com o que tínhamos visto, não fomos dar uma volta pelas ruas à volta da praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho de volta era por uma estrada com pouco movimento e pouquíssimas casas o que em nada me incomodou mas preocupou bastante a minha irmã. A noite estava morna e agradável e o sossego da caminhada - aqui e ali pontuada por algum local mais interessante, como um cemitério muçulmano -, apenas foi prejudicado pelo medo de ser atacada e violada que a minha irmã transmitia frequentemente. Passear com mulheres tem destas desvantagens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos ao hotel sem que nada nos tivesse acontecido mas com uma sensação amarga de termos ido a uma espécie de não-atração, um local para nós mítico mas onde o fino fio da nossa identidade ameaçava quebrar-se a qualquer momento deixando ali qualquer coisa que, tendo de ter várias entidades, acabava por não ter nenhuma.&amp;nbsp;Um misto de curiosidade pelo exotismo daqueles nossos "compatriotas" e de saudosismo imperial faz-nos dar mais importância a um desinteressante local que mais parece saído do cosmopolitanismo saloio de uma loja chinesa do que a verdadeiras pérolas de outras culturas existentes no resto da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/MalSia1996?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-4736163858488252605?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/4736163858488252605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/malaca-o-george-da-aldeia-pt.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4736163858488252605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4736163858488252605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/malaca-o-george-da-aldeia-pt.html' title='O bairro português de Malaca'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3aVyjRw3uFY/TnXmOeT751I/AAAAAAAAvck/QuHjd8IScbU/s72-c/thumbnail.xlarge.7.1312744379.portuguese-square.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3241777176891577966</id><published>2011-09-18T03:33:00.002+01:00</published><updated>2011-11-03T13:16:12.808Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O Japonês poliglota</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--xoIb1gR5Uw/TnVYS0TisLI/AAAAAAAAvcY/H1A0GGlaDPE/s1600/langue_babel.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/--xoIb1gR5Uw/TnVYS0TisLI/AAAAAAAAvcY/H1A0GGlaDPE/s200/langue_babel.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sentado nas escadas de um dos principais templos de Quioto, descansando um pouco e apreciando o ambiente, quando um velhote japonês (que a memória me faz sempre comparar com o "mestre" do filme Karate Kid) se aproximou de mim. Sentou-se calmamente ao meu lado e cumprimentou-me em Inglês. Respondi-lhe e, como se esperaria, ele aproveitou para meter conversa. "De onde é?" - é daquelas perguntas que vêm nas primeiras palavras e desta vez nada se alterou nesse clássico do convívio "internacional". Disse-lhe, em Japonês, que era de Portugal. "Ah! Bom dia!" soltou imediatamente o homem com o sorriso próprio de quem tinha podido brilhar. Estupidamente, contrapus um "Boa tarde", fazendo tenção de lhe explicar que àquela hora já seria essa a saudação própria. Apesar do cumprimento, o homem não falava Português e logo se gerou uma atrapalhação entre os dois. A coisa resolveu-se prontamente voltando ao Latim dos nossos dias para, trocadas duas frases, se entender que o simpático japonês (que era viajado) também falava Francês. Mais uma vez mudámos de língua e foi no idioma franco que ali conversámos durante uns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, a Babel tem alguma graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/JapOQuioto2003_04?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3241777176891577966?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3241777176891577966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-japones-poliglota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3241777176891577966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3241777176891577966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-japones-poliglota.html' title='O Japonês poliglota'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--xoIb1gR5Uw/TnVYS0TisLI/AAAAAAAAvcY/H1A0GGlaDPE/s72-c/langue_babel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2969413016262526099</id><published>2011-09-11T11:10:00.011+01:00</published><updated>2011-11-03T13:16:28.784Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>A chegada a Nagasáqui</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Cp0jnb7wTt4/Tm0PkwPmBUI/AAAAAAAAvU4/5n_MXPwpyKo/s1600/70894map_e.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651190231519855938" src="http://1.bp.blogspot.com/-Cp0jnb7wTt4/Tm0PkwPmBUI/AAAAAAAAvU4/5n_MXPwpyKo/s200/70894map_e.gif" style="cursor: pointer; float: left; height: 186px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;2003/04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que alguém pensa em ir a países como o Japão ou a China, imediatamente surge a questão de saber como é que uma pessoa se orienta numa terra onde nem sequer percebe os caracteres usados para escrever os nomes das coisas. Felizmente, em muitos países há o hábito de também colocar nas placas os nomes escritos no alfabeto latino. Ora, isto já é meio caminho andado para não nos perdermos. Com um mapa e um conhecimento mínimo da língua da nação que visitamos, então, tudo correrá bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir ao Japão, inscrevi-me num curso de Japonês na Universidade Nova de Lisboa. Ao fim de alguns meses, sentia-me capaz - se não de conversar com um nipónico -, pelo menos de conseguir ir de A a B fazendo um mínimo de perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(faço aqui um parêntese para dizer que a razão de ir aprender Japonês não foi uma ida ao Japão mas sim esta que surgiu na sequência - algo distante já -, do meu interesse pela língua.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando dei comigo na terra do sol nascente, não tive problemas de maior: levava um bom guia comigo, tinha planeado bem a viagem, sabia Japonês suficiente para explicar coisas básicas (o Inglês dos japoneses é pavoroso...) e por todo o lado havia indicações usando o nosso alfabeto. Nem por um momento senti dificuldades em me orientar. Até que cheguei a... Nagasáqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando desembarquei na cidade japonesa com um passado mais "ocidental" (Portugueses e Holandeses são parte incontornável da história local), tudo, mas absolutamente tudo estava escrito unicamente em caracteres japoneses. Eu tinha uma boa ideia dos "alfabetos" Hiragana e Katakana, o primeiro usado para escrever palavras de origem japonesa e, o segundo, para termos estrangeiros mas, como se isto não fosse já suficientemente complicado (cada sistema de caracteres é composto por cinquenta símbolos representando sílabas), a escrita japonesa ainda é feita da mistura de Hiragana com Kenji (vulgarmente conhecidos como os caracteres "chineses"). Ou seja, não conseguia ler as palavras (primeiro passo para as conseguir traduzir). Recorri ao meu guia e a um mapa obtido na estação de comboios. A ideia era ir ter a um hotel-cápsula que existia logo ali junto à praça da estação ferroviária. Com jeitinho, lá fui tentando perceber onde seria o hotel. Dei uma, duas voltas à praça, saí dela e entrei numa avenida, voltei atrás e... nada. Comecei a irritar-me e fui acalmar-me passeando no centro comercial da estação (nesta, não havia qualquer posto turístico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-R357Bane5Ws/RyyR55xwRRI/AAAAAAAAHF8/lESX0tXHilA/s1600/CIMG0736.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-R357Bane5Ws/RyyR55xwRRI/AAAAAAAAHF8/lESX0tXHilA/s320/CIMG0736.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acalmado o espírito, resolvi tentar de novo. Quando me preparava para mais uma ronda de ruas, lembrei-me de que a polícia japonesa era conhecida pelo seu apoio aos cidadãos. Ora, eu tinha visto um pequeno posto ali perto e foi para lá que me dirigi. O posto de polícia tinha um salinha muito simples, onde estava sentado um guarda por trás de uma secretária. Para além disto, não se via mais nada, havendo unicamente uma porta que daria para outra sala. Cumprimentei o guarda e, como a conversa poderia ser mais complicada do que a minha competência linguística permitia, perguntei-lhe se ele falava Inglês. Ele disse que só falava um bocadinho (e mal, acrescento) mas que, comigo dando uns toques de Japonês e ele de Inglês nos entenderíamos. Lá tentei explicar-lhe que andava à procura de um certo hotel mas que não o encontrava. Ele pensou e informou-me de que o dito estabelecimento já não existia. Isto estava cada vez melhor... Perguntei-lhe se conhecia um outro sítio onde pudesse ficar. Ele levantou-se e veio olhar para um mapa que estava na parede, também ele unicamente escrito em caracteres japoneses. Apontou vagamente para uma zona, o que me deixou, naturalmente, na mesma. Perante o meu ar desconsolado, o guarda (sempre com um ar sério), resolveu servir-me de guia. Disse qualquer coisa para a sala contígua, pos o chapéu e fez sinal para que eu o seguisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de umas centenas de metros, entrámos num hotel, numa rua das traseiras da praça onde o posto estava. Na receção, estava uma senhora de alguma idade, de aspeto simpático à qual o polícia disse uma frase onde apenas entendi a palavra "gaijin" (estrangeiro). Devia estar dizendo alguma coisa do tipo "Está aqui um estranja que não se sabe orientar". Agradeci ao guarda e tratei do rapidíssimo &lt;i&gt;checkin&lt;/i&gt;. Há males que vêm por bem. E a verdade é que o hotel onde o polícia me levou era ótimo. Simples, limpo e barato. Nos corredores havia pequenas estantes cheias de banda desenhada para que os hóspedes levassem para os quartos. Nestes, a casa de banho era uma espécie de "cápsula" em plástico onde podíamos fazer chiqueiro à vontade. A sanita era daquelas com tampo aquecido e esguichos de água (aquilo deve ser maravilhoso para as mulheres) e eu até tinha um "quimono" para usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte já consegui orientar-me melhor. Os pontos turísticos da cidade tinham uma boa sinalização e, afinal, era só junto à estação que se gerava confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nagasáqui foi das melhores coisas que vi no Japão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/JapONagasQui2003_04?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2969413016262526099?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2969413016262526099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/chegada-nagasaki.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2969413016262526099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2969413016262526099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/chegada-nagasaki.html' title='A chegada a Nagasáqui'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Cp0jnb7wTt4/Tm0PkwPmBUI/AAAAAAAAvU4/5n_MXPwpyKo/s72-c/70894map_e.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2675733192182077964</id><published>2011-09-10T16:36:00.007+01:00</published><updated>2011-11-03T13:17:18.845Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><title type='text'>Eles que entendam!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CEcgGEXWxMU/TmuEsBgSklI/AAAAAAAAvSw/6gyNBlfRYU0/s1600/balao.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650756049319400018" src="http://4.bp.blogspot.com/-CEcgGEXWxMU/TmuEsBgSklI/AAAAAAAAvSw/6gyNBlfRYU0/s400/balao.gif" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 100px; margin: 0 10px 10px 0; width: 93px;" /&gt;&lt;/a&gt;2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O à vontade com que os hispânicos se passeiam por Portugal, falando com os locais a sua língua com a mesma desenvoltura com que o fariam nos seus países é daquelas coisas que sempre me irritou profundamente. Pior do que isso, só mesmo a complacência dos meus compatriotas para com semelhante falta de delicadeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, numa ida a Madrid, tive a única oportunidade de assistir a uma situação inversa. Um dos rapazes que me acompanhava, alto, de voz forte e presença assertiva, comportava-se com os espanhóis exatamente com a mesma naturalidade com que eles se portam por cá. E foi giro vê-lo no MacDonalds fazendo perguntas sobre os menus às empregadas (que lá lhe iam respondendo com uns segundos de atraso) ou respondendo a alguma pergunta ocasional feita por alguém no albergue onde pernoitávamos. Aquele não tinha piedade por ninguém. E se pensam que se tratava de algum nacionalista ferrenho, posso dizer-vos que estão enganados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a "naturalidade" deste rapaz não se manifestava apenas com os hispânicos mas também com qualquer outra criatura. Ao instalarmo-nos no albergue onde nos hospedámos (um agradável estabelecimento gerido por argentinos) chegaram ao quarto dois rapazes "indianos" (eram holandeses). Pois o meu companheiro de viagem, imediatamente começou a falar com eles em Português: "Viva! Então, estão bons?" - perguntou ele com o seu vozeirão. "Olhem, estas camas ficam para nós. Vocês ficam aí, não é? Ótimo..." - Os holandeses olhavam para ele, embasbacados...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2675733192182077964?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2675733192182077964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/eles-que-entendam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2675733192182077964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2675733192182077964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/eles-que-entendam.html' title='Eles que entendam!'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CEcgGEXWxMU/TmuEsBgSklI/AAAAAAAAvSw/6gyNBlfRYU0/s72-c/balao.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-1200042048271788026</id><published>2011-09-10T15:37:00.005+01:00</published><updated>2011-11-03T13:17:30.806Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><title type='text'>Os empregados portugueses em Madrid</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XzqSpPtbhb4/TmuDmWS0_aI/AAAAAAAAvSo/-pCp754uVpI/s1600/blogue-empregada-de-mesa.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650754852309237154" src="http://3.bp.blogspot.com/-XzqSpPtbhb4/TmuDmWS0_aI/AAAAAAAAvSo/-pCp754uVpI/s200/blogue-empregada-de-mesa.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 112px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e dois conhecidos fomos passar um fim de semana a Madrid. Para mim era a quarta vez mas, para eles tudo seria novidade. Na primeira noite que lá passámos, após muito caminhar, resolvemos entrar numa tasca de ar muito confortável e castiço, com quase toda a decoração baseada em objetos ligados à cerveja. Olhámos para o menu, sentimos dificuldade em perceber o que lá estava escrito e, enquanto não nos decidíamos, mandámos avançar com umas cervejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as bebidas chegaram, a empregada (que já antes nos tinha cumprimentado e entregue o menu), foi ajeitando a mesa e colocando uns acepipes enquanto nós falávamos alegremente. Ao som de um pequeno palavrão, a rapariga saiu-se com um "olhem que eu percebo o que dizem". Disse isto com um sorriso e um fortíssimo sotaque espanhol. Ficámos admirados e, enquanto ela ia buscar a comida que finalmente tínhamos conseguido escolher (à nora, é certo), debatemos se estaríamos perante uma ave rara (uma espanhola a falar Português) ou uma imigrante de pronúncia desfeita pela convivência com o Castelhano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a refeição ia a meio e ela teve uns momentos livres, veio ter connosco e lá ficámos a saber a sua história. Era de Cantanhede e tinha ido para Madrid estudar teatro. Entretanto, tinha lá ficado e andava a juntar para comprar uma casa na terra. Desconheço há quantos anos ela estaria em Madrid mas a destruição da fala era um caso digno de estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-je9poxcv9YM/TnXKyy7Z2yI/AAAAAAAAvcc/UO3hegdqdk0/s1600/photo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-je9poxcv9YM/TnXKyy7Z2yI/AAAAAAAAvcc/UO3hegdqdk0/s200/photo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Na manhã seguinte, em vez de tomarmos o pequeno-almoço no albergue, convenci os meus companheiros a irmos provar um típico pequeno-lmoço madrileno, ou seja, uma fartura acompanhada de uma caneca de espesso chocolate quente. Entrámos num café que, àquela hora, estava vazio, sentámo-nos e, quando o empregado apareceu, eu pedi "chocolate y porras". Fi-lo sem qualquer tentativa de por um sotaque local nas palavras. Imediatamente o empregado me respondeu "Uma fartura, não é? Farturas e chocolate quente". Também este era português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, resolvemos voltar ao mesmo café. A essa hora o ambiente era completamente diferente, cheio de gente a dar na cerveja e nos petiscos. Ficámos por perto do balcão (nem havia onde nos pudéssemos sentar). O empregado, ao ver-nos, veio&lt;br /&gt;cumprimentar-nos com alegria e prontamente nos ofereceu alguns petiscos para provarmos. Não eram nada de especial (comida espanhola...) mas é claro que na graça do momento nos souberam bem (a cerveja sim, era muito agradável). Sempre que o intenso serviço lhe permitia, o rapaz vinha trocar umas palavras connosco e oferecer-nos uma amostra de mais algum petisco, aqui e ali sob um olhar um pouco desaprovador do seu patrão, um galego hispanófono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira noite que passei em Madrid, ao entrar num bar, já estava à espera de dar de caras com mais um empregado português mas a verdade é que apanhei com um que era tão espanhol que até dava uns passos de flamenco em cima do balcão...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-1200042048271788026?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/1200042048271788026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/os-empregados-portugueses-em-madrid.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1200042048271788026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1200042048271788026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/os-empregados-portugueses-em-madrid.html' title='Os empregados portugueses em Madrid'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XzqSpPtbhb4/TmuDmWS0_aI/AAAAAAAAvSo/-pCp754uVpI/s72-c/blogue-empregada-de-mesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-9124713394456728047</id><published>2011-09-10T14:23:00.006+01:00</published><updated>2011-09-11T17:20:57.725+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malásia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O monge no WC</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-9zJYACQHjh0/TmzfU-pRCNI/AAAAAAAAvUY/bn8Lwq2rWD8/s1600/monk-766071.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9zJYACQHjh0/TmzfU-pRCNI/AAAAAAAAvUY/bn8Lwq2rWD8/s200/monk-766071.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651137183949588690" /&gt;&lt;/a&gt;Nunca fui de alinhar em espiritualidades e sempre achei palermas aquelas tendências &lt;span style="font-style:italic;"&gt;new age&lt;/span&gt; que nos tentam convencer da existência de "energias" e planos de consciência alternativos. Mas, se por princípio sou imune a estas coisas, ainda mais o sou quando vêm carregadas de complexos que pretendem ver noutras culturas uma espécie de superioridade moral e ética, uma santidade inerente a crenças religiosas mais "puras" e que, supostamente, desmascaram a nossa desonestidade materialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia o Karl Marx que "O homem faz a religião, a religião não faz o homem". E devemos ter sempre como guia esta ideia de que, na base de tudo, estão sempre os homens que lidam com a "fé". Homens, como quaisquer outros, com defeitos, virtudes, desejos e necessidades como qualquer mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, estava eu no aeroporto de Kuala Lumpur, aguardando o embarque para Hong Kong e senti vontade de ir à casa de banho. Ao abrir a porta, dou com um monge budista, defronte de um urinol, afastando as pernas, levantando o manto, chegando-se à frente e, com um "aaahhh" de prazer, começar a urinar. Era um daqueles monges já de alguma idade, que muita gente tanto gosta de apresentar como seráfica imagem de uma sabedoria que, por qualquer razão, se acha que só existe no Oriente. Ali, como certamente em tantas outras situações da vida, era um vulgar homem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-9124713394456728047?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/9124713394456728047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-monge-no-wc.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/9124713394456728047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/9124713394456728047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-monge-no-wc.html' title='O monge no WC'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9zJYACQHjh0/TmzfU-pRCNI/AAAAAAAAvUY/bn8Lwq2rWD8/s72-c/monk-766071.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-4316495720965301218</id><published>2011-09-09T00:11:00.007+01:00</published><updated>2011-09-10T15:34:56.717+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Um molho para lisboetas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zp5Uqos1ivg/TmsZLGMC3rI/AAAAAAAAvRY/XuLhXlcQ0sQ/s1600/molho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 183px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zp5Uqos1ivg/TmsZLGMC3rI/AAAAAAAAvRY/XuLhXlcQ0sQ/s320/molho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650637835896807090" /&gt;&lt;/a&gt;A única vez em que tive algum tipo de formação profissional paga pela empresa em que trabalho foi em Braga. Como se não bastasse o prazer de viajar até à capital do Minho, ainda por cima o evento dava-se num encantador hotel precisamente no ponto mais turístico da cidade: o Bom Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia anterior, quando estávamos a caminho, resolvi levar o colega que me acompanhava a jantar ao Porto. Porque as tradições são para cumprir, quisemos comer uma francesinha e eu lembrei-me de um agradável restaurante, de seu nome "Poema de Pedra" e que fica na zona antiga da cidade, a caminho da Alfândega. O sítio tem graça pelo seu ar granítico e pela envolvente urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandámos vir as francesinhas (que, ali, têm uma forma retangular) e lá fomos jantando. A meio da refeição, o meu colega diz-me que gostava que a sua fosse mais picante. Chamei o empregado e pedi-lhe o condimento, notando-lhe um leve trejeito de incredulidade. O meu colega tratou da sua francesinha e, quase terminada esta, voltou a comentar que gostava delas bem picantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um outro empregado, de passagem, nos perguntou se estava tudo bem, gracejei aludindo ao "pouco" picante. Com um ar gozão, o empregado olhou para nós e disse "A sério?! Olhe que eu tenho ali um molho especial para lisboetas!...". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu colega não o quis experimentar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-4316495720965301218?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/4316495720965301218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/um-molho-para-lisboetas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4316495720965301218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4316495720965301218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/um-molho-para-lisboetas.html' title='Um molho para lisboetas'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zp5Uqos1ivg/TmsZLGMC3rI/AAAAAAAAvRY/XuLhXlcQ0sQ/s72-c/molho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-1620774325227668940</id><published>2011-09-08T07:07:00.008+01:00</published><updated>2012-01-15T10:04:45.585Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Turquia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2002'/><title type='text'>Mais papistas do que o papa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8p_yhHdmv_o/TmoMEyuEaxI/AAAAAAAAvRA/Bs_RDgBSwno/s1600/art.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650341958963718930" src="http://4.bp.blogspot.com/-8p_yhHdmv_o/TmoMEyuEaxI/AAAAAAAAvRA/Bs_RDgBSwno/s200/art.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 150px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;2002/09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa excursão pela Turquia, um dos pontos a visitar era o mosteiro dos derviches, em Konya. Por se tratar de uma instituição religiosa muçulmana (ainda que de um país laico), imediatamente algumas das mulheres da comitiva começaram a ficar preocupadas sobre se teriam de usar um lenço na cabeça. Diga-se em abono da verdade que, de todas as representantes do belo sexo que ali iam, foram poucas as que se preocuparam com tal coisa mas as que o fizeram sentiram-se algo ansiosas com o facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada a camioneta junto do mosteiro, já as ditas senhoras estavam em polvorosa tentando arranjar qualquer coisa com que cobrirem a cabeça. Lá desencantaram uns lenços quaisquer e toca de os porem atabalhoadamente sobre as cabeleiras. Todas as outras se mantiveram olimpicamente à parte daquilo até porque a própria guia que nos acompanhava não tinha avisado sobre qualquer preceito a respeitar na visita ao templo (na realidade, apenas ao pátio de entrada e a uma sala com túmulos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos e, como seria de esperar num local turístico, o que era importante mesmo era pagar a entrada, comprar umas recordações e, basicamente, passear pelo local com o bom senso exigível em qualquer monumento. Mas as senhoras, tão imbuídas das suas preocupações politicamente corretas lá continuaram, com os lenços colocados, passeando-se pelo meio de gente em calções, t-shirts e todas as indumentárias próprias de quem anda de férias num local quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há gente assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/TurquiaKonya2002_09?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-1620774325227668940?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/1620774325227668940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/mais-papistas-que-o-papa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1620774325227668940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1620774325227668940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/mais-papistas-que-o-papa.html' title='Mais papistas do que o papa'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8p_yhHdmv_o/TmoMEyuEaxI/AAAAAAAAvRA/Bs_RDgBSwno/s72-c/art.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-932957495867692892</id><published>2011-09-07T23:35:00.007+01:00</published><updated>2012-01-15T09:58:30.356Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2005'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irlanda'/><title type='text'>Cinema na Irlanda</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GFezZZxT4-k/TnEnV7j-zBI/AAAAAAAAvaA/WztD5513mkw/s1600/pipoca-cinema.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652342265046027282" src="http://1.bp.blogspot.com/-GFezZZxT4-k/TnEnV7j-zBI/AAAAAAAAvaA/WztD5513mkw/s320/pipoca-cinema.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 219px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;2005/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Kilkenny (leia-se câlquèni),na Irlanda, fiquei duas noites. As atrações da localidade não eram muitas: um bonito parque com um castelo/palácio de belos interiores, uma igreja antiga com uma das características torres em forma de "foguetão" que enxameiam a paisagem irlandesa, uma rua com prédios antigos coloridos e, tirando isso, pouco mais restava que fosse verdadeiramente digno de destaque. À noite, então, era a pasmaceira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi ir ao cinema para matar o tempo. A preços que só chegariam a Lisboa vários anos mais tarde, fui duas noites às fitas. O choque foi tremendo. Habituado a criticar os meus compatriotas por falarem no escuro do cinema ou por fazerem demasiado barulho com as pipocas, eu não estava preparado para a maneira irlandesa de ver cinema. Basicamente, o espetador local levanta-se várias vezes durante a fita - para ir à casa de banho, para ir buscar comida, para ir esticar as pernas -, fala durante a sessão e passa o tempo a comer e a beber. Se não fosse aquele relaxamento que sentimos quando estamos de férias e que nos predispõe a sermos condescendentes com os outros (sobretudo no estrangeiro), eu acho que teria tido um ataque de nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a "pancada" que foi a primeira noite nas fitas (onde vi uma comédia qualquer da qual pouco percebi), resolvi proteger-me na segunda incursão ao cinema de Kilkenny: fui para um lugar isolado e que era o assento dos namorados (era de corpo e meio). O descanso foi tanto que, embalado por uma daquelas chuchadeiras da "nova" Guerra das Estrelas, dormi o tempo quase todo. Eles que ruminassem, passeassem e bebessem à vontade que eu não estava nem ali...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/IrlandaKilkenny2005_05?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-932957495867692892?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/932957495867692892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/cinema-na-irlanda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/932957495867692892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/932957495867692892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/cinema-na-irlanda.html' title='Cinema na Irlanda'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GFezZZxT4-k/TnEnV7j-zBI/AAAAAAAAvaA/WztD5513mkw/s72-c/pipoca-cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-8859291878225403961</id><published>2011-09-07T23:31:00.008+01:00</published><updated>2011-09-10T10:28:25.644+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Hoje não se paga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-pIwa-xVwbDw/TmstpcCY5_I/AAAAAAAAvRo/Hy0jD4SOqF0/s1600/louvre.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-pIwa-xVwbDw/TmstpcCY5_I/AAAAAAAAvRo/Hy0jD4SOqF0/s320/louvre.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650660347390519282" /&gt;&lt;/a&gt;Estava passando uns dias em Paris com uma querida namorada que, tal como eu, era pessoa que gostava de ver monumentos e museus e, por ser a nossa primeira vez na capital francesa, tivemos a natural vontade de ir ao Louvre. O dia estava macambúzio, com nuvens baixas ameaçando chuva, ou seja, era o dia perfeito para ser gasto naquela visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados à praça da pirâmide (cedinho, para evitarmos bichas) já lá encontrámos dez ou vinte pessoas que se enfileiravam a partir da porta da famosa estrutura de metal e vidro mandada fazer por Miterrand. Aproximou-se a hora da abertura e começou a pingar. Do "outro lado", via-se uma concentração anormal de funcionários, ao jeito de reunião de trabalhadores e sem que ninguém parecesse fazer questão de abrir a porta aos visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou-se a hora em que o museu devia abrir, acumulavam-se as pessoas à espera e... nada. Mais tempo passou, a chuva começou a engrossar e absolutamente ninguém se dignava a dar alguma informação a quem esperava cá fora. Lá dentro, continuava a reunião. Como os candidatos a visitantes eram de nacionalidades muito diferentes não se gerou a habitual conversa que há nestas ocasiões e onde toda a gente resolve deitar cá para fora qualquer tipo de irritação. Não, o povo estava sereno - pasmado mas sereno. No entanto, uma rapariga indignou-se e foi bater à porta da pirâmide exigindo explicações. Ao fim de algum tempo e muito a contragosto, ums mulher abriu a porta e explicou-lhe que os trabalhadores do Louvre estavam em greve por causa de diminuições de pessoal que tinham ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabida a razão da longa espera, a preocupação dos turistas passou a ser se o museu iria, ou não, ser aberto. Novamente se esbarrou na total ausência de informação. Por esta altura, a chuva já era forte e à impaciência e cansaço ainda se veio somar todo o desconforto causado pelo involuntário duche. Apesar de termos um chapéu de chuva, pensámos ir abrigar-nos numa das áreas laterais da praça mas, ao reparar que toda a gente se mantinha irredutível na fila, achámos que, no fim, alguma recompensa haveria pelo nosso estoicismo. E ali nos mantivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de pelo menos duas horas de espera, reparámos que o grupo de trabalhadores "en colère" (ou seja, "em luta") que se reunia na pirâmide começou a dispersar. Finalmente, a porta abriu-se e foi dada ordem para entrar aos visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compensar os visitantes pelo incómodo ou - o que é mais provável -, para lixar a administração do museu, não foram cobradas entradas nessa manhã. Poupou-se em dinheiro o que se gastou em tempo e nervos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao museu: é magnífico, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-8859291878225403961?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/8859291878225403961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/hoje-nao-se-paga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8859291878225403961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8859291878225403961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/hoje-nao-se-paga.html' title='Hoje não se paga'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pIwa-xVwbDw/TmstpcCY5_I/AAAAAAAAvRo/Hy0jD4SOqF0/s72-c/louvre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-8840072147467509092</id><published>2011-09-07T22:31:00.008+01:00</published><updated>2011-10-21T15:54:29.645+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Fronteira expresso</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3g0B1O5diFM/Tmk8BRRFAmI/AAAAAAAAvQA/ZOJHT7PAef0/s1600/38%252Ccustoms.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650113200025567842" src="http://2.bp.blogspot.com/-3g0B1O5diFM/Tmk8BRRFAmI/AAAAAAAAvQA/ZOJHT7PAef0/s200/38%252Ccustoms.gif" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;Na primeira vez que fui a Macau ainda o aeroporto não estava construído e quem lá quisesse ir tinha de voar até Londres, daí até Hong Kong e, finalmente, apanhar o barco para a Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal (ufa...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À chegada, eu já sabia ter à minha espera um familiar que, na altura, ocupava um lugar de destaque nas forças de segurança do território. Desembarcado no terminal portuário de Macau, dei comigo nas habituais bichas que se formam para as formalidades próprias das fronteiras. Um pouco mais à frente, vejo calmamente alinhados (e distantes um do outro) o Nicolau Breyner e o Francisco Pinto Balsemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperava a minha vez de mostrar o passaporte, vejo chegar o meu familiar, com as naturais demonstrações de alegria que a situação exigia. Abraços e beijos e... toca a andar que as filas são só para os outros. Conduzido, passei à frente de toda aquela gente até chegar à cabina onde um agente chinês da PSP controlava os passaportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está aqui o passaporte ...&lt;br /&gt;- aaahhh&lt;br /&gt;- Vá lá...&lt;br /&gt;- aaah&lt;br /&gt;- Eh pá, está bem isso tudo&lt;br /&gt;- Siiimm....&lt;br /&gt;- Vá, toca a andar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor do que isto nem com o passaporte eletrónico...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-8840072147467509092?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/8840072147467509092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/fronteira-expresso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8840072147467509092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8840072147467509092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/fronteira-expresso.html' title='Fronteira expresso'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3g0B1O5diFM/Tmk8BRRFAmI/AAAAAAAAvQA/ZOJHT7PAef0/s72-c/38%252Ccustoms.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-6213932450294212905</id><published>2011-09-07T22:27:00.006+01:00</published><updated>2011-11-03T13:18:23.008Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Itália'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O francês lusófilo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G5Q0QXqW81Y/TmsuS3j5RjI/AAAAAAAAvRw/hgW2kSek6cE/s1600/188158_132595226817262_3385348_n.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650661059153446450" src="http://2.bp.blogspot.com/-G5Q0QXqW81Y/TmsuS3j5RjI/AAAAAAAAvRw/hgW2kSek6cE/s320/188158_132595226817262_3385348_n.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 195px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O albergue de juventude de Génova (Itália) fica no cimo de uma grande encosta que exige coragem para se subir a pé. Mas, uma vez lá chegados, a vista que se tem a partir do enorme terraço que antecede a entrada no desinteressante edifício compensa-nos um pouco pelo tremendo esforço. Uma vez lá dentro, temos à nossa disposição um prédio com um certo estilo de hospital, corredores longos e despidos e a partir dos quais se tem acesso a uns quartos amplos cuja única mobília são uns beliches metálicos e uma mesinha debaixo de umas grandes janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei, tive a agradável surpresa de o quarto que me havia cabido em sorte apenas ter lá mais uma pessoa, i.e., estavam lá as roupas dela. Tive, portanto, todo o à vontade para tratar de mim antes de me deitar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tinha várias baterias para carregar, ocupei a tomada que me cabia em sorte e ainda uma na outra ponta do quarto que, naturalmente, seria "território" do hóspede ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meio da noite, ao pressentir que entravam no quarto e que procuravam onde ligar uns fios, levantei-me e fui desligar as minhas coisas tendo na altura, no escuro, trocado umas rapidíssimas palavras de ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, ao fim da tarde, vi finalmente o meu colega de quarto que me cumprimentou timidamente. Lá se trocaram mais umas palavras e fiquei a saber que o moço era francês (curiosamente, eu estava a ler um livro na sua língua mas ele não o tinha notado). Ao saber que eu era português, imediatamente ficou o rapaz muito entusiasmado porque... não só falava o nosso idioma (muito razoavelmente) como também era um autêntico lusófilo. Lá conversámos, ficando eu a saber que ele estava em Génova para uma conferência internacional sobre nanotecnologia e que tinha grande vontade de vir viver e trabalhar para Portugal. Disse-lhe que, em Braga, se estava a construir um centro de investigação, o que o deixou bastante curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, apanhámos o mesmo autocarro que descia do monte para o centro de Génova e lá continuámos a nossa conversa, sempre com ele elogiando Portugal. A certa altura, perante uma dificuldade dele em se expressar, comecei a falar em Francês, para espanto deste simpático gaulês. Falámos mais um pouco até que a conversa morreu e, quando ele saiu do autocarro, nem sequer se despediu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me se já estará a viver o seu sonho português...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/ItaliaGenova2010_09_2021?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-6213932450294212905?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/6213932450294212905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-frances-lusofilo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6213932450294212905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6213932450294212905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-frances-lusofilo.html' title='O francês lusófilo'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-G5Q0QXqW81Y/TmsuS3j5RjI/AAAAAAAAvRw/hgW2kSek6cE/s72-c/188158_132595226817262_3385348_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-6625398933798145198</id><published>2011-09-07T22:20:00.011+01:00</published><updated>2011-11-03T13:18:42.806Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2005'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suíça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>O fotógrafo no comboio</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tPFkW0YkYzs/TmttUaszN9I/AAAAAAAAvSA/fOJyntft08g/s1600/photografer.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650730354998458322" src="http://2.bp.blogspot.com/-tPFkW0YkYzs/TmttUaszN9I/AAAAAAAAvSA/fOJyntft08g/s200/photografer.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 182px;" /&gt;&lt;/a&gt;2005/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa viagem de comboio para Lausanne (Suíça), um homem com uma máquina fotográfica sentou-se à minha frente e pediu para me tirar uma fotografia. Andava ele arranjando material para uma exposição dedicada a "pessoas que andam de comboio" (na Suíça vos garanto que são muitas). Achei piada e disse-lhe que sim, lá tendo me esforçado para parecer natural e não pousar para o "boneco". A obrigatoriedade (se não legal, pelo menos ética) de pedir autorização às pessoas para lhes tirar uma foto tem esta desvantagem: perde-se a naturalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirada a fotografia, o artista pediu-me para lhe escrever alguns dados numa folha onde já constavam várias outras assinaturas e, também, indicar o meu endereço eletrónico para que ele me avisasse se a minha imagem tivesse sido selecionada para a exposição. Como nunca mais me disse nada, suponho que o meu rosto não tenha sido escolhido para abrilhantar uma qualquer parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprida a "formalidade", trocámos algumas frases e, ao saber de onde eu era, o homem disse-me que na Suíça havia muitos portugueses (como se alguém não o soubesse). Fez uma ligeira pausa e acrescentou "Talvez demasiados para si, não?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/SuALausanne2005_11?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-6625398933798145198?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/6625398933798145198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-fotografo-no-comboio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6625398933798145198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6625398933798145198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-fotografo-no-comboio.html' title='O fotógrafo no comboio'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tPFkW0YkYzs/TmttUaszN9I/AAAAAAAAvSA/fOJyntft08g/s72-c/photografer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-4897465725430099487</id><published>2011-09-07T22:19:00.010+01:00</published><updated>2011-12-08T09:53:44.057Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2005'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suíça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Berna: polícia no quarto</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-utFPgePRIxw/Tmk-sstlhEI/AAAAAAAAvQY/fCzfaUQIkB4/s1600/police-officer-t10086.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650116145150526530" src="http://3.bp.blogspot.com/-utFPgePRIxw/Tmk-sstlhEI/AAAAAAAAvQY/fCzfaUQIkB4/s200/police-officer-t10086.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;2005/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que ouvir falar na exemplaridade cívica dos Suíços, irei lembrar-me da minha estadia no albergue de juventude de Berna. Primeiro, foi apanhar com um grupo de estudantes adolescentes que, às seis da manhã percorriam em algazarra os corredores entre os quartos e as casas de banho. Depois, foram os dois adeptos da seleção local que, às duas da noite entraram pelo quarto adentro, vindos de um jogo, sem qualquer tipo de problema em acordarem toda a gente que ali estava e, finalmente, foi o despertar às tantas com dois ou três agentes da polícia em pleno quarto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto onde eu estava tinha quatro ou seis camas e apenas havia uma vaga. A certa altura, à noite, já naquele período onde uns reveem a agenda para o dia seguinte, outros conferem as fotografias tiradas e outros, ainda, só querem é dormir, chegou um novo hóspede. Era africano, preto e de sorriso fácil. Mal chegou, imediatamente começou a meter conversa com todos: de onde eram, o que faziam por ali, etc. Ele - o típico fura-vidas -, já tinha andado por uma boa parte da Europa (Portugal incluído), tentando desenrascar-se e, agora, procurava a sorte em terras helvéticas. Trocadas as palavras exigidas pela sua curiosidade relativamente a mim, remeti-me ao meu sossego, tendo adormecido pouco tempo depois de a personagem ter saído para ir sei lá onde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, a primeira coisa que vi foi uma perna mesmo junto à minha cara. Abri esforçadamente os olhos e, com a visão toldada pelo sono, percebi pertencer a dita parte anatómica a uma mulher polícia que, acompanhada de um colega interrogava o novo hóspede. Sem quase levantar a cabeça, perguntei se havia algum problema ao que, sem sequer olhar para mim, a polícia respondeu com um sequíssimo "Não". Por ali ficou a minha conversa com a agente que insistia em pedir informações ao homem. Este, num tom de voz que alternava entre a indignação e a resignação, perguntava "Outra vez? Mas já me pediram a identificação há dois dias... Que mais posso eu fazer? É sempre a mesma coisa...". Logo percebi ser coisa de imigração e rapidamente caí no sono novamente. No dia seguinte, o simpático (embora um pouco chato) homem já não estava no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/SuABerna2005_11?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-4897465725430099487?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/4897465725430099487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/berna-policia-no-quarto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4897465725430099487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/4897465725430099487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/berna-policia-no-quarto.html' title='Berna: polícia no quarto'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-utFPgePRIxw/Tmk-sstlhEI/AAAAAAAAvQY/fCzfaUQIkB4/s72-c/police-officer-t10086.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-5254826527520240822</id><published>2011-09-07T22:16:00.005+01:00</published><updated>2011-12-08T09:53:27.864Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Ó tai iszi?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uAkbnCB7X-w/Tmp2ifVs_WI/AAAAAAAAvRQ/0E8gnblnqag/s1600/horas.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650459017389866338" src="http://2.bp.blogspot.com/-uAkbnCB7X-w/Tmp2ifVs_WI/AAAAAAAAvRQ/0E8gnblnqag/s320/horas.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 218px; margin: 0 10px 10px 0; width: 231px;" /&gt;&lt;/a&gt;2003/04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma coisa que me acontece com uma frequência fora do normal: perguntarem-me coisas na rua. E isto é algo que ocorre em qualquer parte, por mais deslocado que eu pareça estar relativamente ao ambiente. Por qualquer razão que me escapa, devo ter um ar de quem está informado e é capaz de uma pequena atenção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Tóquio, quando estava hospedado num típico hotel - com quartos com piso de tatami onde se dormia... no chão -, ao sair da casa de banho que havia no corredor (casa de banho à japonesa, com duches "sentados" e banheira comum), uma indiana olhou para mim e perguntou "ima nanji desu ka", o que, traduzido, quer dizer "que horas são?". Olhei para ela espantado por, sendo eu branco e ela indiana, a pergunta me ter sido feita em Japonês. De uma forma talvez um pouco antipática, perguntei-lhe se não falava Inglês, o que imediatamente a fez repetir a pergunta (com um certo ar atrapalhado), tendo eu lhe dado a resposta desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no Japão muita coisa parece funcionar ao contrário, se a indiana no hotel me falou em Japonês, um japonês na rua resolveu falar-me em Inglês, i.e., na sua versão da língua inglesa. Passeando eu num parque, um jovem homem que com outro fazia umas filmagens chegou-se a mim e perguntou "ó tai iszi?", o que só teve como reação minha aquele ar que pomos quando ficamos à nora. O homem repetiu a pergunta: "ó tai iszi?". Valeu-me que, desta segunda vez, acompanhou os estranhos sons com um toque no pulso o que me salvou de ficar ali a fazer figura de parvo. "What time is it?" disse eu em jeito de quem confirmava a pergunta e o corrigia. Lá lhe disse, pois, as horas, para grande satisfação sua por ter comunicado com um "gaijin" (estrangeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/JapOTQuio2003_04?authuser=0&amp;amp;feat=directlink"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-5254826527520240822?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/5254826527520240822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-tai-iszi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5254826527520240822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5254826527520240822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/o-tai-iszi.html' title='Ó tai iszi?'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uAkbnCB7X-w/Tmp2ifVs_WI/AAAAAAAAvRQ/0E8gnblnqag/s72-c/horas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-7916735624872743470</id><published>2011-09-07T21:59:00.008+01:00</published><updated>2011-11-03T13:19:15.508Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Wish you were beer</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wlEOw5JDtLM/Tmk9ASh8jnI/AAAAAAAAvQQ/v5JvuAIbzd0/s1600/god-i-really-wish-you-were-a-beer.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650114282696511090" src="http://1.bp.blogspot.com/-wlEOw5JDtLM/Tmk9ASh8jnI/AAAAAAAAvQQ/v5JvuAIbzd0/s200/god-i-really-wish-you-were-a-beer.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 164px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;2003/04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O albergue onde fiquei em Quioto era relativamente pequeno. Se bem me lembro, tinha um quarto para homens, outro para mulheres, uma salinha com uma mesa e uma estante onde os viajantes deixavam livros que já não queriam, outra sala - à japonesa -, com uma televisão e, finalmente, uma pequeníssima cozinha. Acrescenta-se a isto a entrada onde ficava o balcão da receção e o "depósito" de calçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço onde estava a mesa e a estante era mais concorrido do que a sala de televisão, provavelmente porque tinha cadeiras e não éramos obrigados a sentarmo-nos no chão. Naquela noite, estava ali eu e três divertidos holandeses que me tinham acabado de garantir que o preço da cerveja no Japão (então, qualquer coisa como uns chocantes €3) era exatamente o mesmo que no país das tulipas (na altura, em Portugal, uma imperial custava €0,5). Terminada a troca de informação sobre os preços do sumo de cevada, um dos holandeses (o mais bem disposto) começou a escrever um postal para casa que achou por bem terminar com um anglófilo "wish you were here" (oxalá estivesses aqui). Só que, por influência da conversa, o rapaz enganou-se e acabou por escrever "wish you were beer" (oxalá fosses cerveja), para galhofa geral de quem ali estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/JapOQuioto2003_04?authuser=0&amp;amp;feat=directlink"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-7916735624872743470?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/7916735624872743470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/wish-you-were-beer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7916735624872743470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7916735624872743470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/wish-you-were-beer.html' title='Wish you were beer'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wlEOw5JDtLM/Tmk9ASh8jnI/AAAAAAAAvQQ/v5JvuAIbzd0/s72-c/god-i-really-wish-you-were-a-beer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-8702467209053115583</id><published>2011-09-07T21:47:00.008+01:00</published><updated>2011-11-03T13:19:26.279Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>As vénias nos comboios japoneses</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jxLYuIPW8rA/Tmzla34_0rI/AAAAAAAAvUg/TQloBvfanLQ/s1600/bow-train-manager-japan.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651143882285503154" src="http://1.bp.blogspot.com/-jxLYuIPW8rA/Tmzla34_0rI/AAAAAAAAvUg/TQloBvfanLQ/s200/bow-train-manager-japan.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 149px; margin: 0 10px 10px 0; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;2003/04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Japão é uma terra muito característica. Com isto quero dizer que, quando pensamos naquela nação, conseguimos "isolar" um conjunto de coisas que temos como imediatamente reconhecíveis como fazendo parte da "alma japonesa". Há-as de tipo estético, culinário, comportamental, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vénias não são, nem de longe, únicas do Japão mas as situações em que elas são feitas, essas, já têm uma marca muito própria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos comboios japoneses (esse exemplo de absoluta pontualidade), há dois tipos de funcionários que circulam constantemente pelas carruagens: os revisores e as vendedoras de comida. Ambos fazem vénias sempre que entram numa carruagem e, depois, ao chegarem ao fim da mesma, viram-se e fazem outra vénia, ou seja, se uma composição tiver, digamos, cinco carruagens, um funcionário faz, pelo menos, oito vénias em cada passagem (nos vagões dos extremos calculo que não se verguem junto das paredes). E isto é feito sem que alguma vez falhe já que cumprimentar os passageiros/clientes é um ato de básica cortesia e respeito.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pergunto-me se os ortopedistas terão muitos funcionários da JR (Japan Rail) entre os seus clientes...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-8702467209053115583?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/8702467209053115583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/as-venias-nos-comboios-japoneses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8702467209053115583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8702467209053115583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/as-venias-nos-comboios-japoneses.html' title='As vénias nos comboios japoneses'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jxLYuIPW8rA/Tmzla34_0rI/AAAAAAAAvUg/TQloBvfanLQ/s72-c/bow-train-manager-japan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-63420987999777942</id><published>2011-09-07T21:43:00.007+01:00</published><updated>2012-01-15T10:02:35.088Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reino Unido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2005'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Os bizarros brasileiros</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GXJj4c7DfcA/Tmt0AIrNR9I/AAAAAAAAvSg/sdm3nTllWic/s1600/burro_Brasil.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650737703143950290" src="http://3.bp.blogspot.com/-GXJj4c7DfcA/Tmt0AIrNR9I/AAAAAAAAvSg/sdm3nTllWic/s200/burro_Brasil.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 180px;" /&gt;&lt;/a&gt;2005/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia em que, estando em Londres, me preparava para ir apanhar um voo para a Irlanda, resolvi gastar as últimas libras que tinha em algo que nunca tinha provado: um típico pequeno-almoço inglês. Procurei um sítio onde comer e encontrei um café-restaurante com boa apresentação e que ficava no quarteirão de onde partiam os transportes para o aeroporto de Stansted.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei a minha vez e lá pedi a refeição. Antes de pagar, a empregada vira-se para uma colega e troca com ela algumas palavras em Português. As duas eram brasileiras. Sorrindo, disse à moça da caixa qualquer coisa como "Há pouco podíamos ter-nos entendido melhor" o que não provocou nela qualquer reação. Achei aquilo estranho mas não insisti, tendo ido sentar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados alguns minutos, a rapariga com quem eu tinha ouvido a "caixa" falar veio trazer-me o potente pequeno-almoço. Estava lá tudo o que aparece nos livros de Inglês, quando estudamos as tipicidades do Reino Unido: pão, ovos, salsicha, morcela, etc... Agradeci à empregada com um "Obrigado", o que a fez olhar para mim e retorquir com um "Thank you". Agora... a coisa era mesmo estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco depois, um rapaz que servia à mesa (e que também era brasileiro), veio trazer-me o café. Mais uma vez, agradeci em Português e, mais uma vez, a resposta veio em Inglês (acompanhada do mesmo tipo de olhar da situação anterior). Era oficial: aquela gente era absolutamente bizarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada a refeição, levantei-me e já nem me dei ao trabalho de os cumprimentar. Ainda me saía um "Vão se foder", ao qual eles responderiam, obviamente, com um "You too"...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-63420987999777942?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/63420987999777942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/os-bizarros-brasileiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/63420987999777942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/63420987999777942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/os-bizarros-brasileiros.html' title='Os bizarros brasileiros'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GXJj4c7DfcA/Tmt0AIrNR9I/AAAAAAAAvSg/sdm3nTllWic/s72-c/burro_Brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-6053168866857355758</id><published>2011-09-07T21:41:00.007+01:00</published><updated>2011-09-09T14:06:20.025+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reino Unido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>Gritar por silêncio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-8LcGIi6cukE/TmlMR7xy_vI/AAAAAAAAvQo/SFvPvnRJoGI/s1600/Shut-Up-Graphic-09.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 194px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-8LcGIi6cukE/TmlMR7xy_vI/AAAAAAAAvQo/SFvPvnRJoGI/s200/Shut-Up-Graphic-09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650131078501039858" /&gt;&lt;/a&gt;A cadeia de albergues "St. Cristopher's Inn" tem dois "pólos" perto da London Bridge, separados por poucas centenas de metros, e onde tenho ficado das vezes que tenho ido a Londres. Numa noite, após horas de animação passadas no bar existente no local onde estava hospedado, eu e dois colegas com os quais passava aquele fim de semana subimos até ao quarto para finalmente dormirmos um pouco. Eram quatro da manhã mas nem a hora tardia nem a mistura de cidra e cerveja pareciam ser suficientes para me colocar nos braços de Morfeu ao primeiro contacto com a almofada. Fiquei, portanto, vigilante. Pouco depois de já estarmos deitados, entraram três australianos (um rapaz e uma rapariga) para quem um quarto às escuras às quatro da matina não parecia ser indicação suficiente de necessidade de silêncio. Falavam e falavam como se mais ninguém estivesse ali e a mostarda começou a subir-me ao nariz (em Inglês "the mustard started coming up to my nose"). Recorrendo ao meu melhor sotaque londrino e apelando à possível força dos pulmões berrei no escuro um "Shut the bloody fuck up!!!" (qualquer coisa como "Calem a porra da matraca!!!") que teve o condão de imediatamente desligar as vozes dos hóspedes vindos dos antípodas. Foi como se uma coisa tivesse fulminado os irrequietos turistas. Ao fim de um minuto ouviu-se, baixinho, o rapaz dizer "I think we'd beter sleep" ("Acho melhor dormirmos").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, conforme iam acordando as pessoas, trocavam-se discretos olhares tentanto perceber quem se teria passado no escuro. Eu e os meus colegas ríamos por dentro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-6053168866857355758?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/6053168866857355758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/gritar-por-silencio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6053168866857355758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/6053168866857355758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/gritar-por-silencio.html' title='Gritar por silêncio'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8LcGIi6cukE/TmlMR7xy_vI/AAAAAAAAvQo/SFvPvnRJoGI/s72-c/Shut-Up-Graphic-09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2463514913479984063</id><published>2011-09-07T11:52:00.016+01:00</published><updated>2011-09-07T20:27:26.295+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><title type='text'>A chinesa da limpeza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-XeSQZegYlHs/TmdZI9KXIfI/AAAAAAAAvPE/GsyAa5T0Fw4/s1600/004.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-XeSQZegYlHs/TmdZI9KXIfI/AAAAAAAAvPE/GsyAa5T0Fw4/s320/004.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649582267951423986" /&gt;&lt;/a&gt;Havia uma semana que estava em Macau e o meu corpo já pedia misericórdia a tanto calor e humidade. Eu que sempre preferi o fresco às cálidas temperaturas, logo havia de ter ido parar a uma espécie de sauna a céu aberto onde, por menos roupa que usasse e mais sombra que procurasse, apenas a santa presença de um ar condicionado me poderia devolver algum conforto. Felizmente para mim, a casa onde eu passava férias tinha um - compra inicial da minha irmã quando emigrou para o então canto mais oriental de Portugal -, e resolvi tirar uns dias para gozar o descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passava-se vendo VCD's (o formato em voga na altura, juntamente com os Laser Discs, muito populares naquela zona) e saltitando pelos canais de televisão, ora vendo a de Hong Kong, ora espreitando a chinesa, ora ficando pela RTP Macau onde passavam muitos programas sobre o território. Foi nessa altura que me apercebi do enorme conforto que é para quem está "fora" poder aceder à televisão portuguesa, ouvir a nossa música e, até, estar horas agarrado àqueles programas matinais feitos no Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findo um programa do José Hermano Saraiva, dirigi a minha atenção para a pequena - mas preciosa -, coleção de música portuguesa cujos CD's se alinhavam no móvel à minha frente. Quando testava os meus dotes vocais acompanhando o Rui Veloso (rodava a mini-aparelhagem o "Mingos e os Samurais") bateram à porta... À minha frente estava agora uma mulher chinesa, já com alguma idade, munida dos apetrechos típicos de quem anda a fazer a limpeza da escada. Sem qualquer hesitação (como é próprio dos chineses) começou a falar comigo enquanto mostrava um molho de notas na mão esquerda. Topei que esperava o pagamento da faxina mas o meu desconhecimento da situação impedia-me de pagar fosse o que fosse. Resolvi explicar-lhe que a casa não era minha e que teria de falar com a inquilina. Por gestos - apontando para mim, apontado para trás, apontando para cima... -, acompanhados de expressões simples em Português, lá tentei que ela compreendesse que teria de voltar mais tarde. Cada esforço meu esbarrava no ar impávido da mulher que logo reiniciava uma longa série de monossílabos que deviam querer dizer imensa coisa mas que, para mim, eram... Chinês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi explicar-lhe a situação com bonecos. Peguei numa folha de papel e nela desenhei um homem e uma mulher, da forma mais simples e infantil que pude. Apontei para os rabiscos que me representavam e apontei para mim, apontei para o desenho da rapariga e apontei para as notas que a mulher trazia. Nada... a não ser mais palavreado. Pensei que talvez os rabiscos pudessem se parecer demasiadamente com algum caracter local e resolvi desenhar um casal de forma mais percetível. Sempre perante o olhar impávido da chinesa, desenhei um homem e, para que não houvesse qualquer dúvida, esbocei uma mulher nua, com um assinalável "par". Num assomo de picuinhice - e não sem que me perguntasse se estaria a cometer alguma indelicadeza cultural -, veio-me à ideia completar a representação da Eva com as pilosidades próprias da zona púbica feminina. Pronta a obra, mostrei-a à mulher, novamente apontando para os bonecos, para mim e para um espaço incerto. Desta vez, o rosto da mulher alterou-se ligeiramente, apenas o suficiente para me parecer ver nele um espanto contido. Balbuciou qualquer coisa e virou costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis meses depois, ainda não tinha voltado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2463514913479984063?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2463514913479984063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/chinesa-da-limpeza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2463514913479984063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2463514913479984063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/chinesa-da-limpeza.html' title='A chinesa da limpeza'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XeSQZegYlHs/TmdZI9KXIfI/AAAAAAAAvPE/GsyAa5T0Fw4/s72-c/004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-8662209447094477435</id><published>2010-03-20T14:21:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:20:03.205Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gibraltar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 17 (Gibraltar - Tavira)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZJXZ9HSWxnw/Tl_55msqPpI/AAAAAAAAu6U/LSM3EYyb6zA/s1600/SDC14011.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZJXZ9HSWxnw/Tl_55msqPpI/AAAAAAAAu6U/LSM3EYyb6zA/s320/SDC14011.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;King's Chapel&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2010/03/20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar depois das nove, com a sensação de se ter limpo todo o cansaço é bom. Melhor ainda é ir, calmamente, tomar o pequeno-almoço. Geralmente, nos hotéis isto implica apanhar um elevador e ir a uma sala a meia dúzia de metros do dito mas, no hotel onde estava, implicou um pouco mais: apanhar o elevador, atravessar a receção, atravessar uma sala, subir umas escadas, virar à esquerda, atravessar um longo corredor, abrir uma porta, virar à direita, atravessar o bar e, finalmente, ir dar a um pavilhão ao lado da piscina :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno almoço era em jeito de &lt;i&gt;self-service&lt;/i&gt;: umas mesas com comida, compotas, pãezinhos... o costume. Nada que impressionasse mas o suficiente para reconfortar o estômago. Aproveitou-se o momento para planear o passeio do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do hotel e fomos visitar o museu que havia quase nas traseiras. Fica numa casa antiga, com vários níveis e é um daqueles cantinhos cheio de recordações históricas. Há de tudo ali: arqueologia, pintura, natureza, uniformes, armas, mapas... o diabo a quatro. Foi uma visita que valeu - e muito -, a pena. Na rua, cruzámo-nos com vários judeus (vestidos a preceito) que se encaminhavam para a sinagoga ali bem pertinho. Muitos dos antepassados dos atuais judeus de Gibraltar eram portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontámos à King's Chapel, uma capela colada ao palácio do governador, na Main Street. Do templo saía um grande grupo de crianças (tipicamente inglesas) acompanhadas dos pais. Como era Sábado e já estávamos bem a meio da manhã, era provável que viessem de algum serviço religioso com coro infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrámos na capela que é grande e de decoração bastante simples. Os pormenores que rapidamente saltam à vista são o belíssimo teto que parece feito de flores e as inúmeras lápides colocadas nas paredes. Também há um conjunto de antigas bandeiras britânicas, nomeadamente militares. É uma visita que se faz com gosto mas que não deixa grandes memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltámos ao hotel porque eram horas de fazer o checkout (e ter de tirar o carro de junto da porta). A rececionista era uma mulher de poucas simpatias, do tipo que nem agradece aos hóspedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ywN4Q8S58cw/Tl_55urP9GI/AAAAAAAAu6U/l1WR2NslaZc/s1600/SDC14032.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-ywN4Q8S58cw/Tl_55urP9GI/AAAAAAAAu6U/l1WR2NslaZc/s320/SDC14032.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O canhão com cem toneladas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Agora, tínhamos como objetivo ir visitar um canhão. Exatamente: em Gibraltar há um canhão que é tão grande que ele e as instalações onde está se tornaram atração turística. Chamam-lhe os ingleses "The 100 ton gun" (a arma de 100 toneladas). Esta preciosidade da engenharia militar do Séc. XIX está no extremo sul do território, vagamente apontada para Marrocos, e é de visita obrigatória por quem goste de coisas ligadas às armas. Estamos a falar de um canhão tão grande, que usava munições tão pesadas que, do momento em que era dada ordem de disparar, até ele efetivamente o fazer, passavam três horas, tal era a força que o sistema hidráulico tinha de reunir para conseguir mover o monstro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixámos o carro a uma centena de metros da entrada do "museu" do canhão numa zona de prédios modernos. Pagámos a entrada (com libras de Gibraltar) e entrámos no pequeno aquartelamento onde há uma exposição dedicada à história do canhão. Uma vez dentro do complexo que serve a arma, podemos andar nos túneis e examinar todo o mecanismo que fazia funcionar aquela. Cá fora, no pátio, temos a melhor noção do tamanho da bisarma quando vemos alguém junto dela. Toda a gente quer tirar a fotografiazinha da prache encostada ao super-canhão. Da amurada, com bom tempo, a vista deve ser boa mas, infelizmente, havendo bastante sol, também havia nuvens que impedia grande visibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À saída, aproveitei para pedir ao homem da bilheteira para me trocar uma nota por outras, por forma a satisfazer um amigo com gosto pela numismática. O homem, um daqueles ingleses de pele queimada e tatuagens nos braços, com um certo ar de aventureiro, acedeu simpaticamente, procurando as melhores notas num grande maço que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mVCT6bGK4PM/Tl_55nsAiKI/AAAAAAAAu6U/qEg0OCVnlwI/s1600/SDC14057.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-mVCT6bGK4PM/Tl_55nsAiKI/AAAAAAAAu6U/qEg0OCVnlwI/s320/SDC14057.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Europa point&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O ponto seguinte do passeio era o "Europa point", um sítio mesmo ao sul, onde há uma mesquita e um farol. Supostamente, é o local onde a Península Ibérica acaba. Para lá chegarmos fomos por uma estrada no sopé da montanha, atravessando um túnel junto do qual escorria bastante água vinda lá do alto. Chegados ao sítio, o que vemos é a mole da mesquita e, em frente desta um grande descampado com o farol lá ao fundo. É daqueles sítios que só vale a pena visitar se não houver melhor para fazer ou se o tempo estiver muito bom e permitir vistas largas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao carro, resolvemos continuar pelo lado direito do território onde sabíamos que a estrada acabaria a meio (não tendo sido ainda feito o planeado túnel que permitirá dar a volta completa ao território). Mas enganámo-nos e acabámos por estar de volta ao lado esquerdo da montanha. Toda a outra zona ficou, portanto, por ver, tirando alguns vislumbres aquando da visita à "base" dos macacos ou aos túneis. Ainda assim, fomos por caminhos diferentes que nos permitiram ver mais ruas de Gibraltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados à fronteira passámos livremente pela alfândega inglesa para - como não podia deixar de ser! -, sermos parados pelos espanhóis: abrir a bagageira, dizer que não, não trazíamos tabaco e... seguir caminho. Ora, se não me engano nas contas, isto fez três controlos desde que saímos de Tânger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali, era seguir para a santa terrinha, a cruzar a Andaluzia, mirando Sevilha ao largo e apenas parando num restaurante/quinta para almoçar. Comer em Espanha... pois... Mandámos vir porco preto (mal servido em quantidade) e ele veio... com sangue. Para cúmulo, era fraco de sabor. Palavras para quê, a má fama culinária dos nossos vizinhos insiste em se manifestar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomámos a autoestrada com gosto e foi com alegria que passámos a metade da ponte sobre o Guadiana, ali perto de Vila Real de Santo António. Há coisas que só se explicam pelo sentimento mas, ninguém me tira da cabeça que, deste lado da fronteira, o ar cheira melhor e a paisagem é mais bonita. Abri a janela para melhor apreciar o fenómeno ao mesmo tempo que comecei a ver as placas indicando os quilómetros que faltavam para uma pausa familiar em Tavira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam terminadas as férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/ReinoUnidoGibraltar2010_03_1920?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-8662209447094477435?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/8662209447094477435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-17-tanger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8662209447094477435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/8662209447094477435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-17-tanger.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 17 (Gibraltar - Tavira)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZJXZ9HSWxnw/Tl_55msqPpI/AAAAAAAAu6U/LSM3EYyb6zA/s72-c/SDC14011.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-373792286453915919</id><published>2010-03-19T21:49:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:25:36.523Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gibraltar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 16 (Tânger - Gibraltar) - parte 2</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OM2LhxWHaug/Tl_55iF0nGI/AAAAAAAAu6U/W6vMWpwp6wo/s1600/SDC13830.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-OM2LhxWHaug/Tl_55iF0nGI/AAAAAAAAu6U/W6vMWpwp6wo/s200/SDC13830.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Monumento aos&lt;br /&gt;Pilares de Hércules&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2011/03/19&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ponto da excursão pelo "Rochedo" é um monumento alusivo ao facto de a montanha de Gibraltar ser considerada um dos Pilares de Hércules (o outro sendo algures do outro lado do estreito), míticas marcas que "guardavam" a entrada do Mediterrâneo. O local, em si mesmo, é desinteressante e apenas poderia ter interesse como miradouro mas, para isso, era necessário que não houvesse nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, com todos na carrinha, estávamos a caminho da "St. Michael's cave", uma bela gruta com uma "sala" tão grande que é usada para espetáculos. O local tem uma atmosfera muito interessante, com as iluminações, diversos caminhos e uma grande humidade. Cá fora, podemos ter o primeiro contacto com os célebres macacos de Gibraltar, a única espécie existente na Europa e contra a qual somos logo avisados aquando do embarque. "Não lhes deem de comer nem lhes toquem!". Os bichos ali estão, espertos como são sabem que sempre conseguem sacar qualquer coisa para comer. Os guias já os conhecem e têm com eles uma confiança que lhes permite mexer nos animais com segurança. Mas... o ponto seguinte da excursão era dedicado aos simpáticos símios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando a conversar com as pessoas, o guia aproveitou para ir dando pormenores sobre o território, falando da sua história e gentes e, claro, veio à tona a questão da exigência espanhola de retorno do território (escusado é dizer que não há a mesma preocupação relativamente a Olivença ou Ceuta). O guia fez questão de frisar que, embora a população fale Inglês e Castelhano e haja fortes relações entre as populações dos dois lados, os Gibraltinos são e querem continuar sendo Ingleses e que já o tinham mostrado de forma esmagadora em referendo. Para quem tivesse dúvidas, elas teriam acabado ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uK-ptseqYuA/Tl_55jP1LmI/AAAAAAAAu6U/wr42RfzbrxU/s1600/SDC13869.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-uK-ptseqYuA/Tl_55jP1LmI/AAAAAAAAu6U/wr42RfzbrxU/s200/SDC13869.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Macaco de Gibraltar&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Continuando a subir a montanha, chega-se ao ponto mais alto ao qual os civis podem ir. A partir dali, só o pessoal ligado às instalações militares que estão lá bem em cima pode continuar o caminho. Mas esta limitação de acesso não entristece quem ali está: a vista é deslumbrante, apanhando todo o lado ocidental de Gibraltar e estendendo-se bem longe sobre Espanha; depois, há os macacos que ali têm uma pequena base onde todos esperam que eles brilhem para as fotografias. Há adultos e muitas crias que se entretêm a brincar umas com as outras. Independentemente da idade, todos chafurdam nos restos da comida que turistas e guias lhes deixam naquele local. Os macacos estão tão perto de nós que a tentação para brincar com eles é grande e há que resistir. Não só há o problema de podermos gerar alguma reação agressiva como também há casos em que os macacos roubam objetos como bolsas e malas que não estejam bem "guardadas". Foi, portanto, com imensa curiosidade &amp;nbsp;e alegria que andei pelo meio daquelas criaturinhas mas, ao mesmo tempo, com pena por não poder brincar com elas. Havia um macaco, já adulto, encostado a um muro, à sombra, e que olhava tudo aquilo com um ar de preocupação que me dava vontade de sentar ao seu lado e perguntar "Então, rapaz, isso anda mal?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XLlpMf6qMWE/Tl_55rx11zI/AAAAAAAAu6U/y-EMQPXLJmc/s1600/SDC13890.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-XLlpMf6qMWE/Tl_55rx11zI/AAAAAAAAu6U/y-EMQPXLJmc/s200/SDC13890.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Túneis do Cerco&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Terminado o momento divertido da tarde (havia quem se demorasse a entrar na carrinha por não parar de tirar fotografias), começava a descida da montanha, em direção à entrada para o grande complexo de túneis escavados pelos Ingleses aquando do cerco imposto por tropas espanholas e que durou de Julho de 1779 a &amp;nbsp;Fevereiro de 1783. Hoje, uma boa parte dos túneis está fechada ao público, embora continue a ser possível circular por eles. A zona "turística" é relativamente pequena (quando comparada com a extensão total das galerias) mas é de visita agradável. São túneis largos, escavados à força de explosivos, com muitas "janelas" viradas para Espanha, à qual estão apontados grossos canhões. Aqui e ali há conjuntos de manequins fardados a rigor, recriando cenas daquela época. Infelizmente, esta visita já foi feita olhando para o relógio e com a preocupação de ter de voltar para a carrinha, o que foi uma enorme pena. Cá fora, a vista da zona de espera voltava a ser grandiosa e animada por alguns macacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-s86VacwAQQA/Tl_55sAk8jI/AAAAAAAAu6U/ditAyYQK4bE/s1600/SDC13934.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-s86VacwAQQA/Tl_55sAk8jI/AAAAAAAAu6U/ditAyYQK4bE/s200/SDC13934.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Patriotismo britânico&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O último ponto da excursão ficava "uns metros" mais abaixo, já quase a chegar à zona urbana e era o "castelo mouro" que, na verdade, &amp;nbsp;é apenas uma torre. No entanto, naquele dia estava fechado e continuámos descendo até chegar ao centro, onde saímos. O passeio tinha valido bem a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explorámos as ruas "traseiras" onde há algumas coisas interessantes. São ruas sossegadas, a subir e descer onde, aqui e ali, surge uma casa mais "inglesa" e que se destaca dos prédios "funcionais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessámos a rua principal e fomos ver um resto de muralha onde há uma plataforma com vários canhões. Hoje, todos eles estão apontados a parques de estacionamento, armazéns ou pacatas ruas já que a linha da costa afastou-se imenso do ponto original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande parte do território é conquistado ao mar e, de repente, parece estranho ver aquelas estruturas ao nível da rua, em pleno centro da cidade. Olhar para elas e perceber a pequenez do território antigamente dá-nos uma &amp;nbsp;boa ideia do heroísmo daquelas gentes (entre as quais muitos compatriotas nossos) que ali resistiam contra cercos e ataques e eram obrigadas a fazer a vida, numa estreita faixa de terra, &amp;nbsp;entaladas entre a montanha e o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J6YgjY1LEv4/Tl_55gDOzfI/AAAAAAAAu6U/Xg_kFaDuOho/s1600/SDC13954.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-J6YgjY1LEv4/Tl_55gDOzfI/AAAAAAAAu6U/Xg_kFaDuOho/s200/SDC13954.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Canhões na rua&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Cansados que estávamos, resolvemos ir beber uma cervejola num pub junto do palácio do governador. Era o típico bar inglês, instalado numa casa de traça britânica, e ali ficámos um bom bocado, saboreando o possível gosto de uma "pint" e alguns amendoins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando precisei de ir à (minúscula) casa de banho reparei que nesta havia três máquinas de venda: uma de preservativos, outra de cuecas de mulher e, ainda, uma de... vibradores. Nem quero pensar nas coisas que se passam por ali numa sexta-feira à noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/ReinoUnidoGibraltar2010_03_1920?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-373792286453915919?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/373792286453915919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-16-tanger_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/373792286453915919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/373792286453915919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-16-tanger_19.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 16 (Tânger - Gibraltar) - parte 2'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OM2LhxWHaug/Tl_55iF0nGI/AAAAAAAAu6U/W6vMWpwp6wo/s72-c/SDC13830.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2497377406818021801</id><published>2010-03-19T20:39:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:26:45.364Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gibraltar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 16 (Tânger - Gibraltar) - parte 3</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TzWFTMN1auA/Tl_55lWFUSI/AAAAAAAAu6U/xRlay_oOm8k/s1600/SDC13964.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-TzWFTMN1auA/Tl_55lWFUSI/AAAAAAAAu6U/xRlay_oOm8k/s320/SDC13964.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;2010/03/19&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o descanso para uma loura, o meu tio decidiu ir dar repouso ao corpo no hotel. Ainda estávamos a meio da tarde e, para mim, isso era impensável: há que andar, há que ver, há que aproveitar. Decidi ir mesmo até ao fim da Main Street, onde há uma praça de algum tamanho com várias zonas de comes e bebes. Não parei em nenhuma por preferir continuar a ver a "cidade". Passei debaixo dos pequenos túneis de acesso (aquilo era a praça principal da zona fortificada) e resolvi ir conhecer os quarteirões mais modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área mais recente de Gibraltar é suficientemente desinteressante para não ser um ponto turístico mas, ao mesmo tempo, suficientemente interessante para valer uma volta, numa lógica de "queimar tempo". Percorri uma rua inteira até chegar mesmo àquela ponta do território onde se viam, ao longe barcos perto de Algeciras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas tinham pouco ou nenhum movimento e comecei o caminho de regresso, passando pelo moderno hospital local. Também ali se ouvia mais Castelhano do que Inglês e não é difícil imaginar os vizinhos do território tentando aproveitar um sistema de saúde que deve ser superior ao que têm na sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claramente, todos aqueles quarteirões são os de crescimento da habitação de luxo, tal é o aspeto dos edifícios e o tipo de carros que passam. Há também uma espécie de hipermercado (à escala local). Nota-se igualmente um maior número de jovens convivendo na rua pelo que a animação noturna de Gibraltar deve estar localizada por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-C0COoXSiKwE/Tl_55mRFylI/AAAAAAAAu6U/1o4DgxFYk-8/s1600/SDC14000.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-C0COoXSiKwE/Tl_55mRFylI/AAAAAAAAu6U/1o4DgxFYk-8/s320/SDC14000.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Quando já estava perto do centro, virei à esquerda e fui ver a marina, zona onde também está um casino. É um sítio agradável, com esplanadas e restaurantes como se espera em semelhante local. Também havia pouco movimento e aproveitei para passear por um dos pontões admirando os barcos atracados. Lá mesmo no fim estava a uma distância do começo da pista do aeroporto que não excedia os duzentos metros. Pensava eu nisto quanto um avião aterrou, ali pertinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi voltar para o hotel fazendo, no entanto, uma volta grande que me levou a alguns sítios por onde tinha passado de manhã, quando entrámos em Gibraltar. Reentrei na rua principal e segui-a até ao descanso do hotel. Este estava bastante quente, resultado do excesso de alcatifas e de uma possível má ventilação mas isso não me incomodou por aí além já que estava bem cansado de caminhar&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/ReinoUnidoGibraltar2010_03_1920?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2497377406818021801?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2497377406818021801/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-16-tanger_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2497377406818021801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2497377406818021801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-16-tanger_20.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 16 (Tânger - Gibraltar) - parte 3'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TzWFTMN1auA/Tl_55lWFUSI/AAAAAAAAu6U/xRlay_oOm8k/s72-c/SDC13964.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-7379592065398882657</id><published>2010-03-19T13:58:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:25:58.440Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gibraltar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marrocos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 16 (Tânger - Gibraltar)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4B7XDu7JB4s/Tk0RowZtT9I/AAAAAAAAu4Y/rD_YCLAFS1c/s1600/SDC13729.JPG" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642185300050268114" src="http://4.bp.blogspot.com/-4B7XDu7JB4s/Tk0RowZtT9I/AAAAAAAAu4Y/rD_YCLAFS1c/s320/SDC13729.JPG" style="float: left; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tânger, vista de um barco&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2010/03/19&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de voltar à Europa. O carro tinha ficado carregado de véspera e foi só o tempo de colocarmos as últimas coisas. Feita pela última vez a difícil manobra de tirar o carro da garagem (umas colunas muito mal colocadas obrigavam a um grande cuidado para não haver surpresas na chapa), partimos em direção ao porto de Tânger. Uma vez lá chegados e cumpridas as formalidades dirigimo-nos para o ferry-boat que nos levaria a Tarifa. Quando já estávamos encarreirados, um homem empunhando um walkie-talkie apareceu fazendo-nos sinais. O que é? O que é? Era um polícia à paisana dizendo-nos que tínhamos de voltar atrás e, para garantir que tal acontecia, entrou no carro. Tudo sem qualquer agressividade mas é claro que nos deixando apreensivos. Andadas umas centenas de metros, disse-nos para pararmos junto a um posto que havia perto da entrada para a zona de acesso aos barcos. Aí, outros dois ou três homens esperavam-nos. Saímos do carro e o meu tio perguntou o que se passava, tendo recebido a resposta de que não tínhamos parado a um sinal feito por eles. Verdade seja dita que, se o fizeram, fomos dois a não o ver. Bom, não havia o que discutir, até porque o ambiente continuava a ser sereno. Pediram-nos para abrir a mala, perguntaram-nos para onde íamos, enfim, as coisas do costume e, após poucos minutos, disseram-nos para seguirmos. Ficámos com a sensação de que tudo não tinha passado de uma forma de marcar posição (provavelmente, fizeram algum sinal muito discreto e sentiram-se desautorizados por não o vermos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltámos à fila para embarque e num instante estávamos com o carro instalado na "barriga" do barco. Saímos e fomos explorar o navio. Sempre achei piada aos ferry-boat: este tinha muito bom aspeto e era confortável, tendo várias zonas diferentes por onde podíamos andar. Para quem sentisse vontade de uma rapidinha religiosa, havia uma sala com tapetes no chão onde se podia estar de rabo para o ar em conversa com o Altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo estava nublado e isso estragou um bocado a viagem porque me impediu de apreciar bem a costa de Tânger e o aspeto geral do famoso Estreito de Gibraltar. Paciência, não se pode ter tudo sempre a 100%. Isto quer dizer que o trajeto foi feito com alguma monotonia, recorrendo a pequenas deambulações como forma de distração. Ao fim de algum tempo vemos costa novamente e o barco passa por dois pilares com figuras de santos. Estávamos a chegar a Espanha. A partir daqui, o meu pensamento era todo em rumar a Gibraltar, local que, como todos os "micromundos", sempre me despertara bastante curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída do barco leva bastante mais tempo do que a entrada. Isto deve-se a duas razões: sai tudo ao mesmo tempo e há controlo na fronteira. Lá secámos um bocado, andando com o carro uns metrinhos de cada vez e, quando chegou a nossa vez de passar pela polícia, lá nos mandaram parar novamente. É certo que o meu tio tem bigode, que eu estava com uma grande barba e que o carro vinha carregadíssimo mas - que raio! -, já começava a fartar. Como se não bastasse irmos ser controlados novamente, ainda tivemos de esperar um bocado porque o divertido pelo-de-arame que andava a farejar os carros procurando por droga estava presentemente ocupado com um veículo lá mais à frente. Resolveram mandar o meu tio mostrar as coisas do porta-bagagens. Lá foi tirando umas tralhas e mostrando-as aos polícias até que o cão chegou. Cheirou aqui e ali (só por fora) e, como não deu sinal, mandaram-nos arrancar. O meu tio começou a tentar arrumar as coisas um pouco melhor e começaram logo a pedir que se despachasse. Eles que esperassem, essa agora. Arrumadas as coisas como foi possível, lá arrancámos, com mais um controlo policial para o nosso currículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarifa não parece ter grande interesse e nem nós o tínhamos em nos demorarmos. Foi apenas o tempo de uma curta paragem para o meu tio ir beber um café e desanuviar a bexiga. Aproveitei para ficar ali pela praceta onde tínhamos parado, com um olho no monumento a um guerreiro e o outro no carro (que os espanhóis têm fama de ladrões). Cumprida a paragem técnica, lançámo-nos a caminho de Gibraltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem a caminho do território britânico não é das mais interessantes: colinas e mais colinas de tom amarelado, ocasionalmente pintadas com o branco de alguma aldeia. Ainda assim, do lado direito havia algumas vistas do mar mas que, infelizmente, estavam estragadas pelas nuvens. A certa altura achámos melhor ligar o GPS para que não houvesse enganos na rota já que começávamos a atravessar povoados maiores. Quando começámos a ver uma montanha do lado do mar passámos a ter um bom ponto de referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-S4UeiM_5n_4/Tk0SCpRx82I/AAAAAAAAu4g/b1BSgNucvWw/s1600/SDC13757.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642185744814568290" src="http://3.bp.blogspot.com/-S4UeiM_5n_4/Tk0SCpRx82I/AAAAAAAAu4g/b1BSgNucvWw/s320/SDC13757.JPG" style="float: right; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Gibraltar, vista de La Linea&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O único acesso terrestre a Gibraltar faz-se através de La Linea. Esta cidade tem o aspeto que se espera de uma localidade costeira: marginal com palmeiras, marina, etc. mas não aparenta qualquer interesse que não seja o acesso ao "rochedo". Para atravessarmos a fronteira lá tivemos de enfrentar nova fila, feita em voltas. Mais uma seca apenas mitigada pela contemplação da imponente montanha. É, realmente, uma formação que domina tudo à sua volta. Chegando ao controlo, mostrámos os passaportes aos guardas espanhóis e, poucos metros depois, fizemo-lo novamente aos guardas ingleses. É no que dá as birras da espanholada. Feitas as apresentações, entrámos na antiga colónia de Sua Majestade, cheios de curiosidade em ver como é que aquilo era. Atravessámos a pista do aeroporto (sim, a estrada atravessa-a) e entrámos na cidade. Mais uma vez recorremos ao GPS para nos dirigirmos ao hotel onde eu esperava que tivesse ficado acertada a nossa estadia. Lá chegados deparámos com um pequeno edifício tipicamente britânico, decorado com aquele ar que só os hotéis mais antigos (e felizmente pouco preocupados com ambientes "lounge") têm. A alcatifa dominava tudo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos o check-in tendo a boa surpresa de poder deixar o carro estacionado à porta (o estacionamento é um bocado difícil naquela terra), deixámos as coisas no quarto (é sempre giro o momento em que se abre a porta e se aprecia o espaço) e - ala que se faz tarde -, toca a passear. A primeira surpresa que tive em Gibraltar foi que os Ingleses parecem ser turistas em terra própria tal é a inundação de espanhóis que ali se sente. Praticamente não se ouve falar Inglês e, como se não fosse pena suficiente ouvir o Castelhano (na sua pior versão, a andaluza), ainda somos brindados com o "Lhanito", uma mistura ridícula de Inglês com Castelhano e que leva as pessoas a dizerem coisas como "Hola, I telephoned a ti last noche" (isto foi inventado agora mas, acreditem, a realidade difere pouco). Felizmente, se a população tem pouco de Inglês, a verdade é que tudo o que seja construído tem muito pouco de espanhol e isso é uma alegria para o turista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hp5xaeK187A/Tl_55h2dWkI/AAAAAAAAu6U/ii8V1LFNZbE/s1600/SDC13807.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-hp5xaeK187A/Tl_55h2dWkI/AAAAAAAAu6U/ii8V1LFNZbE/s320/SDC13807.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Igreja católica na "Main Street"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;Entrámos na rua principal (pedestre) e que está cheia de lojas de todo o tipo, claramente viradas para o "tax free". No entanto, fica o aviso: não só pode haver controlo alfandegário no lado espanhol como os preços não são nada de especial. Eu bem olhei para máquinas fotográficas e bebidas mas não consegui entusiasmar-me. Talvez noutros tempos valesse a pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algumas voltas (e muitas fotografias), aportámos a um típico pub britânico para almoçarmos. Mandei vir um strogonoff com pimenta e batatas fritas (bem servido) e, para molhar a gargantela, uma cidra. Eu julgava que estava a pedir cerveja (as perguntas da empregada confundiram-me) mas não perdi muito com a confusão. Acabado o almoço (que soube bem pela comida, pelo descanso e pela oportunidade de organizar o passeio), voltámos atrás pela rua principal, rumo ao palácio do governador. Junto a este, estava a terminar uma pequena cerimónia militar (mudança da guarda?), tipicamente britânica: três ou quatro militares vestidos a rigor, um ou dois de camuflado olhando aquilo e... mais nada. Os turistas gostam, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos em frente, com a ideia de ir apanhar o teleférico para subir à montanha e, quando lá chegamos e eu começo a ver os preços da subida, surge-me um guia tentando convencer-me a ir numa excursão à montanha e que até estava quase a partir. A oferta não parecia má: vinte e cinco euros por uma volta de hora e meia na montanha, ida a diversos sítios e entrada em duas ou três atrações fundamentais (em Gibraltar, paga-se para se andar na montanha). Acedemos e embarcámos numa daquelas carrinhas para nove pessoas, eu indo sentado ao lado do condutor/guia. Os outros passageiros eram um casal de velhotes americanos e uns hispânicos indeterminados. O guia alternava o Inglês e o Castelhano com a maior das facilidades (aliás, toda a gente ali o faz e, a certa altura, nem se percebe quem é inglês e quem é espanhol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="https://picasaweb.google.com/105902596672657901076/ReinoUnidoGibraltar2010_03_1920?authuser=0&amp;amp;feat=directlink" target="_blank"&gt;VER FOTOGRAFIAS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-7379592065398882657?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/7379592065398882657/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-16-tanger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7379592065398882657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7379592065398882657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-16-tanger.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 16 (Tânger - Gibraltar)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4B7XDu7JB4s/Tk0RowZtT9I/AAAAAAAAu4Y/rD_YCLAFS1c/s72-c/SDC13729.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-3695011777928327706</id><published>2010-03-18T13:57:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:26:06.428Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marrocos'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 15 (Tânger)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AqWeTQ1R9EA/TgGs8TcbjmI/AAAAAAAAutU/4KaUpBdynI0/s1600/SDC13682.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620963961946738274" src="http://4.bp.blogspot.com/-AqWeTQ1R9EA/TgGs8TcbjmI/AAAAAAAAutU/4KaUpBdynI0/s320/SDC13682.JPG" style="float: left; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Vendedor de caracóis.&lt;br /&gt;(repare-se no pormenor do lavatório...)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;2010/03/18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Último dia em Tânger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos tomar o pequeno almoço ao Kadinsky, um café cosmopolita na avenida marginal da cidade. Durante o curto repasto, tivemos a companhia de um simpático gato que andava às sobras e que, mesmo expulso pelos empregados, encontrava sempre uma nesga por onde voltar a entrar. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos dali e fomos deixar o carro junto à entrada do porto que fica numa grande praça e que, na sua simplicidade, é bem engraçada. Trata-se de um daqueles espaços amplos, com edifícios portuários de um lado, casas antigas do outro e, no meio, uma alameda com palmeiras. Acaba por ficar pertinho do forte que visitáramos no dia anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos por umas escadinhas junto dos prédios antigos, edifícios de estilo incerto mas que, como conjunto funcionam bem, e acabámos num pátio onde, a um canto, estava um painel com as armas da Espanha franquista. Era, claramente, uma espécie de miradouro onde, antigamente, talvez tivesse havido uma esplanada. A vista sobre toda aquela praça, sem deslumbrar, era boa e ainda melhor foi a visão de uma bela marroquina de formas particularmente sensuais e anca bamboleante que passou por mim. Imerso que estava naquela bonita visão - a qual acompanhei enquanto pude -, até esqueci esse dever fundamental entre machos que é o alertar quem nos acompanha com um "olha aquela gaja tão boa!". Fiquei com ela só para mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos pela Rua de Portugal com a expetativa de ir visitar a Delegação Americana que ficaria algures por ali. Esta "Delegação" é um edifício propriedade dos EUA onde funcionam serviços diplomáticos. Trata-se de outro ponto turístico da cidade que também "apresentei" ao meu tio. Andámos às voltas pelas ruelas da Medina até que finalmente demos com o sítio (estávamos mal orientados, diga-se). Vimos uma porta de metal abrir-se e duas pessoas entrarem, olhámos, e o porteiro fez-nos sinal para também entrarmos: era ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XRdJVxaeDRM/TgGsQ_3NWqI/AAAAAAAAutE/5JjZcKST2EM/s1600/SDC13720.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620963217955969698" src="http://4.bp.blogspot.com/-XRdJVxaeDRM/TgGsQ_3NWqI/AAAAAAAAutE/5JjZcKST2EM/s320/SDC13720.JPG" style="float: right; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pátio da Delegação Americana&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A "Delegação Americana", tal como o Café Paris, é um daqueles espaços com "ambiente". Bem sei que insisto no termo mas é mesmo o que consegue dar melhor ideia da coisa (apesar de vago). O edifício é secular e está decorado da forma que imaginaríamos uma "embaixada": com um misto de coisas locais e referências ao país proprietário. Há pinturas, tapetes, lareiras... Por todo o lado se sente aquela calma que nos faz imaginar sentarmo-nos num cadeirão, acender um cachimbo e iniciar uma conversa sobre política... A visita é gratuita e embora haja vigilantes, pode-se andar à vontade pelo espaço, quase como se estivéssemos em casa. A certa altura, passa por mim um indivíduo alto, de cabelos brancos e uns papéis na mão, o que me fez entender que o edifício, apesar da quase ausência de movimento, ainda deve ter utilização diplomática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando os aposentos mais "íntimos" da Delegação, podemos aceder aos pátios e a umas salinhas onde estão expostos uns diaporamas relativos a batalhas ocorridas em Marrocos. Num deles está representada a batalha de Alcácer Quibir. Eu e o meu tio bem tentámos perceber onde raio estava o D. Sebastião mas, no meio de tantos bonecos de camelos, árabes e portugueses (mortos e vivos), também nós não encontrámos o Desejado. Sacana da criatura que gosta mesmo de não aparecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos até ao pátio inferior e passámos junto a uma sala onde funcionava uma espécie de aula para mulheres. Pareceu-me ser uma daquelas coisas do tipo de "ação comunitária". Saímos da Delegação Americana contentes por lá termos ido. É, realmente, um espaço acolhedor, incrustrado na cidade velha mas tão diferente da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, era tempo de irmos à procura da Sinagoga. Andámos por aquelas ruelas tristes, para a frente e para trás mas, da sinagoga, nem sinal. Acabámos por desistir e fizémos o caminho de volta para o porto, com a intenção de ir comprar os bilhetes para o regresso à Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9RqgODgvLdA/TgGsrsA95BI/AAAAAAAAutM/SUZntrJmeF8/s1600/SDC13724.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620963676484658194" src="http://3.bp.blogspot.com/-9RqgODgvLdA/TgGsrsA95BI/AAAAAAAAutM/SUZntrJmeF8/s320/SDC13724.jpg" style="float: left; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Praça defronte do porto&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Para comprarmos os bilhetes tivemos de entrar mesmo na zona "funcional" do porto o que, para mim, sempre tem graça porque gosto de todo aquele vai e vem de veículos, gente e navios. Chegados à bilheteira, fomos surpreendidos pela insistência do vendedor marroquino em responder em Castelhano ao nosso bom Francês. Há coisas que deixam um tipo sem jeito..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isto, era hora de almoçar. O meu tio, sempre conhecedor destas coisas de comes e bebes, resolveu que iríamos comer uma "tajine" (prato típico) ao restaurante de uma estação de serviço (em tudo parecida com as que temos cá nas autoestradas). Acho que já o escrevi neste blog: a comida marroquina foi a minha única desilusão com aquele país. Se não fosse uma agradável sobremesa de tarte com creme de limão (nada típica), tinha ficado esfomeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltámos ao centro de Tânger, parando para reabastecer numa bomba (sim, bem sei, tínhamos vindo de uma...). A dita ficava junto a uma rotunda movimentadíssima onde era preciso suster a respiração para circular. Enquanto esperava que o carro ficasse pronto, diverti-me "descodificando" alguns carateres árabes, comparando o logotipo da gasolineira com a sua versão europeia (era a Total).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltámos a casa para descansar mas, antes, demos uma volta grande por zonas recentes, mas feias, da cidade. Trata-se daqueles bairros mais populares, desordenados, uma espécie de versão pior dos bairros sociais que vemos, por exemplo, no Algarve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados à base, aproveitei a tarde para pesquisar sobre o que ver em Gibraltar (de onde continuava sem confirmação da reserva feita no dia anterior). À noite, carregámos o carro com toda a tralha que viria para Lisboa. No fundo, acabava aqui a minha visita a Marrocos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-3695011777928327706?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/3695011777928327706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-15-tanger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3695011777928327706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/3695011777928327706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-15-tanger.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 15 (Tânger)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AqWeTQ1R9EA/TgGs8TcbjmI/AAAAAAAAutU/4KaUpBdynI0/s72-c/SDC13682.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-5186667415010516574</id><published>2010-03-17T13:57:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:26:12.767Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marrocos'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 14 (Tânger)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8XFV20LrA_A/Tf9FNhfuJpI/AAAAAAAAur8/8_jWpAs8N7I/s1600/SDC13472.JPG" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620286958613702290" src="http://2.bp.blogspot.com/-8XFV20LrA_A/Tf9FNhfuJpI/AAAAAAAAur8/8_jWpAs8N7I/s320/SDC13472.JPG" style="float: left; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Entrada da medina&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2010/03/17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, chegou o dia de ir conhecer Tânger, a famosa cidade que oferecemos aos Ingleses como parte do dote de Catarina de Bragança, no já distante Séc. XVII. Fomos de carro até perto da entrada da Medina, deixando-o junto a uma praça redonda onde, como não podia deixar de ser, lá largamos a inevitável moedinha para um arrumador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrámos na zona antiga - àquela hora ainda com pouco movimento -, e descemos a rua até chegarmos a uma zona um pouco mais larga onde aproveitámos para tomar qualquer coisa numa esplanada de um café de renome no local. Estivemos pouco tempo ali, até porque a contemplação dos transeuntes oferecia pouco interesse. Seguimos para baixo até chegarmos aos restos de um forte português, já pertinho do mar. Segundo o meu tio, a zona costumava ser frequentada pelo "pessoal da ganza" mas, tão cedo, não havia vivalma por ali. Explorámos o sítio, subindo e descendo pelas rampas, entrando nas guaritas e apreciando dois grandes canhões de artilharia costeira que para ali estão abandonados desde, imagino, a 2ª Guerra Mundial. Tudo aquilo está ao deus dará e, francamente, como ponto turístico tem pouco interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andámos pelas ruas que começavam a ganhar vida ao mesmo tempo que o sol começava a carregar na minha cabeça (chapéu, para que te quero). As ruas de Tânger são uma mistura de prédios de traça tradicional e de muita influência do tempo do protetorado espanhol. A fama romântica que Tânger tem só poderá ser compreendida à luz de outros tempos em que a população da cidade era uma enorme mistura de gentes locais e estrangeiros de muitas proveniências. Hoje, esse caldinho cultural parece ter desaparecido e o que fica são ruas velhas habitadas por gente de ar mais ou menos pobre. Há que descer do nosso padrão habitual de exigência para poder apreciar a graça decadente de toda aquela paisagem urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que alguém tentava meter conversa - fosse numa loja ou tentando vender algo -, a cena era a mesma: "Espanhóis? Não? Ah, Portugueses...". E lá se seguiam umas palavras em Castelhano... Aqui e ali, um tipo mais cosmopolita sabia uns termos portugueses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mLDdyrSKnAU/Tf9FlfnUi2I/AAAAAAAAusE/exo_b3jhAFM/s1600/SDC13521.JPG" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620287370425568098" src="http://3.bp.blogspot.com/-mLDdyrSKnAU/Tf9FlfnUi2I/AAAAAAAAusE/exo_b3jhAFM/s320/SDC13521.JPG" style="float: right; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;Reentrámos no coração da Medina, apontando à rua das lojas habitualmente frequentadas pelo meu tio em busca de recordações. Entramos num estabelecimento de artesanato, repleto de todas aquelas pequenas coisas que gostamos de comprar: candeeiros, quadros, bonecos,lamparinas... tudo coisas engraçadas e que apetece trazer às dúzias. Escolho um pequeno objeto para oferecer e segue-se a negociação do preço. Julgo já aqui ter dito que o regateio foi uma agradável supresa relativamente à ideia que eu levava quando viajei para Marrocos. Talvez por influência dos turistas, a discussão dos preços torna-se uma coisa bastante calma, em tudo diferente da quase "guerra" que nos é apresentada em filmes. Pergunta-se o valor. Pedem-nos X, fazemos de conta que pensamos, perguntamos se não nos fazem por Y, eles diminuem, nós contrapomos com Y+Z e lá se chega a uma conclusão. A meia voz, o meu tio ia-me aconselhando. No fim, tentou incluir na compra uns bonecos mas o vendedor escusou-se simpaticamente a aceitar a proposta e lá saímos apenas com as minhas compras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seguida, fomos a uma loja de cabedais, daquelas que tanto vende casacos elegantíssimos, como imitações de malas de marca. O vendedor - daqueles árabes brancos, de bigodinho bem tratado -, já conhecedor do meu tio cumprimentou-nos com alguma familiaridade. Escolhido o artigo, começou uma nova discussão de preço, na qual o meu tio incluia não só aquele artigo como também a encomenda de outro. Que não, que sim, que não, que sim e lá se trouxe o pretendido por um bom valor. Muitos sorrisos e até à vista e saímos. A coisa acaba por até ter graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gxSoz-oHDIg/Tf9GLEIaX2I/AAAAAAAAusg/hR19fUPUmNQ/s1600/SDC13531.JPG" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620288015883198306" src="http://4.bp.blogspot.com/-gxSoz-oHDIg/Tf9GLEIaX2I/AAAAAAAAusg/hR19fUPUmNQ/s320/SDC13531.JPG" style="float: left; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos pontos habitualmente indicados como sendo de interesse em Tânger é o Teatro Cervantes, uma sala de espetáculos deixada pelos espanhóis e que se tem degradado a grande velocidade, a ponto de eu ter encontrado o edifício em estado muito pior do que aquele mostrado na fotografia do guia da American Express. Naquele momento, nem sequer dava para "tocar" nas paredes porque o teatro já estava isolado por uma barreira de tapumes. Senti pena porque, não sendo propriamente uma grande obra, tem aquela graça exótica das construções que misturam estilos e, ali, mais do que uma obra de arquitetura, é, também, um testemunho da História. Voltei para trás desiludido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair da Medina, atravessámos o mercado para ver os produtos à venda. Estou a falar de um mercado na aceção moderna da coisa - um edifício -, e não propriamente de tendinhas na rua. Logo à entrada, é um festival de azeitonas: várias bancas/lojas repletas de cestas com todo o tipo de azeitonas que se possa imaginar. E, como se isso ainda não fosse suficiente, ainda fazem misturas, conferindo àquela passagem um colorido particularmente castiço. Depois..., bom, depois era o que se esperava: carnes, peixe, bivalves, fruta... nada que fugisse ao comum dos mercados por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumámos ao carro, demos umas voltas e fomos até à zona moderna da cidade onde fomos comer a um restaurante conhecido pelo bom peixe. Ficámos na esplanada, convenientemente protegidos do sol. O local era frequentado por europeus e marroquinos "de boa pinta" e em nada diferia do comum restaurante português. Já não me lembro do que comi mas ainda persiste a memória de que me apetecia muito uma cerveja e lá tive de beber Coca-Cola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do repasto, fomos até casa para descansar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltámos à zona antiga, deixando o carro perto da entrada do porto e iniciámos mais um passeio. Subimos, subimos, aqui e ali explorando ruas transversais, até chegarmos a uma zona cujos edifícios serão, muito provavelmente, das décadas de 40 ou 50. É uma zona agradável, de ruas mais largas, com algumas moradias (ou prédios mais baixos) e que podia, perfeitamente, ser europeia. Ali junto há uma esplanada (no sentido urbano e não comercial) onde está um conjunto de canhões antigos virados para o mar. Entre eles estão, pelo menos, dois portugueses. É escusado dizer que são os mais bonitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pcXSOwEiNW4/Tf9Gmn4uGqI/AAAAAAAAuso/Vro2vuFY01Y/s1600/SDC13681.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620288489337526946" src="http://2.bp.blogspot.com/-pcXSOwEiNW4/Tf9Gmn4uGqI/AAAAAAAAuso/Vro2vuFY01Y/s320/SDC13681.JPG" style="float: right; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Café Paris&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Demos mais uma volta e fomos até ao Café Paris. Este sítio é um dos ex-libris da cidade, indicado em todos os guias, não só pelo ambiente em si mesmo mas também porque constituia um daqueles pontos de encontro "à antiga", repleto de histórias de espiões e de estrangeiros que demandavam aquelas paragens. O meu tio, ao fim de alguns meses em Tânger, ainda não tinha lá ido e foi por insistência minha que procurámos o local. Mal entrei, senti logo o seu encanto. Todo o espaço tem, ainda, o ar original: os espelhos, as cadeiras, a decoração... São décadas que voltamos atrás quando nos sentamos ali e mandamos vir algo. Não se trata de um sítio que salte à vista - atenção -, mas sim de um espaço com "ambiente". Não visitei o primeiro andar mas reparei que junto à escadas havia uma espécie de fonte em estilo andaluz e que ainda acrescentava mais graça ao todo. Enquanto bebia o meu chá de menta (oh, maravilha!)&lt;br /&gt;tentei imaginar o vai e vem de gente que ali teria havido e as resmas de livros que dariam para ser escritos com as histórias e conspirações que naquele café terão tido lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desta experiência "retro" foi tempo de voltar para casa. Uma vez lá, tratei de reservar, pela internet, um quarto em Gibraltar, onde ficaríamos após a travessia. A coisa não correu a 100% e fiquei sem saber se teríamos onde dormir uma vez chegados a terras de Sua Majestade. A preocupação despareceu com a chegada do jantar à mesa: febras acompanhadas de cerveja Casablanca...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-5186667415010516574?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/5186667415010516574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-14-tanger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5186667415010516574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/5186667415010516574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-14-tanger.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 14 (Tânger)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8XFV20LrA_A/Tf9FNhfuJpI/AAAAAAAAur8/8_jWpAs8N7I/s72-c/SDC13472.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-1604295047278271482</id><published>2010-03-16T18:00:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:26:18.397Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marrocos'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 13 (Tânger - Tetuan - Chefchaouen - Tânger) - parte 2</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CWT4H1RAntY/TcKZmurp2-I/AAAAAAAAuo0/r6sfiU9aMMI/s1600/SDC13275.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603209777047526370" src="http://4.bp.blogspot.com/-CWT4H1RAntY/TcKZmurp2-I/AAAAAAAAuo0/r6sfiU9aMMI/s320/SDC13275.JPG" style="float: left; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Centro de Tetuan, &lt;br /&gt;Património da Humanidade&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2010/03/16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do centro da cidade e procurámos a estrada para Chefchaouen, a vila pintada de azul nas montanhas. Parámos para perguntar a direção a um polícia de bigode, rechonchudo e simpático que lá nos apontou o caminho certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase à saída da cidade, vendo-se na necessidade de meter gasolina, o meu tio resolveu fazer uma inversão de marcha num sítio onde semelhante manobra era proíbida. Fê-lo no lugar e na altura errados já que estavam uns polícias a cerca de duzentos metros dali, e precisamente na nova direção por nós tomada. É claro que nos mandaram parar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde éramos?, perguntou o polícia que nos abordou. De Espanha? Por amor de Deus!, respondeu o meu tio ao mesmo tempo que o Carlos Guilherme começava a cantar o "Granada" no leitor de CD's do carro - :). Algumas perguntas e reparos depois, o meu tio lá apertou a mão ao polícia, colocando-lhe na mão uma nota de 50 Dirhams. Sorrisos e desejos de boa viagem e lá fomos à bomba de gasolina no sítio que o polícia indicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À volta - pelo mesmo caminho -, os mesmos polícias mandaram-nos parar: sorriram e voltaram a desejar-nos boa viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saídos de Tetuan, entrámos no campo. Estradas em montes e montanhas, num interior verde e pouco povoado. A certa altura, mais uma barragem policial e uma ordem para abrandar. Olharam e mandaram seguir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1F1cD-iAgQk/TcKZ66dejmI/AAAAAAAAuo8/rCJnoBj5cmo/s1600/SDC13361.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603210123806674530" src="http://2.bp.blogspot.com/-1F1cD-iAgQk/TcKZ66dejmI/AAAAAAAAuo8/rCJnoBj5cmo/s320/SDC13361.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 240px; margin: 0 0 10px 10px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Finalmente, após algum tempo de agradável passeio, chegámos a Chefchaouen, uma encantadora vila cujas casas - e ruas -, são parcialmente pintadas de um azul quase elétrico, mais uma vez relembrando algumas cenas do nosso próprio país (ao sul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixámos o carro na zona inicial, ainda sem graça, numa rua anónima e atravessámos uma rua e uma praça com movimento. Vê-se muita gente mais nova com aquele ar de quem anda a ver se se desenrasca. A isso não será alheio o facto de estarmos na zona do haxixe onde muitos europeus vinham para se abastecer. Ainda assim, ninguém incomodou e em momento algum houve qualquer situação minimamente desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrámos, finalmente, na zona típica, feita de ruas e ruelas muito limpas, com casas brancas às quais são aplicados contrastes de azul e, por vezes, laranja. Uma beleza que nos faz sentir vontade de andar por ali... ao Deus dará. A sensação de familiaridade que senti várias vezes em Marrocos voltou a manifestar-se aqui. Vêem-se vários ateliês de artistas, albergues para turistas e negócios locais sempre com muito colorido. Uma ou outra vez, alguém passava e deixava soltar um quase impercetível "haxe?" que nem chegava para causar embaraço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de muitas voltas, desembocámos na praça principal, para a qual dá o castelo da localidade. Antes, entrámos num pátio partilhado por vários comerciantes de artesanato (as recordações para os turistas) e onde se viam coisas muito giras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cz_-qGzBD1g/TcKaH-3IcjI/AAAAAAAAupE/kVchwtYZyE0/s1600/SDC13365.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603210348326318642" src="http://4.bp.blogspot.com/-cz_-qGzBD1g/TcKaH-3IcjI/AAAAAAAAupE/kVchwtYZyE0/s320/SDC13365.JPG" style="float: left; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Lojas em Chefchaouen&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Chefchaouen é um daqueles sítios onde apetece fazer muitas compras: uma mantinha, um candeeiro, um espelho, um quadro, etc. Eu, fiquei interessado em duas coisas simples: umas "janelas" de madeira, pequeninas e pintadas com motivos marroquinos e que, ao abrirem-se, mostravam um pequeno espelho. Iniciei o regateio: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: quanto é? &lt;br /&gt;Vendedor: 80. &lt;br /&gt;Eu: Não, é muito. Dou 20&lt;br /&gt;Vendedor: 20? Um bocadinho mais...&lt;br /&gt;Eu: 30.&lt;br /&gt;Vendedor: Só 30? Um bocadinho mais, por favor...&lt;br /&gt;Eu: 35&lt;br /&gt;Vendedor: Está bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, e ao contrário dos mitos com que somos bombardeados, esta coisa do regateio acaba por ser bastante serena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu tio ainda tentou meter no "pacote" umas coisas mas não conseguiu&amp;nbsp;levar a negociação a bom porto. "É duro..." disse-me o vendedor, referindo-se à inamobilidade negocial do meu companheiro de viagem que aproveitou para saber o porquê de alguma polícia por ali. "O rei vem visitar-nos", respondeu o vendedor, aproveitando para se queixar de que, no dia seguinte, todo o comércio teria de fechar por razões de segurança. Pobre gente: não éramos só nós que andávamos a ser perseguidos pelo monarca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedimo-nos com cordialidade e, contente com as compras, dei ainda mais uma volta por aquela pátio, onde, a um canto, uma gata dava de mamar a uma ninhada de gatinhos (havia muitos por lá, naquela altura). As prendas e aquela imagem ternurenta dispuseram-me bem para a continuação da visita a Chefchaouen. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns metros à frente, já na praça principal e ao fazer tenção de entrar no castelo, fomos informados de que estava fechado (já sabem por culpa de quem...). Circundámos o edifício enquanto o meu tio me ia fazendo inveja contando o que lá tinha visto numa ocasião anterior. A certa altura, damos com um vendedor de tapetes, na rua, rezando em voz alta sobre um... tapete. O quadro era absolutamente pitoresco. Passámos pelo homem e reentrámos na praça, aproveitando para nos sentarmos numa das várias esplanadas/restaurantes do local, para descansar um pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um empregado chega e, antes mesmo de dizermos alguma coisa, pergunta: "Bica?". O meu tio, surpreendido, confirma, enquanto que eu mando vir um Sprite, na expetativa de me refrescar. Ao trazer as bebidas, o mesmo empregado, com um tom muito sério, acompanhou a entrega das coisas com um "Pão, pão, queijo, queijo" o que só não me fez desatar a rir por receio de o ofender. Despediu-se com um "Obrigado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CAkgGOhom9k/TcKani8PnMI/AAAAAAAAupM/3LB90YvnTiM/s1600/SDC13442.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603210890587380930" src="http://2.bp.blogspot.com/-CAkgGOhom9k/TcKani8PnMI/AAAAAAAAupM/3LB90YvnTiM/s320/SDC13442.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 320px; margin: 0 0 10px 10px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;Deixámo-nos ficar mais alguns minutos por ali, obervando o movimento. Finalmente, resolvemos voltar ao carro e passar por uma ruela onde se acumulavam lojecas de rua, vendendo roupa. Parei para comprar uma camisola para um colega. O vendedor, um tipo novo, com ar de mitra, a certa altura da "negociação", e sem provavelmente fazer qualquer ideia do que dizia, largou um "foda-se, tá bem" com o qual me entregou a camisola. Como sempre, o meu tio tentou fazer conversa e a coisa acabou por ir&amp;nbsp;parar ao futebol, o que não o deve ter deixado satisfeito já que o mitra conhecia era o Porto. (novamente, o Benfica mostrou ser um desconhecido por estas paragens).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíndo de Chefchaouen, voltámos a fazer a estrada para Tetuan, repetindo a bonita paisagem, agora alterada por algumas nuvens de fim de tarde. Pelo caminho, várias "barracas" (mais ou menos grandes), vendiam artesanato à beira da estrada. Sempre aquela familiaridade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar a Tetuan, e por incrível que pareça, voltámos a ser parados pelos nossos "amigos" polícias que, desta feita, só nos queriam cumprimentar. Rimo-nos com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta a Tânger, tomámos uma estrada mais moderna e rápida - praticamente uma autoestrada -, que nos levou a "casa" em muito menos tempo do que aquele necessário à vinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos a Tânger com a noite a cair, prazenteiramente cansados do que foi um bom passeio em que vi tanta coisa que, sendo nova, sempre me pareceu uma espécie de "casa". O norte de Marrocos é assim: não nos sentimos estranhos. E eu também não me fiz estranho quando se tratou de me atirar para a cama...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-1604295047278271482?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/1604295047278271482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-13-tanger_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1604295047278271482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/1604295047278271482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-13-tanger_09.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 13 (Tânger - Tetuan - Chefchaouen - Tânger) - parte 2'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CWT4H1RAntY/TcKZmurp2-I/AAAAAAAAuo0/r6sfiU9aMMI/s72-c/SDC13275.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2432321867773053918</id><published>2010-03-16T13:57:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:26:24.407Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marrocos'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 13 (Tânger - Tetuan - Chefchaouen - Tânger)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vmEm1iWFlZk/TZy0EpjDz7I/AAAAAAAAujw/sQ1C1GxzmKs/s1600/SDC13685.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592542829252693938" src="http://4.bp.blogspot.com/-vmEm1iWFlZk/TZy0EpjDz7I/AAAAAAAAujw/sQ1C1GxzmKs/s320/SDC13685.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 240px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;2010/03/16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plano do dia: ida a Tetuan e Chefchaouen. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de manhãzinha, rumo ao norte, passando pela moderna marginal de Tânger. Abrandamos junto ao que teria sido um parque de campismo para observar uma coluna de camelos "turísticos" passando. Não me refiro a turistas, entenda-se, mas sim a uma pequena cáfila que ali costuma andar para gáudio de quem queira experimentar a sensação de montar uma enorme marreca. Continuando a viagem em ritmo mais acelerado chegamos, um pouco depois da saída da cidade, ao cabo Martil, para termos uma vista panorâmica da cidade velha, lá ao longe. A vista é bonita sem no entanto deslumbrar. Ao fim de poucos minutos e por causa do muito vento, voltamos ao carro com alívio. Arrancamos e passamos por um castelo construído a pouca distância da estrada, sobranceiro à costa e que é, na realidade, falso, já que se trata de um capricho de alguém que tinha, obviamente, dinheiro e mau gosto em quantidades apreciáveis. Digo isto não porque o edifício seja feio (é um castelo...) mas sim porque se trata de uma saloíce, esta coisa de recriar fortalezas fora da sua época. No Algarve também há uma e vê-se a partir da Via do Infante (infelizmente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A costa marroquina é toda ela em estilo mediterrânico, sem ter propriamente pontos que se destaquem, e apenas a novidade me impediu de cair no enfado. A certa altura, a estrada desceu até quase ao nível do mar, num desvio para dar uma vista de olhos a Alcácer Seguer e aos restos da fortificação portuguesa ali existente. Esta está praticamente na praia e um pouco escondida por uma sinstalações nas quais não pudemos entrar. Talvez dando a volta e molhando os pés ou pedindo um favor a alguém que tomasse conta do que me pareceu ser uma espécie de parque de campismo. Mas não estava lá ninguém... Como ali não havia muito mais a fazer do que espreitar, retomámos a estrada que, a partir deste ponto, se tornou mais interessante. O caminho começou a ser mais sinuoso e a ganhar altitude e a paisagem tornou-se mais majestosa. Sempre em tom esverdeado (por causa da erva e dos arbustos) e com a cor avivada por chuva que tinha caído, as encostas sucediam-se agradavelmente. Para dar alguma excitação à viagem, começaram a surgir grandes falhas na estrada que, em alguns casos, tinha visto ser-lhe comido metade do piso pela chuva já referida. Por vezes, os nossos pneus esquerdos rasavam a parte abatida e cada vez que passávamos por um destes pontos perguntávamo-nos se ainda acabaríamos levados por uma derrocada. Mas, apesar do grande perigo, tudo correu bem e a verdade é que não vimos nenhum acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos a uma zona próxima da fonteira com o território de Ceuta (que começa bem antes da cidade) e fizemos o desvio. Chegados ao local, bem junto do mar, damos com terrenos cheios de automóveis (sobretudo Mercedes velhos - muito populares em Marrocos) e filas de carros alinhados para passar na fronteira. Mal parámos, imediatamente veio ter connosco um homem oferecendo os seus préstimos para preencher os papéis para a alfândega. Esta gente parece fazer ali bastante negócio e, provavelmente, presta um serviço útil a quem não tem à vontade com a burocracia fronteiriça. O tempo estava a ficar bastante cinzento e ameaçar borrasca e o mar, escuro, fazia ondas algo violentas que começavam a salpicar quem estava em terra pelo que tratámos de nos irmos embora dali. Um último olhar para a feia vista de Ceuta e ala que se faz tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da fronteira com Ceuta, o caminho foi junto à costa e urbano. Daquele ponto em frente começa uma infindável sucessão de aldeamentos turísticos, servidos por uma boa estrada. O aspeto faz lembrar um pouco algumas zonas do Algarve (as mais arranjadinhas) e facilmente nos imaginamos passando umas férias de papo para o ar em qualquer um daqueles apartamentos/casas. Desconhecendo eu a zona e ainda trazendo comigo algum do preconceito com que abordei o país, não pude deixar de ficar surpreendido com o que vi, parecendo haver, até, algum exagero nos cuidados postos na manutenção dos locais (mais uma vez, vi gente a varrer o pó dos passeios).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns quilómetros à frente, avistei de relance o que parecia ser as ruínas de uma igreja a alguma distância da estrada (que, nesse ponto, só tinha urbanizações do lado do mar, sendo o outro de campo). O meu tio prontamente parou o carro junto a uma má estrada de terra - recusando-se, por preguiça e cuidado, a seguir-me -, e eu fiz-me ao caminho que não tinha mais do que poucas centenas de metros. Aquilo que, ao longe, parecia ser uma igreja, teria sido, aparentemente, o edifício principal de uma "fazenda" na qual entrei passando por um portão que até incluia uma cabina para guarda. O enorme espaço estava abandonado e completamente entregue à decadência. Antes de chegar à "igreja", reparei numa zona que teria sido um conjunto de pátios para descanso, cobertos com barrotes de madeira (provavelmente para serem ligados com videiras). Depois, o edifício principal que era composto por duas "torres", corpo central e que tinha um tamanho bastante apreciável. Ainda era possível entrar no átrio e ver as escadas que dele saíam. Não se via vivalma, nem um bicho. Começou a pingar e apressei o meu regresso, saindo daquele espaço perdido no tempo com a pena de não poder passar ali muito mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1KX1wiWaaog/TZy0i-z96AI/AAAAAAAAuj4/QW09JjyhPrI/s1600/SDC13271.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592543350356830210" src="http://3.bp.blogspot.com/-1KX1wiWaaog/TZy0i-z96AI/AAAAAAAAuj4/QW09JjyhPrI/s320/SDC13271.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 240px; margin: 0 0 10px 10px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Finalmente chegámos a Tetuan. Esta movimentada cidade, cujo núcleo composto por edifícios civis espanhóis é património da humanidade, atraiu-me logo. A estrada de entrada era ladeada por prédios comuns mas, à direita, via-se um mar de casas típicas subindo um monte e tendo, no meio delas, uma pequena muralha do que em tempos terá sido um fortim. Havia ali aquele ar exótico que nos faz pensar em ruelas estreitas e buliçosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrarmos na baixa da cidade, fizemos um desvio para ir almoçar. Comemos num cuidado restaurante de uma bomba de gasolina, sentados em cadeirões de palhinha. Como julgo já ter escrito antes, a comida marroquina é bastante desinteressante e vimo-nos a comer - uma vez mais -, frango assado acompanhado de Coca-Cola. A refeição foi barata e serviu para descansar, ao menos. De barriga reconfortada voltámos atrás e penetrámos na movimentada baixa de Tetuan. Ainda mal tínhamos chegado a uma das ruas principais, já um homem corpulento, de fato, com um cartão ao pescoço, queria ser nosso guia. Não foi o único porque outro se lhe juntou. As duas chagas acompanharam-nos correndo ao lado do carro (quais seguranças de VIP's) até dentro do grande parque de estacionamento (pago) que há no centro. E se o segundo "guia" desistiu facilmente, o primeiro (o do cartão) levou mais tempo a ir-se embora: que era guia oficial, que era bom, que nos mostrava as coisa... Foi preciso o meu tio dizer uma dúzia de vezes que já conhecia a zona e que morava em Marrocos para ele desistir. Enquanto esta conversa durava, eu ia contemplando o casario que se empilhava nas traseiras do parque (que é ao ar livre) sabendo no entanto que não iríamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PFOZeEVDGf0/TZy03zw9ISI/AAAAAAAAukA/M8OVnICgFKQ/s1600/SDC13290.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592543708168659234" src="http://3.bp.blogspot.com/-PFOZeEVDGf0/TZy03zw9ISI/AAAAAAAAukA/M8OVnICgFKQ/s320/SDC13290.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0 10px 10px 0; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;Livres do "guia", fizemo-nos às ruas cheias de gente. É uma zona agradável, com quarteirões cheios de comércio e com um ar decadente q.b., ou seja, misturando um ar velho e sujo com a beleza dos edifícios dos tempos do Protetorado espanhol. Estes, embora sejam, efetivamente bonitos, não me pareceram merecer a classificação que têm. É certo que há o efeito do conjunto mas, mesmo assim... Um dos prédios maiores (antigo cinema?) alberga o centro cultural espanhol, coisa que se vê em várias terras em Marrocos e sempre em lugar de destaque. Começámos a notar gradeamentos nalgumas ruas nas quais não se podia circular de carro. Estranhámos mas fomos andando. A certa altura, já nem as pessoas podiam andar na estrada. Ao chegarmos à bonita praça principal, onde se encontra um palácio real (o país está cheio deles), fiz menção de tirar uma fotografia ao local. Imediatamente um polícia me faz (educadamente) sinal de que não o podia fazer. Porquê?, perguntámo-nos mutuamente eu e o meu tio. Bem... parecia que o nosso amigo, o Rei, também ia dar um pulinho a Tetuan e, por isso, voltava a causar-nos incómodos na nossa tarefa de "turistar". Chateados mas rindo-nos da situação, virámos o nosso interesse para o comércio local, feito de lojinhas em arcadas. Numa delas, resolvi comprar uma "djellaba", a roupa que uma grande parte dos homens veste e que é, basicamente, composta por uma só peça que se veste como um vestido e que tem um grande capuz em bico e que é usado precisamente de forma a realçar esse aspeto, conferindo às pessoas um ar de quem saiu do Senhor dos Anéis ou coisa parecida. Optei por um modelo em preto, feito de um tecido parecido com Polartec (uma djellaba moderna, portanto) na pespetiva de a usar no inverno, como roupa de andar por casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--gqtpaCAz9M/TZy1IhdS-5I/AAAAAAAAukI/n9MwIHiQLy8/s1600/SDC13318.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592543995312143250" src="http://3.bp.blogspot.com/--gqtpaCAz9M/TZy1IhdS-5I/AAAAAAAAukI/n9MwIHiQLy8/s320/SDC13318.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 320px; margin: 0 0 10px 10px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;Embrenhámo-nos nas ruas, passando por algumas bem estreitas e das quais emanavam outras de igual largura. Finalmente, avistámos ao fundo uma praça redonda, larga, com palmeiras, uma igreja e prédios elegantes. Apontámos nessa direção. Pelo caminho, mais um ou dois cromos tentando ser guias mas que foram rapidamente despachados pelo meu irrepreensível "laa" ("não", em Árabe, e que se diz como o nosso "lá"). Um mais insistente e que queria conversa tentou adivinhar a nossa nacionalidade, o que conseguiu num ápice: "Portugueses? Temos muitos amigos lá. Somos todos antiespanhóis aqui.". Não pude deixar de sentir uma enorme familiaridade com os sentimentos do simpático marroquino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada uma vista de olhos à praça, voltámos ao parque de estacionamento usando um caminho diferente e que nos permitiu ver mais alguns relances da cidade. O próximo destino seria Chefchaouen, a vila azul nas montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2432321867773053918?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2432321867773053918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-13-tanger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2432321867773053918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2432321867773053918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-13-tanger.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 13 (Tânger - Tetuan - Chefchaouen - Tânger)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vmEm1iWFlZk/TZy0EpjDz7I/AAAAAAAAujw/sQ1C1GxzmKs/s72-c/SDC13685.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-2015306294062378030</id><published>2010-03-15T15:00:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:27:44.894Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marrocos'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 12 (Tânger - Cabo Spartel - Arzila - Larache - Tânger) - parte 2</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fsNTqxIagsA/TZIHhIIuP-I/AAAAAAAAuiE/uCV7Geu_LC4/s1600/SDC13116.JPG" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589538353221353442" src="http://3.bp.blogspot.com/-fsNTqxIagsA/TZIHhIIuP-I/AAAAAAAAuiE/uCV7Geu_LC4/s320/SDC13116.JPG" style="float: left; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;2010/03/15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Arzila até Larache, o tipo de paisagem não varia muito em relação ao que tinha sido até ali. Ocasionalmente, junto ao caminho, há rapazes vendendo fruta: morangos e amendoins sobretudo. O apetite por umas boas alcagoitas começou a aparecer e, após uma paragem num areal para ver o mar, resolvemos que eram coisa que caía muito bem na viagem. Assim sendo, o próximo vendedor de amendoins foi contemplado com o nosso interesse comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal parámos o carro, veio logo a correr o moço que estava mais perto mostrando-nos um saco de tamanho razoável. "Quanto?", perguntou o meu tio? (aqui, começa a arte do regateio). "X", responde o vendedor. "É muito. Dou metade de X". Que não, que não..."Então, paciência", e arranca, para parar a cinquenta metros dali, junto a outra banca. O novo contemplado imediatamente aceita o nosso preço e vai buscar um saco. Ao voltar, noto que os amendois são mais pequenos do que os que se viam da estrada. "Ná, esses não quero", diz o meu tio e lá foi o rapaz buscar uns de tamanho adequado. Finalmente, temos um saco de amendoins por tuta e meia e retomamos o caminho enquanto  mordiscamos alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente antes de chegar a Larache, mesmo junto à estrada, na base de uma colina, vêem-se umas ruínas. Fazem parte de um conjunto (a cidade de Lixus) que é património da humanidade e que se espalha pela elevação. Como não fazia parte do nosso plano, abrandámos para medir o interesse. Mal o fizemos, imediatamente se levantou de uma pedra um "guarda" para vir ter connosco. O que vinha a seguir já se sabia: indicar-nos-ia as ruínas, oferecer-se-ia para guardar o carro e estenderia a mão para a fatal gorjeta. Antes que ele chegasse até nós já tínhamos decidido não parar e ir logo para Larache. Não se pode ver tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SkcKGfc6zrk/TZIHzN011HI/AAAAAAAAuiM/u42CKy3elC8/s1600/SDC13142.JPG" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589538663986222194" src="http://2.bp.blogspot.com/-SkcKGfc6zrk/TZIHzN011HI/AAAAAAAAuiM/u42CKy3elC8/s320/SDC13142.JPG" style="float: right; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Larache é mais uma pequena cidade costeira onde ainda se nota bastante a influência espanhola (esta zona fazia parte do protetorado que ainda existia a meio do Séc. XX). Subimos a estrada que circunda a cidade pelo lado do mar e que passa do lado de fora das muralhas do antigo forte. Como andámos à procura de sítio onde parar, demos connosco em bairros feios e degradados, e que começavam logo junto a um bonito miradouro. A certa altura, numa das ruas, um burro circulava sozinho no meio da estrada, para espanto de muitos e diversão de ainda mais, atrasando o trânsito mas mantendo toda a calma de quem apenas andava a dar uma voltinha. Conseguimos voltar à zona mais desafogada e acabámos por deixar o carro junto ao centro, na rua. Nem ali nos escapámos ao pedincha. "Quando voltarmos", disse o meu tio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrámos na zona da medina, com os olhos postos num belo edifício de estilo misto que já tínhamos avistado a partir da estrada de acesso. O local, estando descuidado, não deixava de ser bonito e de proporcionar uma bela vista sobre a zona em redor da cidade. Atravessada uma muralha, já estávamos no coração da zona histórica. Uma mesquita, as ruelas brancas, os populares passando... Tudo muito calmo, sereno até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendo um pouco pelo que nos pareceu ser a artéria principal, fomos dar a uma praceta onde, a um dos cantos, havia a entrada para o que terá sido um quartel já que ainda havia umas guaritas de pedra, à entrada. Tudo aquilo era, agora, zona de habitação. As mulheres que se viam tinham um ar mais tradicional e, a certa altura, avistei uma mulher completamente tapada. Tentando não dar nas vistas, como quem tira uma fotografia ao espaço em geral, lá apontei a máquina à avantesma mas, no último momento, e estando ainda a uma certa distância, esse instinto que as mulheres têm alertou-a e a criatura virou-se. Desviei o meu interesse para um velho castiço sentando à porta de uma loja e aí tive melhor sorte conseguindo uma fotografia gira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wOH3U15LD1g/TZIIMAI41MI/AAAAAAAAuiU/3ohK6tsFUbA/s1600/SDC13170.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589539089808938178" src="http://1.bp.blogspot.com/-wOH3U15LD1g/TZIIMAI41MI/AAAAAAAAuiU/3ohK6tsFUbA/s320/SDC13170.JPG" style="float: left; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Medina&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Continuámos ao deus dará pelas ruas e fomos ter a uma praça ladeada por arcadas sob as quais havia estabelecimentos comerciais. No meio, alinhavam-se vendedores de tralhas (aquilo era uma espécie de Feira da Ladra). O espaço tinha o encanto que se espera nos mercados de rua. A saída da praça ia dar à praça principal da cidade: um semicirculo de grandes arcadas com casas de pasto. No meio, árvores e bancos de jardim. Andámos à procura de uma espécie de fonte em estilo andaluz e que aparecia no meu guia turístico mas disseram-nos que tinha sido retirada. Toda aquela zona nos fazia lembrar as típicas localidades da Andaluzia, com a diferença de que a espanholada havia sido substituída por marroquinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos almoçar. Demos umas voltas por ali mas nada nos estava a apelar. Um empregado de uma esplanada aconselhou-nos uma zona onde talvez houvesse alguma coisa mais a nosso contento (ali era mais cafés). Finalmente, após várias voltas, entrámos numa tasquinha modesta onde fomos simpaticamente atendidos. Comemos uma entrada feita de grão com uma qualquer especiaria de cor amarela, boas azeitonas e, para prato principal: tajine. O único senão foi a ausência de uma boa cervejola que teve de ser substituída por Coca-Cola. Por mim, eu perguntaria sempre se serviam "louras" mas o meu tio parecia achar isso algo de melindroso (o que sempre achei um exagero da sua parte). A tajine é uma espécie de guisado feito num recipiente composto por duas peças de barro: um prato e um cone. Francamente, não foi coisa que me motivasse minimamente. Aliás, achei a cozinha marroquina uma desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o almoço, demos uma voltinha pelas ruas mais próximas aproveitando para espreitar o simples e simpático exterior de uma igreja existente na rua principal. Voltando para o carro, conseguimos escapulirmo-nos sem ter de largar a moedinha da praxe. Serviu para nos divertirmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-amkTiu9q1eU/TZIIi7rXbCI/AAAAAAAAuic/mDolc2ew4t4/s1600/SDC13191.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589539483748363298" src="http://3.bp.blogspot.com/-amkTiu9q1eU/TZIIi7rXbCI/AAAAAAAAuic/mDolc2ew4t4/s320/SDC13191.JPG" style="float: right; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Place de la Libération&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;À saída de Larache, o meu tio resolveu comprar morangos à beira da estrada. Desta feita, a negociação foi bastante curta e imediatamente tomámos a estrada para Tânger onde, ao chegar, apanhámos com muita gente na beira da estrada e ainda mais polícia do que o habitual. Junto a uma pequena rotunda (profusamente enfeitada com bandeiras), acumulavam-se umas dezenas de pessoas com fotografias do rei, em tudo fazendo lembrar "fans" arregimentados. Rimo-nos com a situação - que o meu tio assegurou ser costumeira, por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde estava a chegar ao fim e fomos ao hipermercado. Lá dentro, para além de alguma comida, abastecemo-nos com cerveja e eu aproveitei para comprar algumas garrafinhas de licores típicos para dar como prenda. A zona das bebidas alcoólicas é de livre acesso através do hipermercado mas também tem um acesso a partir da rua, para quem lá queira ir mais discretamente, pagar e sair logo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na zona de caixas, uma das cervejas marroquinas que eu levava não queria passar no leitor e, de repente, lá estávamos nós com uma data de latas, ali parados enquanto se formava uma pequena fila de marroquinas. Não pude deixar de me sentir um bocado parvo, como se aquela gente olhasse para mim como o estrangeiro decadente que lhes faz perder tempo por causa das cervejas. Finalmente, lá veio o código correto da lata e pudemo-nos vir embora, na perspetiva de comer umas espetadas regadas a "Casablanca" (ou outra marca das que levávamos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes de ir para casa, ainda se deu mais uma voltinha, desta feita pela marginal onde se acumulam os restaurantes e as discotecas e onde bebemos café num confortável e cosmopolita estabelecimento enquanto víamos as pessoas passando. Esta zona de Tânger é muito agradável e arejada, em tudo igual às suas equivalentes em qualquer outra parte do mundo. Como elementos decorativos, também há canhões antigos, o que é sempre de especial interesse para quem goste de História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de mais um bom dia em Marrocos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-2015306294062378030?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/2015306294062378030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-12-tanger-cabo_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2015306294062378030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/2015306294062378030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-12-tanger-cabo_09.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 12 (Tânger - Cabo Spartel - Arzila - Larache - Tânger) - parte 2'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fsNTqxIagsA/TZIHhIIuP-I/AAAAAAAAuiE/uCV7Geu_LC4/s72-c/SDC13116.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-7173970169074411076</id><published>2010-03-15T13:56:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:27:55.674Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marrocos'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 12 (Tânger - Cabo Spartel - Arzila - Larache - Tânger)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2cdE547ec3I/TZDRoWqHB9I/AAAAAAAAuhA/Q9PEELLRT7k/s1600/SDC12853.JPG" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589197628773959634" src="http://3.bp.blogspot.com/-2cdE547ec3I/TZDRoWqHB9I/AAAAAAAAuhA/Q9PEELLRT7k/s320/SDC12853.JPG" style="float: left; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Farol do Cabo Spartel&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2010/03/15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nove horas e meia na cama! Uma espécie de record ao qual só me pude entregar pelo facto de não estar de férias sozinho e estar dependente de "motorista". O menu do dia era uma ida ao cabo Spartel (tido como um dos pontos essenciais à volta de Tânger) seguida de uma passagem pela famosa Arzila a caminho de Larache.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia estava solarengo e tive o especial cuidado de não me esquecer de levar o meu chapéu de aba larga. O meu tio resolveu que, antes de ir ao cabo, me havia de mostrar uns túmulos antiquíssimos que existem em plena rua. Após algumas voltas, lá encontrámos os ditos. Numa zona residencial, calma, num canto que talvez pudesse ter sido, em tempos, um minijardim, lá estão algumas covas quadrangulares. O espaço está abandonado, sem informação e, verdade seja dita, vale mais a ida ao local só para ter um cheirinho de mais um bairro de Tânger do que, propriamente, para ver aquilo que mais tarde viemos saber serem os vestígios de umas tumbas fenícias. Para sairmos dali foi necessário passar pela baixa da cidade: uma mistura de prédios deixados pelos espanhóis (nota-se o estilo) e de muita construção recente. Embora não tenha achado tudo aquilo propriamente interessante, não deixei de ficar com curiosidade em passear pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizémo-nos à estrada a caminho do Cabo Spartel. O caminho estava regularmente enfeitado com conjuntos de bandeiras marroquinas e via-se muita polícia plantada à beira da estrada. Nem era preciso dizerem-nos porque já tínhamos percebido: o rei andava ou andaria por ali. O ridículo da cerimónia a que esta gente se entrega para manter as aparências perante a presença do monarca vai ao ponto de haver pessoal a varrer o pó da berma da estrada (!!!) e a esconder os contentores do lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ll5oVMo6Xc0/TZDR4lKJhoI/AAAAAAAAuhI/brOzTz7cHwM/s1600/SDC12873.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589197907544344194" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ll5oVMo6Xc0/TZDR4lKJhoI/AAAAAAAAuhI/brOzTz7cHwM/s320/SDC12873.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 240px; margin: 0 0 10px 10px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;A certa altura passámos numa rotunda onde havia mais polícia. No local havia uma saída para o caminho que levava à Gruta de Hércules (outro ponto turístico) mas também a entrada do que parecia ser uma estância ou palácio. Seguimos em frente através de uma paisagem costeira agradável acompanhados da habitual sensação de familiaridade com o que se via. Em dado momento, num ponto onde a estrada desce bastante, pudemos ver o que teria sido um forte colocado numa espécie de foz de um ribeiro. Seria nosso? A estrada subiu (o local fez-me pensar na chegada à Ericeira, junto à foz do Lizandro - mas com menos casas) e, passado pouco tempo, chegámos ao cabo, anunciado a alguma distância pelo seu farol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita que, embora se esteja num cabo, não se tem bem a perceção disso. O local é alto, tem muita vetegação e o mar apenas se vê em frente. Em dias límpidos, avista-se dali a Península Ibérica. Bem me esforcei mas a Europa não se quis mostrar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No local, como não podia deixar de ser, há um restaurante e um ou dois vendedores de recordações. O primeiro estava a abrir e os segundos ainda montavam as bancas. Chegámos à porta da zona do farol (que parecia abandonado) e encontrámo-la fechada e com um aviso de passagem proibida. Por incentivo do meu tio, ignorámos a placa e entrámos. O farol é de base quadrangular e pintado de amarelo pálido. Há palmeiras por perto através das quais se tem uma vista bonita para o resto da costa e pode-se ir à "esplanada" do edifício. Mais uma vez, puxei pelos olhos mas a Europa não se via. Pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6JKhvlV0hZo/TZDSQ9XSxnI/AAAAAAAAuhQ/IUyN49BzmVY/s1600/SDC12870.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589198326358787698" src="http://4.bp.blogspot.com/-6JKhvlV0hZo/TZDSQ9XSxnI/AAAAAAAAuhQ/IUyN49BzmVY/s320/SDC12870.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 240px; margin: 0 10px 10px 0; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Voltámos para trás (eu com o alívio de ninguém ter aparecido a dizer que tínhamos invadido uma zona militar) e resolvemos ir beber um café ao restaurante. Éramos os únicos clientes. O sítio era grande e agradável, com mobília feita de cana e palhinha e facilmente se imagina como um êxito na época alta. Mandámos vir café com leite o que nos reconfortou bastante atendendo à brisa marítima que se sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de volta, passámos por um conjunto de camelos que languidamente caminhavam num areal, conduzidos pelo seu "patrão". Os animais estavam ali para efeitos turísticos já que não têm nada a ver com aquela zona do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensámos ir à Gruta de Hércules. O meu tio achava que eu devia conhecer o sítio. Simplesmente, ao chegarmos à rotunda que referi atrás, a estrada que dava acesso ao ponto estava fechada aos comuns dos mortais. Mais tarde, soubemos que andava pela zona um chefe de estado africano. Talvez tenhamos ficado a dever ao presidente do Burkina Faso ou outra potência de igual calibre o não podermos ir dar uma voltinha mais pela zona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-c5fEc6CpViM/TZHYcs4ovvI/AAAAAAAAuhw/qqVnJDh2IKM/s1600/SDC12934%2B%2528Large%2529.JPG" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589486600140144370" src="http://2.bp.blogspot.com/-c5fEc6CpViM/TZHYcs4ovvI/AAAAAAAAuhw/qqVnJDh2IKM/s320/SDC12934%2B%2528Large%2529.JPG" style="float: right; height: 320px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Torre de menagem portuguesa, em Arzila&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Estrada para Arzila. Campos verdes à esquerda e areais à nossa direita. Entre a estrada e o mar, uma barreira de arbustos que só algumas vezes nos deixavam ver o azul do Atlântico. O caminho fez-se bem, sem qualquer sobressalto. Ao chegarmos à "nossa" Arzila, deixámos o carro numa zona de estacionamento em terra batida, à entrada da cidade velha. O local era em tudo igual ao que se encontra no Algarve: o mar, obras na margem e nos molhes, terra batida e autocaravanas estacionadas (os franceses e as suas "integrais"). Caminhámos um pouco pelo grande pontão que ali existe, tentando capturar a melhor imagem das muralhas e do casario branco. O vento estava fortíssimo e, antes que houvesse um homem ao mar, descemos. Entrámos na cidade pela porta principal, numa rua onde se acumulavam vários polícias e militares em trajo mais cuidado. Talvez alguma festa estivesse em preparação. Virámos à direita para a praça onde está o ex-libris de Arzila: a torre de menagem portuguesa, cuidadosamente recuperada e em todo o seu esplendor militar. Pregada à muralha está uma daquelas placas parolas recordando a visita de alguma autoridade portuguesa ou apelando à amizade entre os povos. Mais à frente, numa parede, existe uma grande pintura alusiva ao 25 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arzila é branca. Daquela brancura que só as culturas mediterrânicas conhecem. Como noutros locais, a sensação de se estar em casa é quase total. Embrenhámo-nos pelas ruas, aumentando em mim, a cada passo, o gosto pelo passeio. Atravessámos alguns arcos e fomos dar a uma área onde existem pequenos terraços junto ao mar. A vista é bela. O cenário envolvente convida-nos a ficar por ali, repartindo a nossa atenção pelo oceano, as casas e os vestígios militares. À nossa direita, antigos canhões espreitavam por entre as ameias. Abaixo de nós, alguns miúdos jogavam à bola numa zona mista de areia e rocha. Logo ali, alguns túmulos muçulmanos antigos enfeitavam um pequeno terraço com os seus ladrilhos coloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passeio seguiu, na pressa causada por haver muito para ver nesse dia. Envolvidos pelo omnipresente branco, damos por nós procurando a cor. As portas pintadas de azul ou verde vivos, algumas flores, paredes com desenhos alusivos a lojas de artesanato... Havia no ar um ambiente sereno de terra que ainda não tinha acordado bem ou que, por estarmos em época baixa, não estava propriamente em funcionamento. Saímos da zona fortificada, para poder ver umas armas portuguesas numa das portas da cidade e aproveitámos para seguir ao longo da parede da muralha à qual se encostavam algumas esplanadas sem ninguém. Ali, a terra já ganhava os contornos típicos dos sítios pouco cuidados. A cidade vivia normalmente, esquecida da beleza herdada que estava do outro lado do muro. Avisto uma mulher vestida com trajos tradicionais montando um burro. Paro para apreciar a cena e tirar fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos a entrar na zona antiga e a calcorrear as ruelas. Paramos para comer "pastilha", um petisco típico que não passa de uma espécie de massa extremamente fina (como a dos crepes), cozinhada sobre umas bolas de metal (?). Esperámos que alguns miúdos fossem atendidos e lá nos "empastilhámos". Achei o pitéu uma coisa totalmente sem graça. Voltámos à praça principal (a da torre) e saímos pelo arco que há perto desta. Metemo-nos no carro, demos uma ou duas voltas pelos quarteirões mais próximos enquanto tentávamos acertar com o caminho e lá tomámos as ruas mais largas da cidade "moderna", a caminho de Larache.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5371869912749666558-7173970169074411076?l=omapadomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omapadomundo.blogspot.com/feeds/7173970169074411076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-12-tanger-cabo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7173970169074411076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5371869912749666558/posts/default/7173970169074411076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omapadomundo.blogspot.com/2011/09/francamarrocos-2010-dia-12-tanger-cabo.html' title='França/Marrocos 2010 - dia 12 (Tânger - Cabo Spartel - Arzila - Larache - Tânger)'/><author><name>Rui Franco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-PZkKshHMH1M/TqyCPNcCquI/AAAAAAAAzqs/xKJas5hec8s/s220/SDC16803.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2cdE547ec3I/TZDRoWqHB9I/AAAAAAAAuhA/Q9PEELLRT7k/s72-c/SDC12853.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5371869912749666558.post-8055702009586191745</id><published>2010-03-14T13:56:00.000Z</published><updated>2011-11-03T13:27:32.312Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marrocos'/><title type='text'>França/Marrocos 2010 - dia 11 (Rabat - Tânger)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zVkZ7yqRQzo/TWtliFjoekI/AAAAAAAAudI/ySQLrSRGpAI/s1600/SDC12340.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578664199710079554" src="http://2.bp.blogspot.com/-zVkZ7yqRQzo/TWtliFjoekI/AAAAAAAAudI/ySQLrSRGpAI/s320/SDC12340.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 240px; margin: 0 10px 10px 0;" /&gt;&lt;/a&gt;2010/03/14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabat acordou-nos cheia de sol mas com uma temperatura agradável. Como, mais uma vez, o tipo de estadia no Ibis não incluia pequeno-almoço, foi com mais pressa que nos despachámos, rumo ao centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorremos, no sentido contrário, as estradas e avenidas por onde tínhamos passado na noite anterior, agora melhorando a rota aqui e ali, devido à vantagem de ser dia. A cidade não parecia ser nada feia (segundo padrões marroquinos): ruas mais arranjadas, espaço livre, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzámos as muralhas e, pouco depois, estávamos entrando na Av. Mohamed V, a principal artéria da capital de Marrocos, um local composto por uma alameda central decorada com palmeiras ladeada por edifícios brancos com um estilo misto que trai a sua origem francesa. A meio, passámos pelo edifício da assembleia nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar quase ao fim, junto a um sítio onde o espaço se abre e existem alguns edifícios públicos de arquitetura local, invertemos o sentido e estacionámos o carro na sombra. O dia estava mesmo bom e a zona era uma ótima variação ao que até então tínhamos visto do país. Estes dois fatores combinados encheram-me daquela sensação de leveza que se tem quando se anda a passear com gosto. Atravessámos a avenida para o lado onde parecia haver cafés e entrámos no primeiro que apanhámos aberto. Era um sítio muito agradável que, embora tendo sido remodelado, se enquadrava ainda muito bem no tipo de edifício onde estava. Havia apenas duas ou três mesas ocupadas. Mandámos vir café com leite e croissants e aproveitámos para dar uma olhadela aos planos para o passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rlleaMesRic/TWtlux-xB2I/AAAAAAAAudQ/r-xIlHb5F7g/s1600/SDC12358.JPG" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578664417793476450" src="http://2.bp.blogspot.com/-rlleaMesRic/TWtlux-xB2I/AAAAAAAAudQ/r-xIlHb5F7g/s320/SDC12358.JPG" style="float: right; height: 240px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Catedral de Rabat&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;De barriga reconfortada, subimos a avenida, quase sempre debaixo de arcadas. A pé confirmou-se a boa impressão com que tinha ficado da zona, aquando da passagem em automóvel. A certa altura, virámos à esquerda para apontarmos à catedral de Rabat, outra herança deixada pela França. A rua que lá levava tinha prédios modernos mas também outros mais antigos em estilo europeu. Por "mais antigos" quero dizer coisas dos anos 50, 60. A estrada estava toda em obras para instalação de uma linha de elétricos mas, como era domingo, tudo estava parado e aproveitámos para ir andando calmamente pelo meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos à praça da Catedral, vindos das traseiras, o que terá diminuido um pouco o impacto do edifício mas sem lhe tirar qualquer graça. Avancei pela rotunda adentro para ter mais espaço para contemplar o volume. Branco, grande, combinando (mais uma vez) vários estilos, claramente ocidental mas cheio de pormenores "exóticos" (o rendilhado das janelas, por exemplo), a catedral gera uma sensação de familiaridade nostálgica. Sendo ateu, não deixo no entanto de me sentir sempre em casa quando, num país não-cristão, entro numa igreja. Ali, não houve exceção à regra e por momentos tentei imaginar como seria o Marrocos colonial, com a sua mistura de gentes e costumes, quando esta zona seria, provavelmente, uma pequenina Europa. No interior, a simplicidade própria da época em que o templo foi construído. De resto, tudo igual a qualquer outra igreja católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para o carro, passámos por ruas secundárias, mantendo a boa opinião sobre toda aquela zona. À chegada ao carro, a fatal gorjeta a um arrumador... Embora o segundo ponto de visita (a medina) fosse a apenas algumas centenas de metros, o meu tio optou por deixar o carro mais próximo da área antiga da cidade. Novo estacionamento, nova gorjeta, claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WBoHPNzoY1U/TWtl7nyOshI/AAAAAAAAudY/930ES1KRts8/s1600/SDC12415.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578664638394839570" src="http://2.bp.blogspot.com/-WBoHPNzoY1U/TWtl7nyOshI/AAAAAAAAudY/930ES1KRts8/s320/SDC12415.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0 10px 10px 0; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt;Ao sair do carro, estacionado do lado de fora da muralha da medina, dou de caras com uma das muitas amostras do interesse marroquino no futebol espanhol: uma carrinha completamente enfeitada com cores e símbolos do Barcelona. Do mal, o menos... Atravessamos a passagem sob a muralha e entramos nas ruas velhas onde se acumulam vendedores ambulantes e pequenas lojas de estilo pouco sofisticado. Estamos quase, quase no coração da cidade que acaba por ser composta de vários núcleos muralhados, quase como se tivessem sido juntas várias cidades (o mesmo acontecia em Fez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol já começava a queimar a cabeça e socorri-me de um carapuço que levava. Juntamente com uns óculos escuros, terei adotado uma figura um pouco exótica :) Seguimos pela rua principal da medina, em direção ao mar. Antes de chegarmos a este, ainda há um grande núcleo cujo ponto principal é um grande cemitério que faz uma espécie de fronteira entre a cidade e as praias. Entrámos na necrópole, apreciando a vista e a paisagem de túmulos. Aqui e ali, das campas emerge uma espécie de cubo rematado por uma meia esfera: trata-se do t
